Marina: “Perdemos, mas Dilma tem respaldo para vetar Código Florestal”
A ex-ministra Marina Silva ainda não se considera contemplada nem derrotada em relação ao novo Código Florestal Brasileiro cujo relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) foi aprovado na semana passada.
Em entrevista exclusiva ao Blog da Amazônia, em Rio Branco (AC), onde nasceu e passou o fim de semana, Marina sustenta que o relatório de Viana mantém anistia para desmatadores, reduz a proteção das áreas de preservação permanente e amplia o desmatamento no País.
Inês é morta?
- Não. Ainda teremos a discussão em plenário, no Senado, e depois vai pra Câmara, quando mais uma vez será feito o bom combate. E ainda resta o pedido de veto à presidente Dilma.
Marina lembra que Dilma Rousseff, no segundo turno da eleição presidencial, se comprometeu em vetar qualquer projeto que significasse aumento de desmatamento e anistia para desmatadores.
- A presidente Dilma respondeu de próprio punho que vetaria. Ela se comprometeu com os brasileiros e brasileiras e não apenas com os quase 20 milhões que votaram em mim. Na ocasião, falei que Dilma se comprometeu mais e Serra menos.
Antes da possibilidade de liderar campanha em defesa do veto, a ex-senadora torce para que a presidente receba o Comitê em Defesa da Floresta e do Desenvolvimento Sustentável, composto pela CNBB, OAB, ABI e o Movimento SOS Florestas, que congrega mais de 400 organizações. O comitê já pediu audiência com a presidente.
- Espero que possa ser recebido, talvez no dia 22 de dezembro, em homenagem à memória do Chico Mendes.
A disputa em torno do novo Código Florestal serviu para distanciar ainda mais Marina Silva e Jorge Viana, que começaram na política junto com o seringueiro Chico Mendes, e lideravam no Acre uma coligação partidária que já caminha para 16 anos de governos consecutivos do PT no Estado.
Em decorrência da cobrança de compromissos do passado, Viana declarou, após obter aprovação do relatório, que Marina é sua amiga e irmã, mas que a aprovação do Código Floresta é mais um passo para deixá-la sem discurso.
- Ora, se o problema fosse ter discurso, eu não precisava ter saído do PT nem do PV. Discurso é o que não falta aos partidos. Se perguntar ao PSDB, ao DEM, ao PMDB, se são a favor das florestas e do desenvolvimento sustentável, todos vão dizer que sim. Não estou preocupada em ter um discurso, muito menos em ser unanimidade, só não quero fantasiar a verdade. Não posso fingir que estou contente ao ver o Jorge recusar as nossas emendas e acolher a emenda do Luiz Henrique, que promove a anistia ao desmatamento.
Veja os melhores trechos da entrevista:
BLOG DA AMAZÔNIA - A jaguatirica Marina voltou ao Acre para lamber as feridas após a aprovação do relatório do Código Florestal?
MARINA SILVA - A metáfora da jaguatirica talvez não se aplique agora. A minha vinda já estava marcada há muito tempo, pra visitar minhas irmãs e fazer o culto de ação de graças com meu pai. Mas a gente necessita desses momentos de recolhimento, pra se reconectar com as raízes, revisitar compromissos, rever a nossa história. É uma feliz coincidência estar no Acre no momento dessa derrota na questão do Código Florestal, derrota parcial, pois o jogo ainda não terminou.
Que história é essa que você tem falado de “nova política”? Como é que isso está chegando no Acre?
A política está em crise no mundo inteiro, no Acre também. Há um descolamento, de grande parte da sociedade, com relação ao núcleo que representa o status quo, o establischment, que já não corresponde às expectativas de mudança, principalmente da juventude. Nós vemos isso na primavera árabe, nas praças da Espanha, na luta pela educação no Chile e nos protestos contra corrupção no Brasil. Esses movimentos estão dizendo que existe outra agenda de prioridades, que não querem mais ser espectadores da política, mas protagonistas. Isso é o que eu chamo de democracia prospectiva. Antes, quem prospectava aplicativos para a democracia eram os partidos, os governos e as corporações, depois os acadêmicos, os sindicatos e as ONGs. Agora, com as redes sociais da internet, são bilhões de pessoas prospectando novos aplicativos para a democracia. Pode demorar 20 ou 30 anos, mas nós vamos ter uma nova qualidade para a política, seus processos e estruturas.
