Terra Magazine

domingo, 28 de março de 2010

Lembrança dos crimes da ditadura militar: fazei isso em memória delas

Altino Machado às 7:55 am

POR JOSÉ BESSA FREIRE

São mulheres de diferentes cidades do Brasil. Algumas amamentavam. Outras, grávidas, pariram na prisão ou, com a violência sofrida, abortaram. Não mereciam o inferno pelo qual passaram, ainda que fossem bandidas e pistoleiras. Não eram. Eram estudantes, professoras, jornalistas, médicas, assistentes sociais, bancárias, donas de casa. Quase todas militantes, inconformadas com a ditadura militar que em 1964 derrubou o presidente eleito. Foram presas, torturadas, violentadas. Muitas morreram ou desapareceram lutando para que hoje nós vivêssemos numa democracia.

As histórias de 45 dessas mulheres mortas ou desaparecidas estão contadas no livro “Luta, Substantivo Feminino”, lançado quinta-feira passada, na PUC de São Paulo, na presença de mais de 500 pessoas. O livro contém ainda o testemunho de 27 sobreviventes e muitas fotos. Se um poste ouvir os depoimentos dilacerantes delas, o poste vai chorar diante da covardia dos seus algozes. Dá vergonha viver num mundo que não foi capaz de impedir crimes hediondos contra mulheres indefesas, cometidos por agentes do Estado pagos com o dinheiro do contribuinte.

Rose Nogueira - jornalista, presa em 1969, em São Paulo, onde vive hoje. “Sobe depressa, Miss Brasil’, dizia o torturador enquanto me empurrava e beliscava minhas nádegas escada acima no Dops. Eu sangrava e não tinha absorvente. Eram os ‘40 dias’ do parto. Riram mais ainda quando ele veio para cima de mim e abriu meu vestido. Segurei os seios, o leite escorreu. Eu sabia que estava com um cheiro de suor, de sangue, de leite azedo. Ele (delegado Fleury) ria, zombava do cheiro horrível e mexia em seu sexo por cima da calça com um olhar de louco. O torturador zombava: ‘Esse leitinho o nenê não vai ter mais’”.

Izabel Fávero - professora, presa em 1970, em Nova Aurora (PR). Hoje, vive no Recife, onde é docente universitária: “Eu, meu companheiro e os pais dele fomos torturados a noite toda ali, um na frente do outro. Era muito choque elétrico. Fomos literalmente saqueados. Levaram tudo o que tínhamos: as economias do meu sogro, a roupa de cama e até o meu enxoval. No dia seguinte, eu e meu companheiro fomos torturados pelo capitão Júlio Cerdá Mendes e pelo tenente Mário Expedito Ostrovski. Foi pau de arara, choques elétricos, jogo de empurrar e ameaças de estupro. Eu estava grávida de dois meses, e eles estavam sabendo. No quinto dia, depois de muito choque, pau de arara, ameaça de estupro e insultos, eu abortei. Quando melhorei, voltaram a me torturar”.

Hecilda Fontelles Veiga - estudante de Ciências Sociais, presa em 1971, em Brasília. Hoje, vive em Belém, onde é professora da Universidade Federal do Pará. “Quando fui presa, minha barriga de cinco meses de gravidez já estava bem visível. Fui levada à delegacia da Polícia Federal, onde, diante da minha recusa em dar informações a respeito de meu marido, Paulo Fontelles, comecei a ouvir, sob socos e pontapés: ‘Filho dessa raça não deve nascer’. (…) me colocaram na cadeira do dragão, bateram em meu rosto, pescoço, pernas, e fui submetida à ‘tortura cientifica’. Da cadeira em que sentávamos saíam uns fios, que subiam pelas pernas e eram amarrados nos seios. As sensações que aquilo provocava eram indescritíveis: calor, frio, asfixia. Aí, levaram-me ao hospital da Guarnição de Brasília, onde fiquei até o nascimento do Paulo. Nesse dia, para apressar as coisas, o médico, irritadíssimo, induziu o parto e fez o corte sem anestesia”.

