O Rio de Janeiro continua lindo? Alô, Complexo do Alemão! Aquele abraço.
POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE
Suas pernas grossas e bem torneadas, reveladas por uma saia curta amarela, eram –como a gente dizia em Manaus- dois tocos de amarrar onça. Subiam e desciam tão celeremente que o calcanhar batia na bunda. Tinha medo. Ela era jovem e corria, ofegante, pela Av. Presidente Vargas no sentido contrário ao ônibus que pegava fogo. Densa cortina negra de fumaça manchava os céus. Cheiro forte de borracha queimada. Pra falar a verdade, essa foi a única cena em que estive de corpo presente. O resto, acompanhei, como todo mundo, pela televisão.
O Rio se transformou numa praça de guerra. Dizem que os traficantes pagaram, quase sempre a menores de idade, entre R$ 200,00 e R$ 400,00 por veículo queimado. Dessa forma, nos últimos dias, tocaram fogo em dezenas de carros, aqui e ali, nas ruas do Rio, num processo similar ao ocorrido no réveillon de 2010 em Paris, quando mais de 1.100 viaturas foram incendiadas. Aqui a escala foi menor, mas o suficiente para criar um clima de pânico na cidade.
Embora distante da linha de tiro, acabei vendo um ônibus virar bola de fogo graças ao secretário de segurança José Mariano Beltrame e a um livro didático. Se não fossem eles, esse pífio “correspondente de guerra” não sairia de casa e nada teria a contar. Saí. Conto o caso como o caso foi.
Moro em Niterói, trabalho em duas universidades no Rio. Cruzo diariamente a baía. Estava alarmado com as notícias divulgadas pelas emissoras de rádio e TV, complementadas por boatos que circulavam velozmente na internet, divulgados pelo Twitter e pelo SMS. “Vão explodir a ponte Rio-Niterói” –me escreve um aluno, acrescentando que bandidos (parece) haviam assaltado uma pedreira, de onde roubaram uma tonelada de dinamite. Ele avisou que não iria à Faculdade.
“E eu? Vou ou não vou?” –pensei, assaltado pela dúvida, o que é melhor do que ser assaltado por um bandido. Era só um boato? Como saber? Todas as vezes que me encontro em situação similar, uma frase emerge lá do porão da memória, martela minha cabeça e decide por mim: “O sentimento do dever me robustece”.
Sentimento do dever
Essa frase constava num dos textos escolares que estudei nos anos 1950 no Colégio Aparecida, na minha longínqua infância, em Manaus. Acho que foi pronunciada solenemente por algum personagem da história pátria, algum herói fabricado. Fazia parte do livro Pedrinho e seus amigos, cuja capa era ilustrada por três crianças -Pedrinho, Zezinho e Maria Clara- com o cachorro Veludo correndo, alegre e saltitante.
A lembrança da frase (e do Veludo latindo) foi acompanhada pela entrevista do Beltrame na rádio. “Qual o conselho que o Sr. dá à população”? Ele respondeu: “manter a rotina”. Ora, minha rotina é dar aula. Se alguns alunos vencessem o medo, tinham que encontrar seu professor, lá, nas trincheiras do saber. Por isso, robustecido, saí de casa, consolado por uma ideia: se a ponte explodir comigo, o Batará manda erguer uma estátua com meu busto, diante do Diário do Amazonas, com a frase gravada em bronze:
“Ao Taquiprati, correspondente de guerra e mártir da educação”. Ou então: “Ao Taquiprati, morto, mas robustecido pelo sentimento do dever”.
Na ida, o trânsito estava uma maravilha, não havia aquele inferno de sempre dos engarrafamentos quilométricos. Com medo, os donos das empresas haviam retirado de circulação diversas linhas, reduzindo a frota. Também muitas pessoas, que não estudaram no livro do Pedrinho, ficaram em casa. Um cínico insensível poderia dizer que está descoberta a fórmula para acabar com os congestionamentos no trânsito.
Na Universidade, me esperavam duas alunas, igualmente robustecidas pelo sentimento do dever. Numa turma de trinta alunos, elas eram, justamente, as únicas que não faltaram nenhuma aula. Justificaram a ausência dos colegas, alguns moradores da Penha e das proximidades do front da guerra. Nem precisava. Improvisamos, então, uma aula, ali, sentado na escadaria, na entrada do prédio. Discutimos, entre outras coisas, o impacto das novas tecnologias na cultura contemporânea e o papel da internet.
