Plínio de Arruda é o Cavaleiro da Triste Figura: tudo o que diz é ético e justo. Tem razão em tudo. Mas não cola.
POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE
Num lugar da Paulicéia Desvairada, cujo nome não quero lembrar, vivia há muito tempo um fidalgo, que ficou conhecido como o Cavaleiro da Triste Figura. Beirava os 80 anos. Era de compleição dura, seco de carnes, enxuto de rosto, nariz adunco, com aparência física do personagem do filme russo de Kozintsev. Era o próprio conde de Rachimbal.
Na sua juventude, esse cristão novo entregou-se à leitura de livros de filosofia e de economia. Inconformado com a existência, de um lado, de donos de fábricas, de terras e de bancos e, de outro, de proletários destituídos de bens, em situação de extrema miséria, possuidores apenas de sua força de trabalho, o nosso cavaleiro quis saber por que uns poucos têm tanta terra, tanto dinheiro, e muitos não têm onde cair morto, onde cultivar uma roça. A propriedade privada era mesmo um roubo?
Foi procurar nos livros a resposta sobre as injustiças do mundo. Começou com os dois tomos da Filosofia da Miséria, de Proudhon, e continuou com a Miséria da Filosofia, de Karl Marx, acompanhando a polêmica sobre o que é o lucro e o que é o salário. Na Contribuição para a crítica da Economia Política descobriu a contradição entre as forças produtivas materiais da sociedade e as relações sociais de produção.
Ampliou suas leituras, varando dia e noite sem dormir. Compreendeu o que era o lucro no sistema capitalista, quando devorou os três tomos de O Capital onde aprendeu o conceito de ‘mais-valia’, depois de ruminar – já que ninguém é de ferro – o manual didático da chilena Marta Hanecker – O Capital: conceitos fundamentais – e até mesmo o curso dado aos operários belgas pelo filósofo húngaro-francês, Georges Politzer, em cujo livro - Princípios Elementares de Filosofia - encontrou mastigadas e vulgarizadas as leis do materialismo dialético.
Daí decidiu que não era suficiente compreender o mundo, era necessário mudar o mundo. Como? Leu no Manifesto Comunista que a história social da humanidade é a história da luta de classes. Sonhou com o socialismo e com uma sociedade sem classes folheando as páginas da Crítica ao Programa de Gotha. De tanto se empanturrar de literatura marxista, esse fidalgo paulista acreditou piamente na revolução proletária.
Dom Plinio Del Tieté
Certo de que a classe operária tinha condições de emancipar toda a sociedade, o nosso cavaleiro não quis esperar mais tempo para se tornar, ele próprio, um revolucionário, um cavaleiro andante. Montou seu cavalo Psol, fraco e esquálido, e fugiu de casa em busca de aventuras, com o objetivo de endireitar o que estava torto, corrigir os abusos, praticar a justiça. Pegou uma armadura enferrujada de seu bisavô, fez uma viseira de papelão, armou-se com uma lança e se auto-intitulou Dom Plínio Del Tieté.
Muita gente achou que o excesso de leituras havia deixado seu miolo mole, fazendo com que perdesse o juízo. Foi visto como louco. Ninguém aceitava que os ímpetos e os sonhos da juventude pudessem habitar aquela carcaça envelhecida pelo tempo. Confundido com um Enéas de esquerda – meu nome é Plínio – ele, no seu cavalo, tololoc, tololoc, saiu pra luta, tentando resgatar a esperança no horizonte socialista, com alucinações, como se estivesse vivendo ainda no século XIX, quando o fantasma do comunismo percorria a Europa.
Na sua primeira aventura em suas andanças pelo mundo, o nosso fidalgo encontra um menino, um camponês de nome Andrés, que amarrado numa árvore, era açoitado pelo seu patrão, um cruel latifundiário. Dom Plínio propõe, então, a expropriação de todas as terras que utilizassem trabalho escravo e infantil e a redução da propriedade rural. “Ninguém pode ter terras com mais de mil hectares” – ele sentencia. Advoga também a redução da jornada de trabalho de 40 horas, sem redução salarial.