No Acre não é diferente. O que a gente precisa é se desindentificar dessa política estagnada. Quem está identificado com ela não tem a percepção de que ela envelheceu. O que caracteriza a política velha é quando você fica apenas administrando o sucesso, quando você não se arrisca mais a perder, quando não diz mais algo que não foi dito antes. Durante muito tempo a gente foi uma palavra nova no movimento de esquerda, mas agora tudo virou projeto de poder pelo poder.
É o que se chama de governabilidade?
Essa coisa de governabilidade, do jeito que está sendo feita, eu chamo de projeto de poder pelo poder. A governabilidade correta, no Brasil, seria juntar os melhores do PT, do PSDB, do PMDB, dos partidos de esquerda, e criar um compromisso com o país. O Fernando Henrique diz que a disputa entre PT e PSDB é para ver quem vai liderar o atraso. Tem gente que acha que não dá pra fazer política sem um discurso claro de oposição. Quem foi que disse que o Brasil necessita de discurso claro de oposição? O Brasil está precisando é que todos tenhamos posições claras. O discurso de oposição é a disputa rinhenta do poder. Não importa o que a Dilma faça, vai estar sempre errada, a oposição vai desconstruir para ganhar o poder. De outro lado, quem é governista, não importa o que Dilma faça, vai estar sempre certa. Quem é situação mostra sempre colorido o que está cinzento, para permanecer no poder. Ter posições claras significa reconhecer os avanços e corrigir as deficiências. Foi bom a presidente Dilma ter se afastado do Ahmadinejad, foi bom dizer que vai manter os compromissos na agenda social e chamar pessoas como Ricardo Paes de Barros para pensar políticas de terceira geração. É bom ela tentar atravessar a crise econômica sem perder os ganhos que o Brasil alcançou. Mas não pode ser apenas pelo viés do consumo, sem incluir, nos incentivos que está dando para salvar a economia, ganhos para a agenda do desenvolvimento sustentado. Defender isso é ter posição.
Você diz que vem ao Acre e se reconecta com o planeta, mas o que dizem é que você não tem bases no Acre e que até perdeu a eleição aqui. Cadê a sua base no Acre?
É engraçado que as pessoas jogam na minha cara que perdi as eleições no Acre. Mas eu sinto que ganhei. Fico imaginando toda a força política que se blocou em torno do Serra e da Dilma. Quem fazia a minha campanha? Minha votação foi muito próxima da presidente Dilma e em Rio Branco, maior colégio eleitoral do Acre, fiquei com 35% dos votos. Me sinto inteiramente vitoriosa. Que votou em mim, votou num projeto, não porque foi mandado ou porque obteria alguma vantagem.
Você tem novas bases no Acre?
Eu não gosto dessa coisa de ter bases. O eleitor é livre, não pode ser apropriado. Ninguém pode dizer que tem 40 ou 50 mil pessoas e que elas são a sua base. Esse é o discurso da velha política, do curral eleitoral. Eu me sinto parte de um processo político em que as pessoas livremente se identificam com aquilo que eu penso ou estou protaganizando. Com isso, a gente forma uma base de sustentação para uma visão de mundo e para um projeto político que nunca vai estar pronto e acabado.
Mas isso existe no Acre?