Ali, na escadaria, soubemos que a reitora da UNIRIO havia decidido suspender as aulas. Escolas e universidades cancelaram provas, camelôs recolheram barracas, comerciantes fecharam suas lojas e grandes empresas - Petrobrás, Vivo, Furnas, Fio-Cruz - liberaram mais cedo seus funcionários. Foram cancelados ainda os ensaios das escolas de samba e suspensas as semifinais do Campeonato de Futsal. Quando o samba e o futebol reagem, é porque as tropas aliadas estão quase desembarcando na Normandia.
Desembarque na Normandia
As redes de TV mostravam o que estava acontecendo no outro lado da cidade, na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, onde a cobra fumava. As tropas aliadas depois de intensos combates com os traficantes chegaram ao alto da favela, deixando um rastro de destruição: carros incendiados, fios arrebentados, transformadores explodidos, manchas de sangue, marcas de balas nos muros, munição deflagrada espalhada pelo chão. Algumas dezenas de mortos, muitos presos.
A TV Globo colocou dois helicópteros –um Globocop trazido especialmente de São Paulo – e alterou sua grade de programação, cobrindo durante mais de seis horas ininterruptas a guerra entre o exército dos traficantes e as tropas aliadas. As rádios do Rio deixaram de transmitir A Voz do Brasil para acompanhar os fatos.
A mídia foi unânime em saudar os seis blindados da Marinha – modelo usado no Vietnã - e a tropa de Fuzileiros Navais, com rostos pintados, que invadiram a Vila Cruzeiro, ao lado dos caveirões e dos Policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). A fuga de duzentos traficantes para o Morro do Alemão foi transmitida ao vivo.
O Globo abriu manchete: “O Dia D da guerra ao tráfico”, onde sem temer o ridículo destacou a “semelhança simbólica com o desembarque das tropas aliadas na Normandia” na segunda guerra mundial (menos, família Marinho, menos!). Publicou ainda sugestão de um leitor para que o Brasil emprestasse de Israel um daqueles helicópteros que possuem bombardeio de precisão. Mas no final foi comedido: não exigiu o uso de submarinos e porta-aviões.
O ministro da Defesa apareceu numa entrevista ao lado do governador Cabral, mas – que decepção! – Jobim não estava fantasiado com o uniforme militar camuflado que costuma usar nessas ocasiões. O poder de fogo dos bandidos foi invocado repetidas vezes: armas pesadas, granadas, coletes à prova de bala, radiotransmissores, carros e até 300 motocicletas apreendidas. Além de um batalhão motorizado, os traficantes tinham até uma “enfermaria” - um “hospital” segundo um telejornal que exibiu a prova: uma caixa de papelão com remédios apreendida pela polícia.
O desembarque na Normandia carioca repercutiu e ganhou as manchetes dos jornais do mundo inteiro. Se na época da ditadura militar a guerrilha urbana tivesse a metade do poder de fogo que a mídia diz que os traficantes têm, o lema seria: “criar um, dois, três Complexos do Alemão”. E Dilma Rousseff assumiria a presidência com trinta anos de antecipação.
Quem tem pescoço francês, tem medo. Esse correspondente de guerra, com medo, admite o fracasso em sua primeira experiência nesse tipo de cobertura. Lamenta também não poder compartilhar o entusiasmo por uma guerra apresentada pela mídia como a luta entre o bem e o mal. Se tudo isso acontecesse em uma aldeia indígena, a mídia falaria de barbárie, de atraso, de selvageria.
Deixo, portanto, com os leitores a pergunta formulada pelo sociólogo José Cláudio Alves, da UFRRJ, em um primoroso artigo: “Qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo? Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Quem está por trás da produção miditática? (…) Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro?”.
Não consigo esquecer a cara de medo da menina de saia amarela que corria pela Presidente Vargas. Ela tinha um sinal parecido ao da atriz Leandra Leal. Fico com a incômoda sensação de que o sentimento do dever não me robusteceu. O Rio de Janeiro continua lindo? Alô, alô, Complexo do Alemão! Aquele abraço!
O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .
Esse professor que diz estar com medo deve ser um dos muitos bananas que apoiam movimentos pela paz e que apoiam os bandidos em vez de apoiar quem os protege.
Comentário por Marcos — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 5:21 pm
Artigo péssimo, porém nem um pouco surpreendente de uma pessoa que recebe uma excelente remuneração do povo fluminense para escrever e falar bobagens sem fim, zelando pela manutenção da sociopatia esquerdista: + um idiota latino americano expressando sua enfermidade intelectual. Até quando teremos de aguentar articulistas assim?
Comentário por Marcelo Freire — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 5:42 pm
Ou será uma guerra eterna, muito improvável, ou matam todos os bandidos, o que é impossível, ou volta tudo novamente. Eu não acredito nessa ação da polícia e do governo.
Comentário por Giselle — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 5:45 pm
Qual é! E as milhares de pessoas que iam e vinham sem opção de faltar o trabalho e simplesmente viveram na normalidade do possível nesses dias D´um tempo professor….essa cabecinha classe média assustada, que é a mesma que mantém o trafico é fogo!
Comentário por Carlos — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:10 pm
Nossos agradecimentos a todos os policiais e as autoridades que finalmenta tiveram a coragem de AGIR.
nossos votos para que tenham exito completo em seu arduo trabalho.
Morte a todos os traficantes e bandidos do Brasil!
Comentário por Otilia, — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:24 pm
Este artigo, do Prof. José Ribamar Bessa Freire, com certeza é o pior que sua pena já produziu. Começou interessante, mas se perdeu, totalmente, no conteúdo e, mais ainda, no contexto final.
Comentário por Roberto Santiago — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:26 pm
fico pu to com esses catedradicos que ficam filosofando mer da na cabeça, se tem outro jeito de acabar com a situação porque num fizeram, querem o que!!!!! que levem flores para os traficantes, vão te a mer da vcs filosofos, antropologos, professores etc…….calem a boca e deixem a policia e forças armadas trabalharesm só que sente na péle sabe bem o que os valorosos homes das instituições de segurança estão fazendo.
Comentário por jilo na marmita — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:36 pm
QUE OS FRAFICANTES VOLTARAM É VERDADE.
Que os moradores que colaboraram com a policia serão executados é verdade.
Quantas vezes vamos chamar o exercito para fazer o “dever de casa” porque o governador é incapas, e covarde.
Comentário por NATANAEL OLIVEIRA PIRES — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:41 pm
O Rio de janeiro ; sempre teve esse poder paralelo dito marginal…
O carioca tinha as suas dúvidas se os ditos traficantes eram ou são bandidos.E é muito simples entender essa questão…Você era assaltada procurava uma delegacia e dependendo da região nenhuma autoridade institucional aparecia…Você denunciava a falta de atendimento no posto de saúde ; a falta de vagas na escolas ; o sumiço dos professores que faltavam em debandada…Procurava a justiça e nada…Então ; a cada década esses grupos que são bandidos começaram atuar nas regiões abandonadas pelo ESTADO….Em outros lugares do Estado do Rio de janeiro são os milicianos que dão ordem aos lugares que os cidadãos é totalmente ignorado pelo ESTADO…Se o carioca tem medo não sei…Tantas décadas do descaso das autoridades constituídas…Sei ; apesar dessas intimidações(legais e marginais) dessas forças; e a INDIFERENÇA do poderes INSTITUCIONAIS; o POVO carioca fez a diferença quando começou a acreditar que vivemos num estado organizado e que vivemos uma república Federativa Brasileira.Espero que o país inteiro exercite a integração e que as autoridades de todas as instâncias façam o seu DEVER. Não queremos marginais (oficiais ou extra oficiais) fingindo que fazem alguma coisa.Cabe a nós população colocar a boca no mundo.Dessa vez o PRESIDENTE da República e o Governador e o Prefeito fizeram o seu DEVER em tantas décadas de descaso as INSTITUIÇÕES trabalharam para o BEM COMUM.