Mais adiante, depois de lutar contra o latifúndio e o agro-negócio, o nosso cavaleiro visionário dá de cara com outros monstros – os moinhos de vento da agiotagem internacional e da globalização, com seus braços e seus tentáculos assustadores, contra quem ele arremete com toda sua fúria, consciente de que lutava contra gigantes. Quer destruí-los, deseja feri-los mortalmente, clamando por uma auditoria da dívida pública, a suspensão do pagamento dos juros e amortizações, além da taxação progressiva das grandes fortunas.
O nosso cavaleiro se decepciona com seu fiel escudeiro barbudo – Sancho Pança – a quem havia ajudado a se tornar governador de uma ilha, transformada pelo novo governante em um paraíso dos banqueiros e do mercado financeiro, com elevados juros que sangravam cotidianamente o Orçamento da Insula. O cavaleiro critica a política assistencialista, que distribui bolsas - bolsa-disso, bolsa-daquilo - mas não toca nas relações sociais, nem no sistema de propriedade dos meios de produção, nem contribui para mobilizar e organizar a classe operária que vai redimir o mundo.
Na ânsia de combater as injustiças, ele segue enfrentando situações de perigo, mas é ridicularizado, surrado por pastores, pisoteado por ovelhas, cassado por militares, amarga o exílio, leva uma surra de repolhos testemunhada pelo duque de Ibope, que registra que suas façanhas são aprovadas e levadas a sério por apenas 1% dos habitantes da Insula. Muita gente ri dele, debocha desse cavaleiro, “que es valiente, pero tonto”.
A geral copulação
Por que um discurso que se apresenta como “uma opção de esquerda, socialista, popular, feminista, anti-racista e ecológica” não encontra eco na população da Insula? Por que ele é levado para o campo do burlesco, do grotesco, do pícaro? A ironia do destino é que se trata de um discurso generoso e combativo, que nos convida a sonhar e a acreditar na possibilidade de construir uma sociedade mais justa. Tudo que ele diz é ético e justo. Tem razão em tudo. Mas não cola.
Ele luta por saúde pública universal, integral e com controle social; educação gratuita e de qualidade para todos; meios de comunicação efetivamente democratizados; extirpação definitiva do racismo, da homofobia e do machismo. Quando é ridicularizado, quem está sendo achincalhado? É ele, individualmente, ou as idéias da construção de um mundo diferente, consideradas delirantes porque defendem a utopia?
Será que os habitantes da Insula perderam a capacidade de sonhar e de buscar o reino da utopia? Estão acovardados, fracos, envelhecidos? Trocaram as proezas pelas “nãoezas”? Perguntam-se: de que serve a revolução sem a geral copulação? Ou o que está afastando as pessoas é certa soberba do cavaleiro acuado, isolado, que acredita deter o monopólio da verdade e não consegue costurar alianças com outros setores da sociedade?
Devemos agradecer a Dom Plinio Del Tieté, esse atrevido, lírico, fora de moda, por nos mostrar como somos ridículos quando colocamos em público o sonho de mudar o grande teatro do mundo? Por nos ajudar a ver, como num espelho, que somos “tantas vezes reles, tantas vezes vil, tantas vezes irrespondivelmente parasitas e indesculpavelmente sujos”? Ou, enfim, a triste figura, na realidade somos nós, que ridicularizamos seu discurso, porque a utopia é mesmo ridícula no espelho pragmático da política?
No debate da próxima quinta-feira, 1º de outubro, ele entrará nos estúdios da Tv Globo montado em seu cavalo Psol, com sua lança em riste, como se estivesse vivendo no tempo da cavalaria. No final da história original, Dom Quixote morre como um piedoso cristão, mas nos deixa de herança o direito de sonhar, apesar de nossas fraquezas. E Dom Plinio Del Tieté, o que fará depois das eleições de 3 de outubro? E nós?