Yara Spadini - assistente social presa em 1971, em São Paulo. Hoje, vive na mesma cidade, onde é professora aposentada da PUC. “Era muita gente em volta de mim. Um deles me deu pontapés e disse: ‘Você, com essa cara de filha de Maria, é uma filha da puta’. E me dava chutes. Depois, me levaram para a sala de tortura. Aí, começaram a me dar choques direto da tomada no tornozelo. Eram choques seguidos no mesmo lugar”.

Inês Etienne Romeu - bancária, presa em São Paulo, em 1971. Hoje, vive em Belo Horizonte. “Fui conduzida para uma casa em Petrópolis. O dr. Roberto, um dos mais brutais torturadores, arrastou-me pelo chão, segurando-me pelos cabelos. Depois, tentou me estrangular e só me largou quando perdi os sentidos. Esbofetearam-me e deram-me pancadas na cabeça. Fui espancada várias vezes e levava choques elétricos na cabeça, nos pés, nas mãos e nos seios. O ‘Márcio’ invadia minha cela para ‘examinar’ meu ânus e verificar se o ‘Camarão’ havia praticado sodomia comigo. Esse mesmo ‘Márcio’ obrigou-me a segurar seu pênis, enquanto se contorcia obscenamente. Durante esse período fui estuprada duas vezes pelo ‘Camarão’ e era obrigada a limpar a cozinha completamente nua, ouvindo gracejos e obscenidades, os mais grosseiros”.

Ignez Maria Raminger - estudante de Medicina Veterinária presa em 1970, em Porto Alegre, onde trabalha atualmente como técnica da Secretaria de Saúde. “Fui levada para o Dops, onde me submeteram a torturas como cadeira do dragão e pau de arara. Davam choques em várias partes do corpo, inclusive nos genitais. De violência sexual, só não houve cópula, mas metiam os dedos na minha vagina, enfiavam cassetete no ânus. Isso, além das obscenidades que falavam. Havia muita humilhação. E eu fui muito torturada, juntamente com o Gustavo [Buarque Schiller], porque descobriram que era meu companheiro”.

Dilea Frate - estudante de Jornalismo presa em 1975, em São Paulo. Hoje, vive no Rio de Janeiro, onde é jornalista e escritora. “Dois homens entraram em casa e me sequestraram, juntamente com meu marido, o jornalista Paulo Markun. No DOI-Codi de São Paulo, levei choques nas mãos, nos pés e nas orelhas, alguns tapas e socos. Num determinado momento, eles extrapolaram e, rindo, puseram fogo nos meus cabelos, que passavam da cintura”.

Cecília Coimbra - estudante de Psicologia presa em 1970, no Rio. Hoje, presidente do Grupo Tortura Nunca Mais e professora de Psicologia da Universidade Federal Fluminense: “Os guardas que me levavam, frequentemente encapuzada, percebiam minha fragilidade e constantemente praticavam vários abusos sexuais contra mim. Os choques elétricos no meu corpo nu e molhado eram cada vez mais intensos. Me senti desintegrar: a bexiga e os esfíncteres sem nenhum controle. ‘Isso não pode estar acontecendo: é um pesadelo… Eu não estou aqui…’, pensei. Vi meus três irmãos no DOI-Codi/RJ. Sem nenhuma militância política, foram sequestrados em suas casas, presos e torturados”.

Maria Amélia de Almeida Teles - professora de educação artística presa em 1972, em São Paulo. Hoje é diretora da União de Mulheres de São Paulo. “Fomos levados diretamente para a Oban. Eu vi que quem comandava a operação do alto da escada era o coronel Ustra. Subi dois degraus e disse: ‘Isso que vocês estão fazendo é um absurdo’. Ele disse: ‘Foda-se, sua terrorista’, e bateu no meu rosto. Eu rolei no pátio. Aí, fui agarrada e arrastada para dentro. Me amarraram na cadeira do dragão, nua, e me deram choque no ânus, na vagina, no umbigo, no seio, na boca, no ouvido. Fiquei nessa cadeira, nua, e os caras se esfregavam em mim, se masturbavam em cima de mim. Mas com certeza a pior tortura foi ver meus filhos entrando na sala quando eu estava na cadeira do dragão. Eu estava nua, toda urinada por conta dos choques”.