Comentário por Denyse — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:47 pm
o RIO TEM QUE REPENSAR O CARNAVAL , ALIAS TODO O BRASIL, SERA QUE TODO BRASILEIRO ACHA QUE O CARNAVAL REPRESENTA A NOSSA CULTURA? CULTURA DE QUE? POIS O CARNAVAL É ONDE SE ESCONDEM OS TRAFICANTES QUE HOJE ESTÃO COMBATENDO, NO CARNAVAL É ONDE SE VENDE MUITA DROGA, ONDE
ATÉ MESMO O BARULHO DAS BATERIAS ESCONDEM OUTROS BARULHOS QUE LEZAM O PAÍS, ACHO QUE A MIDIA COMO A GLOBO E BAND DEVERIAM DAR MENOS IBOPE PARA O CARNAVAL E CADA BRASILEIRO TAMBEM.
Comentário por francisco Alves — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:47 pm
Eu vou dar uma clareada na “memória social” desse professor, já que ele é graduado, mas parece estar com ela meio curta. A SOCIEDADE, PRINCIPALMENTE A CARIOCA, NÃO SUPORTA MAIS ESSES BANDIDOS FAZENDO BLOQUEIOS NAS VIAS, PRÁ ROUBAR E ASSASSINAR O CIDADÃO. A SOCIEDADE NÃO SUPEORTA MAIS O TRÁFICO CONTROLANDO TUDO NO RIO DE JANEIRO, COMO SE FOSSE O PROPRIO ESTADO. LAMENTO SE O SR. COM TODOS ESSES TITULOS, NÃO CONSEGUE TER UMA VISÃO MAIS REALÍSTICA DE TUDO ISSO. E MUITO PROVÁVELMENTE O SR. NUNCA TEVE UM FUZIL APONTADO PRÁ SUA CABEÇA, SENDO EMPUNHADO POR UM ASSASSINO, DROGADO E FRIO, DISPOSTO A METER UM BALAÇO NO SR. POR CAUSA DO TEU CELULAR! PENSE NISSO.
Comentário por Marco Antonio — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:51 pm
Que estamos numa guerra há muito tempo, eu concordo. Que esse dia 28 só foi o dia D pra Globo e quem acredita nela, eu concordo. Mas dizer que a única finalidade dessa guerra é a hegemonia do mercado do crime é demais! Então pro sociólogo José Cláudio Alves os caras do BOPE é que vão vender tóxico a parit de agora?
Vcs queriam o que? Que ficassem tudo do jeito que estava, com os morros sendo território de traficantes, onde eles tortutam, matam, cobram “pedágio”?
Saiam da sala de aula! Vão conhecer a realidade!
Comentário por César — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 6:59 pm
ESTAMOS DE S.A.C.O. CHEIO DE ‘INTELECTUAIS’ METIDOS A INTELIGENTES E FALANDO M.E.R.D.A. QUEREMOS SOLUÇÕES PRATICAS E NAO BLA BLA BLA. NOSSA LEI É RUIM, ENTAO QUE SE FAÇAM LEIS ATUAIS E CORRETAS. O QUE NÃO PODE CONTINUAR É ESSES CARAS DANDO AS CARTAS E SE APODERANDO DE VILAS E CIDADES COMO SE FOSSE A CASA DA MÃE JOANA, ENQUANTO A LEI OS PROTEJE. CHEGA DESSA BRINCADEIRA DE CÃO E GATO. A POLICIA PRENDE E O JUIZES E A LEI SOLTA. QDO UM FERNANDINHO B.MAR TEM 19 ADVOGADOS É SINAL QUE A COISA FOI MUITO MAIS LONGE DO QUE DEVERIA E QUE HA ALGO ERRADO COM A LEI E COM A JUSTIÇA. POR OUTRO LADO SE O DIREITO NAO CONSEGUE FAZER JUSTIÇA QUE SE DANE O DIREITO OU QUE SE CORRIJA URGENTE A LEI. ESSAS MEDIDAS NÃO PODEM PARAR POR AI, TEM DE CONTINUAR E FORTE E NÃO SÓ NO RIO MAS NO PÁIS INTEIRO E NAS FRONTEIRAS, PEGAR PESADO MESMO E TOLERANCIA ZERO. QUEM NÃO QUER MORRER SAIA DO TRAFICO E DA ILEGALIDADE.QUEM ESTA LÁ SABE QUE VAI MORRER OU SER PRESO E QUE NÃO TEM FINAL FELIZ PRA BANDIDO. E MAIS, NAO SE FAZ OMELETE SEM QUEBRAR OS OVOS,
VÃO OCORRER ERROS, COM CERTEZA, MAS HA MUITO MAIS ACERTOS DO QUE ERROS NO COMBATE AO BANDIDISMO. ADEMAIS, COMO ESTA NÃO MORREM MUITO MAIS. SIM, TODOS OS DIAS MORREM AS DEZENAS E NA MAIORIA INOCENTES E VITIMAS.