Eu diria que aqui já existe uma crítica ao conceito petrificado de base. Ainda que as pessoas não transformem essa crítica em palavras, em teoria, elas simplesmente se rebelam e dizem: “nós podemos votar contra vocês”. Cada vez mais, no mundo inteiro, as pessoas estão saindo do papel de espectadores da política. Na eleição passada, diziam que ia ser um embate, Dilma e Serra, um plebiscito. No Acre se repetiu a mesma coisa: o azul contra o vermelho. Mas no Brasil teve segundo turno. E no Acre, o revés eleitoral da Frente Popular no Acre é algo para a gente aprender. Penso que agi corretamente ao apoiar a candidatura do governador Tião Viana e demais companheiros, mesmo não sendo apoiada por eles. Eu sabia que eles tinham seus compromissos, tinham mesmo que apoiar a candidata do seu partido. Mas nos foi dado um recado muito forte. O interessante nos recados que são dados pela sociedade é que primeiro vem na forma de um sussurro, que foi aquele desconforto das eleições passadas, quando a gente já não tinha aquela militância aguerrida. As pessoas portavam as bandeiras, mas parecia que tinham um certo fastio. Dessa vez, o recado veio como um grito, não mais um sussurro. Eu estava em São Paulo, comemorando aquilo que chamei de “perder ganhando”, quando um assessor se aproximou para avisar que eu estava com a cara muito sisuda. Mas é que o Fábio, meu marido, havia me avisado que a coisa estava feia no Acre, que a diferença estava muito pequena, e que a gente estava correndo o risco de perder a disputa pelo governo. Eu estava celebrando nossos 20 milhões de votos e ao mesmo tempo sofrendo com a possibilidade real da gente perder no Acre. Na eleição do ex-governador Binho Marques ouvimos o sussurro, na eleição passada ouvimos o grito. Na próxima a gente pode levar um empurrão, se a gente não aprender com o grito.
Está cada dia mais evidente a diferença de estilos políticos entre você e o senador Jorge Viana. O relatório do Código Florestal significa uma ruptura?
Ruptura é uma palavra muito forte. Há uma divergência explícita na questão do Código Florestal. Ele disse que é um amigo, um irmão. Obviamente, o que as pessoas têm que considerar é que os velhos amigos não são exclusivos. Sempre vão aparecer novos amigos. A diferença é que as novas amizades são leves, não tem o peso do compromisso que a convivência aporta para as relações. Os velhos amigos às vezes são incômodos, ficam sempre lembrando dos velhos compromissos. Mas tem uma coisa: os amigos formados sem o laço da convivência podem até ser mais leves, mas no futuro podem se revelar como amizades apenas de conveniência. É claro que os novos amigos iriam cair em cima de qualquer um que fosse o relator do Código Florestal. Esses estão se sentindo vitoriosos, pessoas como Mozarildo Cavalcante e Kátia Abreu. A velha amiga não, pois o relatório mantém anistia para desmatadores, aumenta o desmatamento e reduz a proteção das áreas de proteção permanente, ou seja, o movimento socioambientalista não está contemplado. Eu estou com o movimento socioambientalista,não posso fazer cara de contente e ficar sorrindo na foto junto com os vencedores.
Mas o movimento obteve conquistas também. Você não poderia ter participado desse momento considerado de consenso?
Houve uma melhoria em aspectos periféricos, mas a anistia para os desmatadores está mantida. E não é verdadeiro um consenso quando só há avanços para o agronegócio. Teria que ser um consenso com avanços para a proteção das florestas, para a biodiversidade, para as populações tradicionais, para o desenvolvimento sustentável e também para o agronegócio, é claro. Teria que ser um consenso que nos leve ao caminho de cima e não ao caminho de baixo. Por cima está o aumento da produção por ganho de produtividade, investir em tecnologia e em inovação, recuperar áreas degradadas. O caminho de baixo é retroceder na legislação ambiental, na legislação trabalhista, e ainda usar todos os mecanismos para dizer que esse retrocesso é um avanço. O Código Florestal está sendo transformado em um Código Agrário.
Como se chegou a esse resultado, no Congresso?
O governo e sua base repetiram no Senado o mesmo erro da Câmara. Ou a mesma estratégia, pode não ter sido erro. Na Câmara, concentrou poder em um único relator, o deputado Aldo Rebelo, que fez um péssimo texto dando todas as facilidades ao desmatamento. No Senado, concentrou superpoderes no senador Luiz Henrique. Ele era governador quando dezenas de vidas foram ceifadas pelas enchentes em Santa Catarina, logo em seguida propôs uma lei estadual para remover as poucas florestas que são o único anteparo para situações de catástrofes como aquela.
Você esperava que fosse diferente?