O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .
É uma pena, pois apesar de uma cultura sabidamente grande, suas idéias são da idade dele!
Comentário por enius marcus — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:33 pm
Excelente texto, para quem conhece Dom Quixote o autor fez uma bela analogia entre Plinio e ele, Dom Quixote, o cavaleiro errante.
Parabéns.
Comentário por JORDAN — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:36 pm
olha, se ele lesse mesmo todos esses livros, e estivesse convencido de suas ideias, começaria por ele mesmo, que melhor exemplo para o seu eleitorado! é o candidado com maior renda declarada(ok sabemos que os outros tem mais) e nao doou a sua riqueza? ele, apesar de seu discurso de extrema esquerda, nao cola mais.. uma revoluçao dessas teria que vir do povo, e nao da elitie, e, nosso comodismo nao nos permite isso. faz muito, muito tempo nao vejo um lider que faça uma diferença aqui..
ps: Lula para embaixador
Comentário por marcio — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:46 pm
Parabéns pelo texto, há muito não lia nada tão interessante e ao mesmo tempo teletransportante!!!
Realmente o povo da Ínsula perdeu a capacidade de melhorar, de produzir para todos e para si; continua-se na tão sonhada virada de mesa do proletariado pela burguesia, uma vez que, a unica coisa conseguida ao longo do tempo foi sentar-se em um mesmo ambiente, nunca a mesma mesa!!!
Parabéns mais uma vez.
Pax Et Lux
Comentário por Mário Cesar — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:46 pm
O Plinio é um sonhador. Tem que procurar outro País para governar, tipo Venezuela, Bolívia, etc. Acorda!
Comentário por Luiz Duarte — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:47 pm
Só podia ser um projeto de anarquista, como este professor(?) que escreveu o texto, para dizer “Tudo que ele diz é ético e justo. Tem razão em tudo.”. Não sei porque ainda perco meu tempo com essa gente…
Comentário por Gallagher — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:48 pm
Cada povo tem o governante que merece! Esse máxima que já deve ter sido repetida alguns milhões de vezes retrata bem o momento político. Nosso Dom Quixote, entretanto é apenas uma utopia dos que ainda sonham com Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Comentário por Antonio Ferro — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:49 pm
Muito boa a análise sobre o Plínio. Triste que tão pouca gente aposta nos ideais dele, e muitos correm atrás das maravilhas prometidas por esse tal capitaismo.
Comentário por José Lemos — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:50 pm
A unica coisa que me deixa dormir a noite é saber que ainda existem homens como este.Quem sabe dentre aquelas amebas que estudam nos centros de excelencia do nosso país(USP, UNIFESP…) apareçam homens integros como o Sr. Plinio cuja conciencia não tem preço.
Comentário por Amalia — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:53 pm
José Ribamar,
Concordo com você em alguns aspectos em relação à figura do Plínio, porém, não acredito que seu discurso ultrapasse o campo da retórica.
Fazer discursos em nome da ética é uma coisa, ser ético é outra. O PSOL e o PV têm se utilizado de argumentos outrora propalados pelo PT, a diferença é que para o PT, não tem volta, mesmo com todas “incoerências” ele precisa seguir adiante.
Acho simplista a posição de criticar severamente aqueles que estão à frente do país, sem apontar soluções. Afirmar que todos que estão no poder não têm ética nem competência é por demais cômodo.