QUE SE DANE OS POLEMISTAS DO DIREITO, DO POLITICAMENTE CORRETO, AS ONGS, OS DIREITOS HUMANOS. HÁ QUE SE POR UM FIM NISTO ANTES QUE NÃO HAJA MAIS SOLUÇÃO.
Comentário por sidney — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:00 pm
Fantástico o artigo. Parabéns. Apesar da sátira, por sinal excelente, a grande verdade foi dita: “Qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo? Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Quem está por trás da produção miditática? (…) Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos esquecemos que sua única finalidade é a hegemonia do mercado do crime no Rio de Janeiro?”. Somos todos uns bobos da corte! E nosso dinheiro dos impostos (45% do PIB) esvaindo pelo ralo!
Comentário por Zequinha — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:19 pm
ADEUS PINGO, ADEUS VITINHO, ADEUS ZEU, ADEUS MISTER M… TÔ COM O CORAÇÃO APERTADO, VOU SENTIR TAAAANTA SAUDADES DE VCS!!!!!
Comentário por HAHAHA — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:20 pm
Que artigo fraco….
fala do sensacionalismo da redeglobo, mas pelo menos eles informação. Ja o seu artigo não acrescentou NADA. Nem mesmo argumentos para falar mal da globo.
TERRA, que que vocês deixam jornalistas assim vinculados ao site de vocês?
Comentário por Nicolau Niveasoft — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:29 pm
Eu gostaria de fazer uma só pergunta , em poucos dias debandaram os traficantes de dois dos morros mais violentos do rio , minha pergunta ….., porque só agora?
Comentário por wager — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:34 pm
Mais um perfeito socialistóide nãofaznadastóide sem nenhuma solução pratica pra o problema. Saco cheio desse pessoal. Oras, as ocupações permanentes pelas UPPs são um caminho sim, tem que ter outras medidas tb, como limpar a policia, dar cidadania, mas esse governo está distribuindo renda como nuenhum outro, acho que ja é um começo, por causa de MALAS como esse aí q a situação chegou onde chegou e fiacmpos paralisados 20 anos
Comentário por indignado — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:43 pm
Jose Ribamar , li nas entrelinhas um conteudo latente que vc defende a bandidagem , porque esta claro que traficante e bandido mercem guerra sem tregua, agora vc e outros ai ficam nesse lenga lenga, e agora que a população em sua maioria, explicitamente diz de que lado esta , vcs não tem a coragem, de dizer que lado esta , eu ja ecolhi o lado dos bons, dos cidadões que pagam impostos, e trabalham duramente na construção desta nação, e o imperio do mal e do pó esta no outro lado, A guerilha urbana do qual conheci alguns eram pessoas de bem e não traficantes, lutavam por um legitimidade, foi muiito infeliz sua colocacão, não, foi muito bem colocado foi um ato falho no qual qual lado vc esta.
Comentário por George — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:45 pm
bla.bla bla bla,se ese camarada estudou porque falar e não agir,muito intelecto e pouca ação
Comentário por vinicius — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:51 pm
Excelente artigo … meus parabéns …
Comentário por Fred Hubner — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 7:52 pm
Acabei de ler um artigo onde diz que o Brasil doou este ano R$ 7 bilhões para a comunidade internacional. Foram R$ 172 milhões para o Haiti, uns R$ 70 milhões para Cuba, uns milhões para as vítimas o tsunami, tropas brasileiras foram para o Iraque…. Que bom… agora, na guerra que estamos vivendo, quem nos ajudou? Alguém mandou helicóptero, médico, soldado, dinheiro, alguma coisa? Que bom que o Brasil pode resolver sozinho seus problemas e doar MUITO dinheiro do povo pros demais países…. que orgulho que sinto de ser brasileira….