Eu imaginava que fosse haver ao menos uma desconcentração de poder, mas ele foi o relator em três comissões. Na Comissão de Ciência e Tecnologia eu achava que iria ser o senador Eduardo Braga. E, óbvio, na Comissão de Meio Ambiente, tínhamos o Jorge Viana. Assim estaríamos com algo mais equilibrado. Mas deram para o Luiz Henrique três comissões e uma blindagem maior do que haviam dado para o Aldo Rebelo. Não deixaram ninguém apresentar emendas nessas comissões, deixaram tudo para a de Meio Ambiente. Aí chegamos na votação do relatório do senador Jorge Viana em apenas dois dias. Foi apresentado na segunda-feira e votado na quarta-feira. O relatório que se dizia que era o grande consenso, recebeu 201 emendas, as que não foram permitidas nas comissões anteriores. Que consenso é esse bombardeado por 201 emendas?
E o que fez o senador Luiz Henrique?
Apressou o andamento do projeto, como queriam os ruralistas. E chegou ao ponto de não colocar a emenda da anistia aos desmatadores no seu próprio relatório, deixou para apresentar na comissão do Jorge Viana. Não teve nem a elegância de dizer: “Olha, isso aqui é algo que fere muito os princípios do Jorge, do movimento do qual ele faz parte, então vou botar no meu texto”. Ele deixou para colocar como emenda no texto do colega. Para mim isso foi muito dolorido. Eu dizia para o movimento o tempo todo que não era uma boa estratégia deixar tudo em cima do Jorge Viana, que nós tínhamos que fazer o bom combate em cada uma das comissões.
O senador Jorge Viana diz que não tem anistia para desmatadores.
Mas tem anistia, estímulo a novos desmatamentos e redução da reserva legal. O Código antigo previa multa para quem desmatasse áreas de proteção, e obrigação de reflorestar com espécies nativas. O texto aprovado na Câmara promovia anistia total: quem desmatou, não precisava pagar multa nem reflorestar a área. O texto do Senado diz que tem que reflorestar só uma pequena parte, pode fazer isso plantando espécies exóticas de valor comercial e ainda vai receber financiamento do governo pra isso. É mais do que anistia, é um prêmio para quem cometeu crime contra o meio ambiente.
Vale o dito popular Inês é morta?
Não. Ainda teremos a discussão em plenário, no Senado, e depois vai pra Câmara, quando mais uma vez será feito o bom combate. E ainda resta o pedido de veto à presidente Dilma.
Você acredita mesmo nessa possibilidade?
No segundo turno das eleições, Dilma se comprometeu em vetar qualquer projeto que significasse aumento de desmatamento e anistia para desmatadores. Naquela ocasião, o governador Serra disse apenas que analisaria o assunto com carinho e atenção e respondeu através do presidente do PSDB, Sérgio Guerra. A presidente Dilma respondeu de próprio punho que vetaria. Ela se comprometeu com os brasileiros e brasileiros e não apenas com os quase 20 milhões que votaram em mim. Na ocasião, falei que Dilma se comprometeu mais e Serra menos. Tenho insistido nisso porque foi com isso que ela se comprometeu publicamente no segundo turno eleitoral. Se essas questões tivessem sido contempladas, obviamente a gente teria alcançado o consenso. Quando voltei a estar com ela, com o fórum de ex-ministros, expus essa questão. Dilma mais uma vez, e isso está nos jornais, disse que compromissos são para ser assumidos, avaliados, e, se corretos, mantidos. Disse que avaliava que o compromisso que havia assumido era correto. Para mim e os brasileiros, o compromisso dela está mantido. Junto com o movimento socioambientalista, fiz todos os esforços para resolvermos o problema no Congresso, para não criar uma situação em que ou ela se indispõe com o Congresso ou se indispõe com a sociedade. Estou com a consciência tranquila porque não fiz a política do quanto pior melhor.
Antes da campanha do veto você pretende dialogar diretamente com a presidente Dilma?
Não tem que ser uma coisa entre eu e a Dilma. Existe o Comitê em Defesa da Floresta e do Desenvolvimento Sustentável, composto pela CNBB, OAB, ABI e o Movimento SOS Florestas, que congrega mais de 400 organizações. Esse comitê já pediu há algum tempo uma audiência com a presidente Dilma, mas até agora não foi recebido. Espero que possa ser recebido, talvez no dia 22 de dezembro, em homenagem à memória do Chico Mendes.
Você falou tanto e o Jorge Viana disse que você perdeu o discurso. O que acha?
