Pecuarista e capataz são denunciados por trabalho escravo no Acre
O pecuarista F.C.P. e seu capataz F.F.P. foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça Federal, em Rio Branco (AC), acusados de manterem um trabalhador e sua família em condições semelhantes à escravidão, na fazenda Granada, no município de Bujari, a 25 quilômetros da capital do Estado.
O trabalhador L.S.N., de 18 anos, foi mantido, de novembro de 2008 a abril de 2009, juntamente com sua companheira de 15 anos de idade e um bebê com dois meses de vida, em condições precárias de saúde, higiene e segurança.
Segundo o MPF, a família era submetida a moradia indigna, com água imprópria para consumo humano e alimentação inadequada, além de não contar com instalações sanitárias.
A família foi libertada por ação do Conselho Tutelar do Bujari, cuja ação foi divulgada e possibilitou a intervenção da Superintendência Regional do Trabalho, com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público do Trabalho.
A fiscalização do Ministério do Trabalho constatou que L.S.N. trabalhava sem registro, em trabalho braçal que excedia 10 horas diárias. Além disso, em cinco meses de trabalho havia recebido apenas R$ 100,00.
O capataz mantinha em seu poder um caderno para anotação dos débitos do trabalhador com o patrão, relativos à alimentação e utensílios disponibilizados para a família.
Os três integrantes da família viviam sob um barraco de lona cujo custo também era descontado do salário a ser recebido pelo trabalhador.
O Conselho Tutelar relatou que o bebê teria nascido de forma prematura na fazenda em virtude das precárias condições de vida a que sua mãe era submetida. A criança apresentava sinais da miséria em que vivia, com manchas e feridas pelo corpo.
Os responsáveis podem ser condenados à pena de dois a oito anos de reclusão. A pena pode ser aumentada em razão dos delitos terem sido cometidos contra criança e adolescente.
A pecuária é a atividade campeã em trabalho escravo na Amazônia. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), 51% dos casos de trabalho escravo ocorridos em 2008 estavam ligados à pecuária.
Foto: Divulgação

Penso que deveria ser revelado o nome do fazendeiro e do capataz. Ora, quando o sujeito é pobre, é exposto na televisão e piri pororó. Quando o cara é fazendeiro se omite até o nome? Este é o nosso Acre>>>
Comentário por Lindomar Padilha — quarta-feira, 26 de maio de 2010 @ 4:07 pm
Não entendi as iniciais dos nomes dos escravocratas acreanos. Por acaso os “meninos” são menor de idade? Que eu saiba menores e crianças é que não podem ser identificados.
Comentário por Zilda — quarta-feira, 26 de maio de 2010 @ 5:25 pm
Se o garoto de 18 anos, sua companheira e o bebê são as vítimas, não deveriam eles ter seus nomes e imagens preservados? E se o fazendeiro e o capataz são os culpados, não deveriam eles aparecer na foto bem como ter os nomes expostos por completo? Não entendo.
Comentário por Luciano — quarta-feira, 26 de maio de 2010 @ 6:39 pm
Onde está Senadora Kátia Abreu sempre tão solicita em defender os pecuaristas?
Comentário por Carlos — quarta-feira, 26 de maio de 2010 @ 6:48 pm
isso e uma vergonha para o pais e inaceitavel que isso ocorra com os cidadões desse pais justiça para os cidadões trabalhadores e dignidade pelo menos isso que todos os seus direitos seus e de sua familia sejam resarcidos como deve ser
Comentário por paulo henrique — quarta-feira, 26 de maio de 2010 @ 7:03 pm
Depois disso, a família será amparada? Por quem e quanto tempo? O Estatuto da Criança e do Adolescente é clara quanto a esse fato…..
Comentário por Mãe de três — terça-feira, 8 de junho de 2010 @ 9:31 am
Moisés Naím em seu livro “Ílicito” expõe sobre o assunto: “… a escravidão. Supostamente, estava morta. No entanto, prospera, na forma de coerção sexual e no trabalho doméstico e rural feito por imigrantes ilegais que trabalham para pagar dívidas intermináveis que os prendem a traficantes. Sim, muitos trabalhadores estrangeiros ao nosso redor escolheram voluntariamente a condição de ilegalidade. Mas muitos outros foram coagidos a aceitar sua atual condição. Estes são vítimas exploradas por criminosos que lucram com um mercado ilícito que vale bilhões. A escravidão é apenas uma faceta de um comércio global de seres humanos através das fronteiras que afeta ao menos quatro milhões de pessoas todos os anos, a maioria composta de mulheres e crianças, e movimenta cerca de sete a 10 bilhões de dólares. Rotas de comércio inéditas foram abertas, interligando as repúblicas da ex-União Soviética, o Sul e o Sudeste Asiático, a África Ocidental, a América Latina, a Europa Oriental e os Estados Unidos em redes barrocas de cooptadores, agenciadores, chantagistas, músculos de aluguel, transportadores, esconderijos e despachantes on-line capazes de encontrar “trabalhadores” de qualquer idade, nacionalidade ou aparência desejada e entregar o “produto” em qualquer continente em menos de 48 horas”. O que nos entristece, é, o tratamento dado aos rsponsáveis por tal delito!!!
Comentário por Paulo Sérgio Suzart — segunda-feira, 19 de julho de 2010 @ 3:53 pm
agente fica pasmo com esta pessoa que se diz inteligente,sua besta deixe de ser tão mediocre juntos com esses jagunços,pense no resto do mundo,sua asna
Comentário por jose aparecido da silva — terça-feira, 20 de julho de 2010 @ 6:49 pm