Comentário por Priscilla — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 8:02 pm
Divulgou que vai aplicar novo teste no Tiririca e também aproveitar e fazer o teste de analfabetismo com o Lula…
O TRE justificou a necessidade de fazer novo teste com o Tiririca em função de este ter sido flagrado usando uma camiseta com uma enorme estampa na frente e nas costas com o seguinte dizer: PAÇEI…
Com o Lula, a intenção é ver se ele deixe de dizer que não sabe de nada…,que não vê nada…, que não ouvi nada… e que, portanto, nada sabe …
O TRE comentou também que é necessário a aplicação sistemática de tais testes, pois a educação e cultura do país ficou muito depreciada nos últimos 8 anos ….
Comentário por TRE — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 8:07 pm
esse professor é outro que quer aparecer… Tá certo, que a mídia, ajudou e atrapalhou…. mas essa de ” pescoço françês ” ahahaha é palha - assada
Comentário por Nilson Mello — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 8:26 pm
Antes tarde do que nunca essa coisa de ocupar o reduto dos traficantes com tropas militares, isso ia acontecer mesmo e todo Brasil é culpado disso pois todos os grandes traficantes das diversas regiões brasileiras têm sociedade nesses tais complexos do alemão e etc das drogas do RJ. Muitas pessoas brasileiras estão envolvidas com o tráfico, seja como viciadas, seja como comerciante da coisa ou seja como transportadora. As máscaras estão caindo, a cara oculta de muita gente esperta vai aparecer, podem crer.
Comentário por iara — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 8:35 pm
Xarope. O terra ainda paga pra esse cara? Ta mal em Terra, ou paga muito pouco ou ta querendo entregar o ouro pro concorrente.
Comentário por Marcos — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 8:48 pm
Esses petistas não tem mais o que falar.
Todo mundo sabe que essa guerra é necessária , mas,não será suficiente.
O combate ás drogas passa pelo combate às favelas e todo tipo de ocupação ilegal.Todo tipo de comércio ilegal.
Um marreteiro infrator se junta com outro e ,pronto,temos uma quadrilha.
Um invasor fora da lei se junta com outro,e pronto,outra quadrilha.
Existe LEI.Que se cumpra.Porque alguns trabalham e outros querem a baderna.
Estes coitadinhos defendidod pela retórica sem vergonha dos petistas e gente do tipo,faz o país andar para trás.
Lei é lei.Para todos e não apenas para os cidadãos decentes.
Comentário por joão — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:04 pm
Aqui está a prova que essas Ongs e intelectuais querem manter os status quo dos bandidos.
Comentário por lili — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:08 pm
Caríssimo mestre..E com orgulho e alma lavada que escrevo, dentro das minhas humildes competência intelectuais essas palavras..É com alegria e tristeza que vejo esse desembarque..Mas por que o desembarque? Se estamos em nossa Pátria..É por que faltou as autoridades a competência de evitar que o crime tomasse conta do pedaço..Como diziam meu velhos alunos, hoje mestre e doutores. É porque se há tráfico há que consuma, há quem compre e há falta de educação e preparo de nosso jovens que infelizmente ingressam nesse mundo obscuro das drogas..Sinto que estamos vivendo um momento em que a reflexão e a efetiva recuperação dos valores deve ocorrer rapidamente..Fico aqui com um sentimento de ver as tropas invadindo o que? Um bando de marginais, parecido com o gramde exercito de Branca Leone, sem camisas e carregando um fuzil, uma pistila, sem uniforme..Sabe o uniforme do tráfido são todos aqueles que de terno e gravata e muitas vezes de beca de gala consomem todo o tipo de porcaria química em suas festas..Se há quem vende e porque há quem compre…Abs de um guerreiro da educação que como o senhor luta para educar e ter uma sociedade melhor paa meus filhos e toos os descendentes dos meus descendentes
Comentário por Professor Oliveira — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:10 pm
A Universidade parece mesmo não ter mais nada a dizer. É impressionante como diante de uma realidade diferente, uma inesperada eficiência e uma conduta das mais razoáveis, um professor universitário que se preze só tenha críticas do passado para se referenciar. Não há, de fato, motivo nenhum para não criticar esse passado. Porém, não há também nenhum motivo para não se pensar na possibilidade de que isso um dia mude. Você parece um personagem de Nelson Rodrigues, um pessimista crônico, vocacionado para a infelicidade, que faz do ceticismo a sua razão de existir. Confunde senso crítico com uma falsa ironia e termina se perdendo completamente num artigo mal escrito aonde tenta parafrasear algumas idéias mal costuradas do seu tempo de juventude. Vais mal colega, muito mal. Se a polícia espanca, mata e age mal, você, justamente, reclama. Se a polícia age adequadamente, e esse é o caso nessa circunstância atual você só considera os seus antecedentes. Nesse caso, cabe sempre perguntar o quanto você está sendo preconceituoso; é provável que você acredite que um viciado em drogas ou um traficante possam ser recuperados socialmente. Quem não aceitar essa hipótese será, por você, considerado preconceituoso. Porque o estado e as ações desse estado não podem ser corrigidas? Não seja preconceituso e não queira enxergar apenas conspirações, que certamente sempre estão presentes na política, e apenas elas, em tudo o que esse estado faz.
