No Brasil, cresce o número de assassinatos em conflitos no campo
O assassinato do casal de extratitivistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, ocorrido nesta terça-feira (24), em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, segue uma tendência de crescimento da violência decorrente de conflitos por terra no Brasil.
O mais recente relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), divulgado há pouco mais de um mês, afirma que 2010 foi marcado pelo crescimento do número de mortes em conflitos no campo: 34 trabalhadores rurais foram assassinados no país.
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Segundo a CPT, o número de assassinatos no campo aumentou 30% em relação a 2009, quando foram registradas 26 mortes. A organização assinala que o número representa “uma inflexão na tendência de queda que vinha desde 2006″.
Trinta desses assassinatos ocorreram em conflitos pela terra, dois em conflitos pela água e dois em conflitos trabalhistas. A região Norte concentrou 21 dos assassinatos; o Nordeste 12 e o Sudeste 1.
Além dos assassinatos, em 2010 foram registradas no Brasil 55 tentativas de assassinato, 125 pessoas receberam ameaças de morte, quatro foram torturadas, 88 presas e 90 agredidas.
Os dados da CPT revelam que o Pará mantém a liderança quanto ao número (18) dos assassinatos, ou seja, 100% maior que em 2009, quando foram registrados apenas nove casos.
O Maranhão apresentou porcentagem ainda maior no crescimento do número de assassinatos. Em 2010 foram assassinados quatro trabalhadores - 300% a mais que em 2009, quando foi registrado um assassinato.
- O que é triste constatar é que nove dos 18 assassinatos no Pará envolveram trabalhadores contra trabalhadores, casos da Fazenda Vale do Rio Cristalino e do Assentamento Rio Cururuí. Uma violência que esconde os reais responsáveis pela tragédia. Desavenças entre trabalhadores são geradas pelos interesses do capital, sobretudo das madeireiras - afirma o relatório da CPT.
A organização menciona no relatório os conflitos em Anapu (PA), no início de ano. De um lado estavam os assentados do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, criado por Irmã Dorothy, outra vítima da pistolagem no Pará.
O assentados bloquearam estradas para evitar a saída de madeira extraída ilegalmente da área, mas do outro lado estava o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que defende a extração da madeira.
A CPT afirma que por trás deles estava o interesse das madeireiras. Para a organização, “os interesses econômicos, com seu olhar focado exclusivamente no lucro, recusa-se a ver outras dimensões e valores da natureza e utiliza diversos estratagemas para minar a resistência popular, inclusive jogando trabalhadores contra trabalhadores”.
- Esta é a lógica que sustenta os conflitos nas áreas da Fazenda Vale do Rio Cristalino e do Assentamento Rio Cururuí - exemplifica.
A CPT caracteriza conflitos por terra as ações de resistência e enfrentamento pela posse, uso e propriedade da terra e pelo acesso a seringais, babaçuais ou castanhais, quando envolvem posseiros, assentados, remanescentes de quilombos, parceleiros, pequenos arrendatários, pequenos proprietários, ocupantes, sem terra, seringueiros, quebradeiras de coco babaçu, castanheiros etc.
Aponte para onde esta aquela bandeirinha vermelha com uma estrela amarela sem a foice e sem o martelo e atire ! Vai acertar um mst !
Comentário por Tadeu — quarta-feira, 25 de maio de 2011 @ 12:39 pm
Quantas pesssoas mais tem que morrer para que esses assassinos sejam capturados, essas pessoas, fazendeiros e madereiros, sejam punidos ou pelo menos investigados. Até quando as pessoas mais pobres terão que viver mendigando pelos direitos mais básicos que um ser humano precisa para viver, que o direito a moradia e educação.
Comentário por Ester — quarta-feira, 25 de maio de 2011 @ 1:18 pm
Quem manda matar são empresarios da agropecuaria, eles teem muito dinheiro, compram desde governos até matadores. Portanto, morres defendendo o que é certo é morte certa. Não interessa ao Deputados Federais, Senadores. Prefeitos e Governadores acabar com o desmatammento, eles são os principais grileiros e destruidores de matas e fauna, todos ou são fazendeiros ou representam os fazendeiros então, ADEUS FLORESTA AMAZÔNICA, ADEUS FAUNA, ADEUS TERRAS FERTEIS E SEJA BEM VIDO O DESERTO BRASILEIRO.
Comentário por Juca — quarta-feira, 25 de maio de 2011 @ 1:26 pm
Esse é o cenário do campo: latifundiários domindo as terras, matando e explorando os trabalhadores e os imbecís da classe média falando que tudo de ruim é culpa do MST. Nem sabem o que é MST, se tivessem um pouco menos de preguiça e pesquisassem, veriam quem realmente faz essas atrocidades com o povo. O bocó é explorado pelo patrão e ainda defende o cara.
Comentário por José — quarta-feira, 25 de maio de 2011 @ 2:06 pm
Senhoras e senhores, atenção para o próximo deserto que talvez seja o maior do planeta, depois do Saara e Atacama : REGIÃO AMAZÔNICA… PARABÉNS AOS TOLOS E VENDILHÕES DA PÁTRIA… Agora só falta ter que cobrar do ” MODERADOR DE COMENTÁRIOS QUE INSISTE EM NÃO PUBLICAR OS MEUS …”
Comentário por SILAS — quarta-feira, 25 de maio de 2011 @ 4:09 pm
BANCADA RURALISTA ESTA POR TRAZ ,O PALOCCI ESTA SENDO CORTINA DE FUMAÇA PARA ESTA RAÇA DE CORONÉ QUE AINDA INSISTE QUE O BRASIL MUDOU PARA MUITO MELHOR! VEJAM SÓ,, SOBRE CODIGO FLORESTAL.. Safári ilegal era “tradição”, diz advogado Defensor da dona de fazenda no Pantanal onde caçadores foram filmados matando onças
diz que prática era “tradição da família”, mas acabou há dez anos. Veja o vídeo da caça
todos estao no ..DEM-O,,PCCSDB,,PTB,, PDT,,ETC ETC,, QUEM DENUNCIAR DESMATAMENTO,,,,,MORRE,,
Comentário por MARCAO — sexta-feira, 27 de maio de 2011 @ 7:04 pm