Comentário por João Pinheiro — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:54 pm
Com alegria vemos que alguem compara Plinio com D.Quichote, errando apenas em chama-lo de Tris te Figura e em sua analogia com um certo filme russo. Gostaria de compara-lo com o Principe Volkonski concebido por Tolstoy. O aparecimento do Sr Plinio Sampaio na disputa alegra-nos por ver que nem tudo está submerso na mesmice e no alinhamento mediocre. Votaremos no Cavaleiro para fazer ver aos Sancho Pança
Comentário por Fernando Pedrão — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:54 pm
É evidente que Plínio é um espelho da generosidade e da sabedoria ainda meio adormecidas do povo brasileiro. No entanto, o Dom Quixote deve ser cada brasileiro, e o cavalo Psol necessita mais de um aperfeiçoamento. Além disso, a beleza ética de Dulcinéia Heloísa Helênica é grande fonte inspiração para o futuro. Esperemos que cavalo o Psol ajude o povo a pisar sobre alguns vermes e colocar Sancho em seu lugar subalterno, como lustra-botas de banqueiros.
Comentário por Carlos — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 12:57 pm
Bonito texto!!
Comentário por César — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:00 pm
Por favor, como senhor escreve bobagem.
O pior é que deve acreditar piamente que tem um texto brilhante e criativo!
Não precisa enrolar tanto apenas para justificar o status quo, basta dizer que é favor das coisas como elas estão.
Ou será que esta ofendido com o adjetivo de eco-capitalista para os mui digníssimos simpatizantes e correligionários da Marina???
Comentário por Uilson — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:02 pm
Lindo, cara.
Terei que rever meus conceitos.
Comentário por Luiz — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:03 pm
Se fosse um livro leria-o “numa sentada” e voltaria várias vezes para reler frases e parágrafos… Apenas um texto num blog, mas não menos instigante, intenso e desafiador. Tomara que tenha grande repercussão e que cada leitor/eleitor sinta no seu íntimo a necessidade urgente de acreditar nos seus sonhos e buscar, com seus instrumentos, o melhor para a coletividade. Grande abraço. Parabéns!!
Comentário por Inês — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:04 pm
Texto muito bem escrito, desnuda uma face poética e utópica da política.
Nosso candidato Plinio têm boas idéias, mas no andar da
carruagem,sabemos que, de prático muito pouco se aproveita.
vejamos Cuba - lutou pelo que achava certo durante longos anos,mas
acabou cedendo, pela pressão de um embargo americano, injusto, aos
apelos do capitalismo de mercado.A ONU nunca se atreveu a discordar dessas sanções, e não passa de moleque de recados das grandes potencias bélicas - Israel, E.UA e Inglaterra…Uma vergonha.
portanto, o ”magico’’sr. Plinio diz o que deve ser feito - grande problema é - de que forma…e contrariando sabe´se lá qtos interesses…
Comentário por A.CESAR — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:12 pm
Este senhor ainda vive no tempo em que as idéias publicadas pelos livros que leu faziam sentido. Hoje a sociedade bem sucedida necessita de competência e governança. O Brasil ainda esta longe de alcançar nivel nesses quisitos.
Comentário por Carlos — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:14 pm
Pequena série de 3 perguntas para enquete sobre o impacto da característica considerada “negativa” de cada candidato.
1. DILMA ROUSSEFF
O fato dela ter participado dos grupos de combate à Ditadura Militar:
- mãozinha pra baixo: tira votos
- mãozinha pra cima: é neutro ou até pode ajudar
Comentário por Pesquisa — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:17 pm
Pequena série de 3 perguntas para enquete sobre o impacto da característica considerada “negativa” de cada candidato.
2. JOSÉ SERRA
O fato dele ter optado por uma campanha mais agressiva, baseado em acusações e denúncias em vez de propostas:
- mãozinha pra baixo: tira votos
- mãozinha pra cima: é neutro ou até pode ajudar
Comentário por Pesquisa — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:18 pm
Pequena série de 3 perguntas para enquete sobre o impacto da característica considerada “negativa” de cada candidato.