Ora, se o problema fosse ter discurso, eu não precisava ter saído do PT nem do PV. Discurso é o que não falta aos partidos. Se perguntar ao PSDB, ao DEM, ao PMDB, se são a favor das florestas e do desenvolvimento sustentável, todos vão dizer que sim. Todos eles são favoráveis, no discurso. O problema é traduzir isso na prática.
Eu aprendi com pessoas como Chico Mendes, Martin Luther King e Nelson Mandela, que existem homens e mulheres tão verdadeiramente comprometidos com as causas que são capazes de fazer coisas para as quais sequer tem palavras, quanto mais um discurso para exibir. Chico Mendes defendeu a floresta amazônica, enfrentou os desmatadores que estão aí pedindo permissividades legais para continuar desmatando. No começo, ele nem sabia que estava fazendo defesa da ecologia, do desenvolvimento sustentável ou do socioambientalismo. Não tinha palavras, não tinha um discurso, mas tinha uma práxis e um compromisso verdadeiro, a ponto de entregar sua própria vida.
Não estou preocupada em ter um discurso, muito menos em ser unanimidade, só não quero fantasiar a verdade. Não posso fingir que estou contente ao ver o Jorge recusar as nossas emendas e acolher a emenda do Luiz Henrique, que promove a anistia ao desmatamento. Como amiga e irmã, gostaria que ele estivesse com o movimento socioambioentalista, reconhecendo que fomos derrotados nessa etapa e se preparando para continuar a luta para alcançar um consenso verdadeiro, um entendimento não apenas entre facções mas um verdadeiro encontro do Brasil com sua Natureza e com seu futuro.
Fotos: Altino Machado/Terra Magazine





ai, adorei o ensaio fotográfico com a Marina!!!!!!!!!
que chique
S2
Comentário por Tarcila — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 1:18 pm
Adorei a entrevista. Em relação a reforma do código florestal acredito que seja um retrocesso. Nosso futuro corre perigo com essa situação nefasta.
Não podemos deixar os ruralistas vencer essa batalha. Força Marina.
Comentário por Antonio Carlos — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 2:32 pm
Enquanto Marina faz pose para as camaras, NENHUMA palavrinha quanto ao criminoso vazamento da CHEVRON.
Ou o crime ambiental não ocorreu no Brasil?
Porquê será?
A serviço de quem está Marina Silva?
Comentário por Jose Alberto SSA BA — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:03 pm
O Senhor Luiz Henrique é uma vergonha, os catarinenses cultos e prudentes condenam a postura medíocre do Senador no Episódio do Código Florestal. A maneira como este código foi conduzido e por quem mostra a vulnerabilidade das instituições brasileiras, é vergonhoso e lamentávcel o ocorrido, este LHS está a serviço de quem? O que leva um político agir desta forma? O povo brasileiro sabe muito bem do que estou falando.
Comentário por ademar sutil vieira — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:03 pm
Quanto blá blá blá!
Por onde andou esta senhora nestes dias em que a Chevron poluiu a Amazônia Azul 9Oceano Atlântico)?
Ela estava no Brasil? Ficou sabendo?
Aliada de ONG´s estrangeiras não foi capaz de se proinunciar a respeito do grave desastre ambiental que a Chevron causou no nosso oceano.
Será que para ela só os bagres de Belo Monte têm valor? Os do oceano…
Comentário por silvio — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:06 pm
Esta Marina não é descendente dos povos Indianos? até a vestimenta o penteado tudo leva crer que nasceu em Vindraban, parece uma iniciada do Krishna no Himalaia.
Comentário por ademar sutil vieira — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:12 pm
Concordo plenamente que Dilma tem respaldo e deve vetar este retrocesso proposto pela gangue da moto-serra e das queimadas (Aldo Rebelo, Kátia Abreu e CIA).
Comentário por A C Santos — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:13 pm
ORA, JORGE VIANA, TIAO VIANA E OUTROS ESTAO LA PREOCUPADOS COM O BRASIL E FLORESTAS. ELE ESTAO PREOCUPADOS E EM SE MANTEREM PROXIMO AO PODER E TIRAR O MELHOR PROVEITO POSSIVEL.
O RESTO É BALELA.