São muitos os depoimentos, que nos deixam envergonhados, indignados, estarrecidos, duvidando da natureza humana, especialmente porque sabemos que não foi uma aberração, um desvio de conduta de alguns indivíduos criminosos, mas uma política de Estado, que estimulou a tortura, a ponto de garantir a não punição a seus autores, com a concordância e a conivência de muita gente boa “em nome da conciliação nacional”.

No lançamento do livro na PUC, a enfermeira Áurea Moretti, torturada em 1969, pediu a palavra para dizer que a anistia foi inócua, porque ela cumpriu pena de mais de quatro anos de cadeia, mas seus torturadores nem sequer foram processados pelos crimes que cometeram: “Uma vez eu vi um deles na rua, estava de óculos escuros e olhava o mundo por cima. Eu estava com minha filha e tremi”.

Os fantasmas que ainda assombram nossa história recente precisam ser exorcizados, como uma garantia de que nunca mais possam ser ressuscitados - escreve a ministra Nilcea Freire, ex-reitora da UERJ, na apresentação do livro, que para ela significa o “reconhecimento do papel feminino fundamental nas lutas de resistência à ditadura”.

Este é o terceiro livro da série “Direito à Memória e à Verdade”, editado pela Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O primeiro tratou de 40 afrodescendentes que morreram na luta contra o regime militar. O segundo contou a “História dos meninos e meninas marcados pela ditadura”. Eles podem ser baixados no site da SEDH.

O golpe militar de 1964 que envelhece, mas não morre, completa 46 anos nos próximos dias. Essa é uma ocasião oportuna para lançar o livro em todas as capitais brasileiras. No Amazonas, as duas reitoras - Marilene Correa da UEA e Márcia Perales da UFAM - podiam muito bem organizar o evento em Manaus e convidar a sua colega Nilcea Freire para abri-lo. Afinal, preservar a memória é um dos deveres da universidade. As novas gerações precisam saber o que aconteceu.

A lembrança de crimes tão monstruosos contra a maternidade, contra a mulher, contra a dignidade feminina, contra a vida, é dolorosa também para quem escreve e para quem lê. É como o sacrifício da missa para quem nele crê. A gente tem de lembrar diariamente para não ser condenado a repeti-lo: fazei isso em memória delas.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .

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34 Comentários »

  1. Devemos lembrar são os mortos pela ditadura cubana cinco anos antes. Pelos presos políticos destes anos todos na pior e mais longa ditadura da AL, Com uma família no poder totalitário há cinqüenta anos. Nas vozes caladas a força de botas que não podem nem ter este direito de lembrar em voz alta os injustiçados. As vozes que aqui gorjeiam(por ter liberdade para isto que intentaram acabar), não gorjeiam pelos de lá! Solidariedade ao povo cubano e não a ditadores sanguinários. Liberdade ao povo decidir se é bom, e não o poder dos ditadores determinarem por eles o que deve ser bom que o povo ache: SENÃO, JÁ SABE!

    Comentário por bandarra — domingo, 28 de março de 2010 @ 8:32 am

  2. Eu nunca fui torturado, sempre trabalhei, sou honesto, gosto de Policiais. Quando voce encontra alguem que diz: Nao suporto Policiais, Pode ter certeza que esta pessoa tem vinculo Guerrilheiro, e é gente do mau.

    Comentário por Adailton Rodrigues — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:20 am

  3. Bom dia a todos e principalmente a todas.
    Hoje sou um homem, mas em 1976 era um bebê.
    Meus pais eram professores e principalmente meu Pai, dava aula em universidade do Estado do PR.
    Anos mais tarde, ele me confidenciou que entre os alunos tinham os “Colaboradores” do governo.
    Ou seja tinham que seguir as regras do jogo, sob pena de serem presos.

    Edilson
    Administrador de empresas / Corretor de Imóveis.

    Comentário por Edilson — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:28 am

  4. Carissímas heroinas,

    Segue o apoio solidário as vossas lutas, as medidas contra seus algozes foram de fato inócuas..

    Mas o vosso legado será para sempre lembrado e celebrado.

    A democracia sensibilizada agradece.