Lamento, colega, pois sou seu colega de Universidade, que você tenha escrito tantas bobagens. Perdeu uma ótima oportunidade de começar criticando adequadamente ações do poder, que sempre devem ser observadas e criticadas. Quanto a questão de mídia, você certamente estaria reclamando que não permitiram a presença da TV, caso isso tivesse ocorrido. Peço a você que se abstenha de costurar tantass bobagens para escrever um tolo artigo aqui e reflita um pouco mais, aguarde um pouco mais, para exercer uma crítica fundamentada sobre esses episódios atuais. Não gaste sua competência querendo parecer que é mais perspicaz que os outros. Você não é. Isso provavelmente o deixa infeliz e assim, você imagina ser melhor que os demais. Mas, querer parecer infeliz não o faz melhor do que ninguém; apenas o faz infeliz.
Comentário por paulo — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:28 pm
Volta para Manaus, professor. Ou melhor, para Santa Rita do Weil. Pela sua idade, já dá para ingressar no conselho dos anciãos e se empapuçar de ypadu. Quem sabe assim, entrando em contato com seus sábios antepassados, o senhor não vislumbra uma saída na base da paz?
Comentário por Tikuna — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:41 pm
Baseado em que fatos se pode dizer que a açāo do governo è uma guerra pela hegemonia do crime? Precisa ter provas pra se falar coisas desse tipo…No mais, seja dessa vez ou nāo, a unica forma de acabar com o crime organizado é pelo uso da força.
No que diz respeito a mídia… Sou um grande crítico das ações da rede globo como formadora de opiniões que muitas vezes nāo são como as minhas…
MAS…
a sociedade tem que agradecer ao papel que a mídia está fazendo. Ela está acabando com a sensaçāo de impunidade que nāo só o povo, mas os próprios traficantes sempre tiveram. Se nāo fosse a mídia, seria muito mais difícil entrar nas duas favelas, porque foi ela que implantou o medo nos criminosos e fez com que eles desistissem de lutar.
Eu acho que a aeronautica poderia ter usado caças para bombardear aquela area de mata entre as duas favelas antes que os bandidos pensassem em fugir. Assim eles nao arriscariam em fugir para o outro morro e o medo entre eles forçaria muitos a se entregarem!!
Comentário por Damasio Figueiredo — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:43 pm
Pois é, colega:
Gostei da tua crônica. Não gostei dos comentários. Pra começar, acho que não é preciso agredir pra mostrar discordância: basta argumentar. Esse pessoal esquece que quem está sendo caçado e morto ao vivo, a cores e em transmissão nacional são os pobres diabos do tráfico, aqueles funcionários subalternos, cuja única função é atuar no varejo do comércio de drogas e servir de bucha de canhão na hora do confronto com a lei e a ordem.