Comentário por DAVID — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:24 pm
Eu tinha dúvidas sobre o xiitismo e o cretinismo das posições da MARINA: ela removeu todas as minhas dúvida. Ela está construindo sua imagem sobre bases falsas e não vai chegar a lugar nenhum.
Comentário por ITAMAR SILVA — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:32 pm
Carissima Marina Silva, voce é uma veradeira guerreira. Sou engenheiro agronomo, produtor rural e vivo da producao de graos no cerrado do MT. Minha familia veio para ca no inico dos anos 70 e vi muita coisa acontecer nestes certoes desde menino. Indiscutivelmente sua luta é justa. Temos que melhorar e muito a relacao com o meio ambiente e o incremento tecnologico, mas existem tambem outras questoes que precisam ser defendidas e inclusive por Voce (se me permite) e pelo movimento socioambientalista que representa. Preservar as florestas tem custo ! Este serviço ambiental para a humanidade precisa, deve ser remunerado. Senadora, a Senhora é uma mulher extremamente inteligente, conhece o mundo e a natureza humana como poucos, pois tem na sua origem a himildade do sertanejo e na luta cotidiana o contato intimo com aqueles que detem o poder: politico, economico, social, etc…enfim, conhece as relacoes que comanadam a maquina, o sistema e desta forma, tenho conviccao que em seu intimo sabes que a Floresta nao ficara de pé, como nao ficou em nenhum lugar do mundo, se isso nao significar remuneracao a que prestar este serviço.
Contamos com a Senhora nesta batalha pois vai significar ganho a todos e em especial a nossa Patria, que respeita suas florestas como nenhuma outra no mundo e saiba que compartilho de muito de seus ideais e tambem trabalho em prol de muito do que defendes. Acho que estamos todos perdendo, quando aceitamos a rotulagem e o apartait entre ambientalistas e produtores rurais. Nao defendemos em sintese posicoes contrarias, tem muito que nos aproxima. Todo produtor rural concinete é antes de mais nada um fervoroso defensor do meio ambiente, fonte e ferramenta principal de seu trabalho calejado, duro, honesto e justo !
Continue sua luta, ela nao será em vao !!! As futuras geracoes compreenderao o quao importante sera este Codigo Florestal para o Pais e para o Mundo. Necessitamos de melhoras no mesmo, mas a Senhora ha de convir que existem avanços para todos. Eu tenho conviccao disto.
E viva o verde …das matas…das aguas…das roças !!!!!
Comentário por Paulo Adriano Gai Cervo — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 3:50 pm
A MARINA silva teve todas as oportunidades possíveis de melhorar as questões da amazonia, de fato ela conhece um pouco da questão, porém se tornou refém de suas alianças, inclusive alianças perniciosas quanto ao meio ambiente, ela já não é mais autoridade na questão ambiental, ela se tornou o blá..blá..blá da coisa. Tem um enorme probleba sempre busca soluções de fora do país e não é preciso ser nem adulto para perceber sem nenhuma modéstia ou preconceito o mundo destruiu tudo e quer tomar a amazônia e a marina ajuda, porque vislumbrou com as portas automáticas dos aeroportos internacionais e com todo esse blá..blá..blá ela não tem nenhum projeto viavel do pnto de vista da sutentabilidade que ela tanto alardeia, isso na boca dela é só uma palavra bonita de pronunciar, elá nunca projetoru ou estudou nada do assunto, ela baseia tudo na ficção de AVATAR. O ministério dela não projetou nada quando ela era ministra. O que o Brasil apresentou na coferência de meio ambiente em COPENHAGUE em 2009, não tinha nenhum trabalho seu, foi por isso que ela foi demitida do cargo de ministra, foi incompetência e falta de projetos e estudos, ela gostava era de viajar de graça e fazer gracinha para gringos.
Comentário por Carlos Lima — segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 4:00 pm
http://www.minhamarina.org.br/blog/tag/chevron/
Marina falando sobre a Chevron.
Antes de sair falando bobagem, informe-se.
Comentário por Paulo Ricardo — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 6:04 am
Eu só queria que uma mulher tão competente como essa tivesse ganhado as eleições…
Comentário por Patrick — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 7:04 am
Prezados Silvio e José Alberto (se é que não são as mesmas pessoas).