    Aos sanguinários (Rei”ch”naldo Azevedo e Diogo Mainard) bebam desse sangue ele tem gosto de democracia

    grato,

    Paulo Suniga

    Comentário por Paulo Suniga — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:31 am

  5. Tenho muita saudade daquela epoca e olha que meus pais eram totalmente contra a Ditadura meu pai tinha um posto de gasolina no interior do RS e o mesmo foi tomado pelos Miliitares, mas minha familia nada sofreu agora imagine se todas estas torturas nao tivessem acontecidos provavelmente seria-mos uma Cuba ou quem sabe Correia do Norte sou extremamente civil mas tenho saudade do regime Militar era muito mais seguro, este pessoal ai devem estar preparando algum golpe ou seja Dinheiro, Obrigado regime Militar

    Comentário por Pedro — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:34 am

  6. Como são covardes estes guerrilheiros! Se escondem da verdade sempre alegando serem vitimas. E as milhares de pessoas que vocês mataram em seu roubos a banco; no sequestro de pessoas. Isto vocês não gostam ou não querem lembrar? Porque devemos arcar finaceiramente para vocês, seus vagabundos! Vão trabalhar como nós! Ficam mendigando um salario porque eram terroristas! Eu estudei, viajei, trabalhei, casei e nunca tive nenhum problema com os militares!

    Comentário por Paulo Lima — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:34 am

  7. Por que estes escritores nao escrevem sobre as atrocidades que o Brasil e Argentina e Uruguai fizeram com o Paraguai ai sim iriamos ver a verdade porque esconder isto, nem na sala de aula ensinam a verdade da guerra do Paraguai a covardia com aquele povo tomara que o Presidente Paraguaio denuncie e reviva aquela epoca pedindo tambem indenizacoes

    Comentário por Pedro — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:39 am

  8. Pior que saber que isso aconteceu é saber que estes miseráveis ainda tentam esconder estes crimes e ainda justificá-los. Militares desgraçados, filhos de satanás! A tortura é inconcebíbel e é praticada por sádicos e assassinos da humanidade! Pior que isso??? Acho que talvez apoior outros desgraçados, tais como: Fidel, Hugo Chaves, Ahmadinejad; ASSASSINOS DA HUMANINDADE!!!

    Comentário por VALDSON — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:41 am

  9. NÃO CONCORDO COM TORTURAS, MORTES E MUITA COISA QUE FOI FEITO NA DITADURA, ALIAS SABIAM ONDE ESTAVAM SE METENDO, MAS OS QUE ESCAPARAM SÃO OS QUE HOJE ESTÃO ASSALTANDO, ROUBANDO, E PORQUE NÃO DIZER MATANDO CRIANÇAS, IDOSOS, DOENTES EM FILAS DE HOSPITAIS POR FALTA DE RECURSOS DE TANTA ROUBALHEIRA. OS CRITICOS, JORNAIS NÃO FALAM NADA? SERÁ QUE SE NÃO TIVEMSSEM MATADO TODA AQUELA GENTE HOJE NÃO TERIAMOS MAIS GENTE ROUBANDO.???

    Comentário por LAERTE — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:42 am

  10. Eu fico me perguntando por onde andam esses vermes que torturaram as pessoas naquela época?
    No final, a tal anistia ampla, geral e irrestrita, nada mais foi do que um perdão para esses caras, pois quem lutou contra a ditadura não tinha que ser anistiado de nada pois, não concordar com a ditadura não é crime.

    Comentário por Marcos — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:42 am

  11. Coitadas dessas pessoas pacíficas… lutavam pela democracia, né?

    Comentário por jdeverill — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:42 am

  12. Gostaria de adquirir um exemplar do livro “LUTA, SUBSTANTIVO FEMININO”. Peço gentileza de me informar como proceder. Agradecida. Marisa

    Comentário por Marisa M T Pulga — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:49 am

  13. Mais candidatos ao bolsa ditadura… eu tbm fui torturado, quero minha parte, mais tá acabando. Em 2011 acaba a farra dos terroristas, que queriam transforma isso aqui em uma Albânia ou Cuba.