3. MARINA SILVA
O fato dela ter um alto cargo na Assembleia de Deus (”Missionária Consagrada”), acreditando em Adão e Eva (”criacionismo”) e sendo contra o aborto e contra o casamento gay:
- mãozinha pra baixo: tira votos
- mãozinha pra cima: é neutro ou até pode ajudar
Comentário por Pesquisa — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:18 pm
Utópico. Plínio é utópico e delirante. No Forum Social Mundial, Saramago disse que utopia é erro: as sociedades se orientam por suas necessidades não por utopias.
O Quixote era ele e Sancho Pança. Sem o Sancho ele seria liquidado rapidamente. Portanto, é necessário o pragmático, o Sancho, que cuida do presente e do estômago. A bizarria do PSOL é o delírio de uma sociedade igualitária, quando se sabe que os homens são desiguais como espécie. O macunaímico Lula entende mais de política e verdade do que todos os donos da verdade xiítas.
Comentário por Baptista — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:29 pm
Muito grato por sua lucidez. Não é de admirar que, quando se trata de lutar contras as injustiças sociais, são os intelectuais os primeiros a levantarem a bandeira. A lamentar, o fato de que o certo é o errado e o errado o certo.
Comentário por Ricardo de Carvalho Oliveira — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:32 pm
Simplesmente Perfeito!!
Comentário por Diego — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:34 pm
SONHANDO ASSIM COM O QUE POSSO IMAGINAR IDEAL
A IDÉIA DE
PLINIO ARRUDA SAMPAIO É PERFEITA, EM TUDO ME VESTE… MAS
DEPENDERIA DE FORÇA E AUTORIDADE E ISSO PLINIO NÃO TEM, NÃO
ACREDITA E TEME SE SUBMETER A MAIORIA DE ANTI-
AUTORITARITARISTAS.
E REGIMES AUTORITÁRIOS,
OS BONS TEMPOS DE COSTA E SILVA, CASTELO BRANCO, MEDICI, GEISEL,
JOÃO BATISTA…CUMPRA-SE OU MANDE-SE
AS MUDANÇAS EM FORMA DE DECRETO.
DEPENDER DE VOTOS DE PARTIDOS E ALIADOS, E INTERESSES DE PARTIDOS.
E BANDEIRAS E PARTICULARES BANDEIRAS E INTERESSES PESSOAIS DOS
MAIS DIVERSOS, E ELEITOREIROS TODOS.
O CIVIL, TALVEZ PORQUE NÃO SAIBA O QUE É JURAR UMA BANDEIRA.
JURA PELO BRASIL EM FALSO.
CONTINUA AQUELA SALADA DE… NÃO ME INTERESSA NADA COM NADA TENHO A VER COM ISSO.
NADA ACONTECE… ENTÃO FALTA FORÇA ENERGIA, VOCAÇÃO E AUTORIDADE. AO NOSSO QUERIDO PLINIO
O QUE FAZ DE PLINIO UM IDEALISTA, E UM BRASILEIRO MUITO LEGAL,
ENGRAÇADO, SIMPÁTICO. ELE NÃO ACREDITA QUE POSSA REALIZAR EMBORA ACREDITE NESSE IDEAL. COMO FARIA ISSO? …PARADIGUIMAS
Comentário por Carmem — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:35 pm
Comentar o quê, diante de tamanha eloquênica?
Comentário por Aldinon — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:36 pm
que coragem? que naô vivem a verdadeira estado do Brasil sem informaçao, pobres disssem tudo do socialismo, na verdade naõ estaõ embuidos da realidade vivida de fato.
Comentário por jpse roberto de souza — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:38 pm
Infelizmente, o Capital tem vencido a batalha. As palavras de transformação social não mais ecoam e não mais convencem. A nossa junventude, da qual faço parte, não teve a oportunidade de sonhar. Quando nascemos não mais existia a bipolaridade do mundo, conceito hoje que a juventude apenas conhece como transtorno de comportamento.
A vida parece mais vazia sem utopias, já que a idelogia (conceito fundamental para a teoria marxista) dominante convenceu os dominados. Não se questiona mais o capitalismo, a pobreza, a desigualdade e todos os “fatores objetivos”da outrora visada revolução.