Marina não falou sobre o assunto porque não foi perguntada, simples. Mas ela já deu declarações sobre o assunto na TV e no twitter dela (o que mais vocês ou você quer?).
Veja aqui: http://migre.me/6gGZO e aqui: http://migre.me/6gH1N
Prezado Carlos Lima.
Nunca vi tanta falácia em um comentário só. Marina refém de suas alianças? Que alianças? A Marina continua sendo a maior autoridade quando o assunto é sustentabilidade, e o reconhecimento dela é em âmbito Mundial. Aliás, o Brasil está nessa agenda mundial por luta dela. Sobre a saída dela do Ministério, me desculpe, esse seu papo é de dar nojo em qualquer um. Se não tem o que dizer, não espalhe mentiras e bobagens pela Internet. O território é livre, mas a consciência devia ser cercada pela ética. Você sabe o que é isso?
Comentário por Marco Goddo — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 8:29 am
Só para me esclarecer. Alguém aí sabe fazer uma pequena lista dos pontos do código florestal aprovado sobre os quais esses ambientalistas estão reclamando tanto?
Comentário por Pedro — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 9:19 am
A Sra. Marina Silva, e outros, que só enxergam no Código Florestal,
as florestas da Amazônia, estão todos equivocados. É preciso defender
as florestas sim, mas também e PRIMORDIALMENTE defender os
pequenos proprietários rurais, que estão totalmente inviabilizados pelo
velho e pelo novo Código Florestal. É um erro básico, misturar florestas
na região amazônica, com propriedades rurais, no resto do país. No
sul, sudeste, nordeste, a maioria são pequenas propriedades. cujos
proprietários passam fome, se cumprirem o que exige o Código Florestal.
São pensam na floresta, não pode derrubar nada, mas pode matar de
fome, a pessoa.
O que importa são as pessoas, em primeiro lugar, depois vamos cuidar
do resto.
Comentário por Sebastião da Silva Xereu — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 12:08 pm
Esse ainda é um país tupiniquim. Tanto que, tem uns deles (tupiniquins) que ainda tem a ignorância de falar mal de Marina Silva. Das duas uma: são uns desinformados ou ainda não aprenderam o que é caráter, competência e seriedade no trato das coisas. Eu penso que, na verdade, são as duas coisas. E é por isso que esse país continua nessa canalhice, graças a essas cidadãos! Cidadãos? Não… não pode ser!!
Comentário por J. Aglais — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 12:10 pm
Caro, Pedro.
Aqui estão algumas coisas, claras, para qualquer um entender.
http://www.florestafazadiferenca.com.br/florestacake/uploads/posts/Cartilha_web_E.pdf
E aqui também tem algo importante: http://www.minhamarina.org.br/blog/2011/11/codigo-florestal-texto-e-bom-para-quem-desmatou/
Prezado Sebastião.
Sua visão é simplista das coisas. Você acha que a experiência de Marina (e não só dela), mas de toda a ciência (pesquisadores, professores, especialistas) olham a questão sob só um ponto de vista? Essa causa não é apenas de Marina, mas de uma imensidão de pessoas que pensam em desenvolvimento lincado a sustentabilidade. No mais, ninguém é contra a produção de alimentos. Mas pesquisas mostram que é possível produzir mais sem desmatar. No mais, a falta de alimentos no Brasil não está ligada a produção de alimentos, mas a mã distribuição de renda.
Comentário por Marco Goddo — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 12:50 pm
Tenho o maior respeito por Marina Silva. Tenho esperança que ela seja eleita Presidente do Brasil. Ninguém melhor que ela para representar toda “nossa natureza”, digo “nossa” porque Nossa Terra precisa de Identidade Própria, sem o corporativismo predatório, que se instalou “loteando” todo território, assinalando ‘verde’ para o poder econômico, ‘amarelo’ de vergonha nacional e ‘vermelho’ de perigo extremo para nossa nação.