Olhe, meu colega, eu nasci e me criei no sul-maravilha, mas também me lembro das aventuras de Pedrinho e seus amigos. Na minha tenra infância, me deliciei com as reinações de outro Pedrinho, primo da Narizinho e com a Emília, o que deve ter me tornado tão políticamente incorreta ao ponto de não conseguir aceitar esta luta entre o bem total e o mal absoluto que estão produzindo na televisão. Não sei se é um erro na minha educação que, como já disse, foi calcada na leitura de coisas horríveis como os livros do Monteiro Lobato, Lima Barreto e Machado de Assis ou se foi a experiência de vida, mas o fato é que não vejo comparação entre os heróis que desembarcaram nas praias francesas há 65 anos e os nossos soldados, quase todos perdidos, de armas na mão, que não sabem que o buraco é mais em cima e que enquanto não se combater a importação de armas e drogas no atacado, quem paga é o varejo. Eles também não sabem que estes bandidos bandidos pretos e pobres que estão morrendo de frente para as câmeras, vão se tornar cada vez mais ferozes porque lhes falta escola, médico, casa, comida e infância. Enquanto tudo isso for trocado por tênis de marca e fuzil importado, vamos ter grandes batalhas campais transmitidas em HD para os campeões de audiência.
E é isso. Você tem o meu apoio. Descobri este blog e virei leitora. Minha arma também é o livro e minha trincheira é a sala de aula. Como você, tenho dúvidas e divido os sentimentos com os alunos, porque eles me ensinam a viver.
Um forte abraço
Comentário por Astartee — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 9:52 pm
Quanta besteira.
Mas tenho raiva de mim mesmo por ter perdido meu tempo lendo esse lixo. Mas, enfim, viva a democracia. Viva a liberdade de expressão.
Comentário por Alvacir Verdade — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:03 pm
po galera calma aê bora tenta tirar algo de util de isso tudo! pelomenos nos vimos q esses bandidos sao no fundo no fundo uns merda mesmo. so poem autoridade emcima dos menos armados.. devem ta tudo escondido no interior..
Comentário por PAlcantara — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:09 pm
Esse cara foi muito infeliz nesse artigo… mediocridade, chegou e parou com esse cara ai. Ainda se julga um pensador ? rrsrsrsr que piada
Comentário por Eduardo — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:13 pm
Ninguém fala que os traficantes só existem, pq existe um mercado consumidor enorme na cidade do Riacho de Julho. Os verdadeiros fometadores deste estado de coisas são os “inocentes” , “amáveis”, “talentosos”, “iluminados” “sacerdotes” do amor e da beleza, “lindos”, “gostosos” e “saborosos” representantes da classe artística, atores, atrizes e cantores que na sua maioria, com vidas imundas e desregradas , influenciam milhões de jovens, que na realidade são verdadeiros zumbis, idiotas, manipuláveis, mortos-vivos que se julgam intelectualmente superiores às demais pessoas, e vêem no consumo de drogas algo salutar, inofensivo e recomendável. Não se preocupem, amanhã tudo voltará ao normal. Afinal de contas, a população do Riacho de Junho precisa do seu PÓ-nosso de cada dia.
Comentário por Guerra no Riacho de Abril — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:32 pm
Um ditado popular diz:NA FALTA DO QUE FALAR É MELHOR CALAR,aí eu arremato:NA FALTA DO QUE ESCREVER É MELHOR GUARDAR A CANETA.
Comentário por ERICO — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:32 pm
Achar, a gente pode “achar” um montão de coisa. Isso aqui é “achismo” demais. Me abstenho. Ação boa é criar alunos mais conscientes, pensar melhor o mundo e a sociedade que vivemos. Fazer uma sociedade que não tenha necessidade de polícia pacificadora, porque vive em paz.
Mas, já que é um lance pretensamente erudito, um pingo de nada de falta de erudição: na campanha de Canudos, Euclides da Cunha escreveu em sua caderneta de campo que “eu sou um espião da História’. Todos nós o somos, e às vezes não nos damos conta disso. Acordemos.
Comentário por pedro campos — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 10:41 pm
Bem, já que é p/ fechar os olhos p/ as reais causas do tráfico, da importação de armas e td mais, porque não começamos a “lavagem racial” com os consumidores???
Ahh, pq aí, muita gente que postou comentários absurdos em concordância com essas atrocidades contra o preto-pobre-favelado não iria dar o seu aval à matança e humilhação. Porque com certeza, existiria um amiguinho cheirador, ou que gosta de um comprimidinho numa rave, em maus lençóis….
Acorda Brasil, nem essas ações, nem essa minha sugestão (tb absurda) acaba com o real problema que está bem mais em cima…Quem financia esse negócio??? Por onde entram essas armas p/ as mãos desses laranjas????
Comentário por Carla Costa — domingo, 28 de novembro de 2010 @ 11:32 pm