Meu voto já foi para o Lula e hoje vai para o Plínio, na cada vez mais distante esperança de sonhar na realização de um mundo novo, socialista, possível.
Comentário por Rene Keller — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:39 pm
Corrigindo, eloquência.
Comentário por Aldinon — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:39 pm
Há pessoas e pessoas. Há carismas e carimas, porém o sr. Plinio, mesmo com sua voz calma e traquila, não consegue se comunicar. Não consegue aparecer.
Mesmo dizendo a pura verdade, não enfase em sua voz e, tampouco garra nas coisas que diz e afrima.
O Sr. Plinio é aquele tipo de pessoa que não nasceu para inflamar seus ouvintes. Suas palavras não troam como trovão. É como uma voz vindo de longe, muito longe e não alcança seu objetivo. Ou melhor os eleitores.
Comentário por Gianone Carlos Custodio — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:45 pm
Não cola mais essa utopia, porque, invertendo Hegel, a primeira vez que colou(eleiçâo de Lula) foi uma farsa e agora está se solidificando a tragédia.
Comentário por Cise — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:50 pm
Como diria o conselheiro do Clinton: “É a economia, estúpido!”. Povo não quer saber de direita, esquerda, imperialismo, capitalismo etc. Esse mundo felizmente passou.
Povo quer comida no prato. Comida barata (sem inflação, poder de compra, emprego estável).
Candidatos como Plínio são a velha política. Acreditam que teorias ideológicas podem comover o povo. Gente simples e humilde não liga para isso.
Abraços
Comentário por Romeu dos Santos — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:51 pm
MARAVILHA!…
Comentário por CHICO — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 1:57 pm
Um belo texto de José Ribamar. Aliás, a clave da ironia empre é digna de litaratura.
Mas sempre me pergunto: por que somente os candidatos de esquerda são ironizados.
Por que o candidato do Estadão, do Folhão, do Vejão, do Globão, do Bandão nunca foi ironizado pelos que “publicam opinião”?
Além das “nove famílias” donas de todas as mídias da Insula, nossos grandes colunistas escrevem sempre para a “sala de visitas”.
Um texto gerador de reflexão…
Comentário por Elio Flores — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 2:01 pm
Mas……
Comentário por João Nunes — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 2:08 pm
Bom dia, este texto nós mostra o quanto somos iludidos, ao meu ver o Plinio estaria que estar entre os primeiros nas pesquisas eleitorais por suas propostas de trabalhos, mas, como podemos ver a realidade é outra, e o candidato Plínio não terá espaço e tempo para implantar os seus projetos.
Abraços
Comentário por Luiz Alberto Roza Corrêa — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 2:12 pm
Caro Altino
Excelente matéria tanto em termos de alusão comparativa entre realidade e ficção, como do conhecimento da novela crítica cervantina.
Como diria nosso Ingenioso herói no capítulo XXI, da segunda parte, no penúltimo parágrafo: “… que también los pobres virtuosos y discretos tienen quien los siga, honre y ampare como los ricos tienen quien los lisonjee y acompañe.”
Um abraço.
Dario
Comentário por Dario da Silva Jr. — domingo, 26 de setembro de 2010 @ 2:23 pm
esse cronista Bessa é bom à beça
Comentário por Cervantes — segunda-feira, 27 de setembro de 2010 @ 8:31 am
Bessa, vivemos num mundo que cada vez mais nos distancia da utopia. Tu foste (e quero acreditar que ainda serás) um Miguel de Cervantes para nós, amazonenses. Tu me fizeste acreditar por diversas vezes, com muito humor, que nosso estado ainda tem jeito. Tuas palavras sempre me acalentaram e me deram esperanças. Agora, estou sem ambos…
Comentário por Hagá Romeu Pinto — segunda-feira, 27 de setembro de 2010 @ 12:05 pm