Marina, muita Saúde e Proteção! *****
Comentário por Clara — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 3:49 pm
Sou grande admirador da Senadora Marina Silva, por toda minha vida estive envolvido nos movimentos primeiro no Estudantil, tive até companheiro secundarista morto, oportunidade que tive que abandonar meu curso e fiquei por quase um ano no Município de Silva Jardim interior do estado do Rio de Janeiro, isto é muito fácil confirmar, através do meu histórico escolar no Colégio Batista de Campo Grande, nos Anos 69/70, mais tarde passei a fazer parte do Quadro de Pessoal da RFFSA onde moveram até Ação Rescisória contra mim AR312/98, fui Delegado Sindical (STEFZCB), representei o Sindicato da Leopoldina na Comissão de Desvio de Função representando os trabalhadores, fui candidato a Vereador em 88 pelo PT, precisa dizer mais alguma coisa, sou irmão por adoção de Valmir de Lemos (Índio), que é Presidente do Sindicato dos Ferrovários, e Diretor da Federação Nacional de Transportes Terrestres, Membro da Executiva da CUT, por isso tanta perseguição, tenho um processo na CEI do Ministério do Planejamento, por favor pegue o meu processo, o de 2011 esta melhor instruido se V. Exa. não se convencer da veracidade arguida, ignore; conte comigo para qualquer tipo de empreitada; por favor me ajude em nome do Senhor Jesus; pois me abandonaram, meu telefone 21 2415 6952 - 8440 6077 - Me ajude
Comentário por Raumir Marcelo dos Santos — terça-feira, 29 de novembro de 2011 @ 10:33 pm
Dona marina força, o que as pessoas fala mal de vc é so para ti impresionar, para vc desistir, mas sei que vc nao vai faser o que eles querem, vc e forte, confio em vc eu e minha damilha, estamos com vc sempre, em rondonia e no acre do pt, o eleitos aqui no acre so tem papo fazem o que quer porquê eles tem popularidade para isso.
se algun deles estivrse no seu lugar,kkkkkk eles ja tinhão desistidos, são fracos, nao desista minha mãe parece com vc, tenho muinto orgulho da minha mãe e de vc, um abraço forte, nao desista Deus e ama infinitamente, perseba-se que estas há prova, felicidades e nao desista.
Comentário por marcio — quarta-feira, 30 de novembro de 2011 @ 12:14 am
Marina Presidente do Brasil?
Isso aí na realidade é um Lula de saia
Ogro!!
Na eleição passada ela pensou no seu
partidão PT, que ja vendeu a Amazonia
para o gringos por bilhões e ela era
Ministra e nada fez
Marina nem pensar!!!
Comentário por SONIA SOUZA — quarta-feira, 30 de novembro de 2011 @ 4:42 am
Como é mesmo o tao conhecido proverbio?
Deus ajuda os ignorantes?
Valor intrinseco da biodiversidade, valor economico da biodiversidade. Serissimo os efeitos da desconexao do homem e natureza, da baixa qualidade da educaçao no Brasil e da ganancia tacanha e imediatista de alguns homens. Floresta e ecologia sao questoes obviamente de ordem economica. Bilhoes de anos de evoluçao na Terra e bilhoes de dolares desperdiçados. Quem nos protege de nós mesmos? Felizmente vários de nós, como Marina o faz exemplar e indiscutivelmente.
Vamos contar com a boa vontade de Deus também.
Comentário por Julieta Novillo — sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 @ 6:09 pm
Presidente, esta em suas mãos, vetar esta barbaridade, pense em seu neto, se desmatarem, para os ruralistas e pecuaristas, vai chegar uma época que vai acabar tudo, ai o seu neto vai comer formiga, barata, capim e outras, e o pior nem agua para beber vamos ter, o povo é contra, se a sra é favor ao povo, veta esta barbaridade, porque tanto o senado como os deputados, a maioria ou é ruralistas ou pecuaristas, ou amigos deles onde o dinheiro vai correr solto, mas vai chegar ter um fim, em quem vai pagar com certeza vai ser o seu o meu o de todos os brasileiros, netos e filhos.
Comentário por Fernando Marcos Cabeça — terça-feira, 6 de dezembro de 2011 @ 9:46 am
Compartilho do comentário feito por Paulo Adriano Gai Cervo. A remuneração para quem preserva é uma saída para o bem de todos, da cidade e do interior. O mundo só tem a ganhar .Parabens Paulo pelo excelente comentário, e a Sra. Marina, desejamos muita força, saúde e que continue incanssavelmente nesta luta.
Comentário por Nelson A. Schneider — domingo, 1 de janeiro de 2012 @ 10:59 am