    Comentário por Claudio — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:51 am

  14. MENTIRA DESLAVADA que a esquerda continua a perpetuar.

    Bem, grávidas, crianças, idosos… tamvém foram torturados, violentados… pelos grupos TERRORISTAS radicias. Esses que pagaram em armas NUNCA LUTARAM contra a ditadura, pelo contrário, queriam derrubá-la para instaurar outro aos moldes da cubana. Para tanto é só pegar os que cada grupo terrorista tinha como lema.

    QUEM DE FATO LUTOU CONTRA A DITADURA NUNCA PEGOU EM ARMA, tinha ojeriza a isso.

    Comentário por Pedro — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:01 pm

  15. provavelmente mereceram pois foram contra a ordem social da época. ficassem em casa e nada disso teria acontecido. obs; do lado da ordem tinha militares e familiares deles que foram torturados tambem. e dai, passou os errados foram os manifestantes contrarios a ordem social da época. fassa-se isso hoje e veja no que vai dr, assaltar sequestrar, roubar e coisas piores

    Comentário por ERNANI — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:18 pm

  16. incrivel; e uma delas é candidata a presidente. por isso queriam poder na época. o que não faz o poder, e tem muitos que se deram bem. não tivessem feito nada e o dia de hoje estaria ai da mesma forma.

    Comentário por ERNANI — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:21 pm

  17. isso é uma vergonha li e me emocionei muito mais que pais é este deveriam ter matado a todos esses canalhas tanto os superiores quanto os que tinha de obedecer a lei ,pois se passavam no abuso.E ai nao eram condenados pois tinha de obedecer ordens faca me o favor.eram piores que bichos e quanto a essas pessoa s em geral que deus abençoe e quanto a esses canalhas que o capeta cuide deles e pode ter certeza que vai cuidar

    Comentário por adriana — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:27 pm

  18. Materia super interessante e necessária. Parabéns e obrigado Altino Machado.
    Esta é a realidade que o povo brasileiro precisa conhecer da nossa história. Tudo isso aconteceu ontem.

    Comentário por Eulelis de Oliveira — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:29 pm

  19. existe quem defenda a volta dessas atrocidades. no Brasil o que é imoral sempre encontra um jeito de ser legalizado

    Comentário por Alceu — domingo, 28 de março de 2010 @ 12:57 pm

  20. O pior é que ainda hoje há quem defenda a ditadura militar no Brasil. Infelizmente grande parte da imprensa hoje instalada no país cresceu sob as bençãos dos militares. É de se esperar que haja um forte apelo golpista contra um governo eleito de maniera legítima, por voto popuplar.

    Comentário por Brasil — domingo, 28 de março de 2010 @ 1:07 pm

  21. Não lí estes livros, objeto desta matéria mas cursei faculdade depois da abertura política e felizmente tive acesso a história do golpe de 1964 e suas consequencias.
    É lamentável que uma matéria desse conteúdo não tenha sequer um comentário.
    Precisamos manter a história viva pra que ela não se repetita.
    Apesar de ser sabido por todos que nossa realidade ainda está longe de ser completamente diferente desta de 1964 às pessoas que contradizem qualquer sistema vigente. Governamental ou paraGovernamental (caso do “poder nas favelas”).
    E ainda… Esta história de “controlar” a mídia sob pretexto de “direitos humanos”, é de arrepiar qualquer mulher que tenha alguma vontade a se opor…
    Obrigada por escrever.
    Espero que os que são bons nisso, nunca percam a coragem!!!

    Comentário por Ana Claudia — domingo, 28 de março de 2010 @ 1:16 pm

  22. Sou contra a tortura de qualquer espécie e nem estou justificando o que o torturadores fizeram, MAS, essas mulheres chamada pelo reporter de “heroinas” nada mais eram que terroristas - estavam portando armas - sequestrando pessoas - assaltando banco - e conspirando contra o sistema de governo - LUTAVAM PARA IMPLANTAR O COMUNISMO NOS MOLDES DE CUBA NO BRASIL.

    Elas não eram “mulheres comuns e não levavam uma vida comum”.

    Quem já ouviu falar da LEI DEAÇÃO E REAÇÃO.

    PS: espero que meu comentário não seja censurado e nem apagado como de outras vezes

    Comentário por Serena — domingo, 28 de março de 2010 @ 1:18 pm

  23. Tenho 53 anos…. tive uma juventude normal… namorei…bejiei…
    dancei…mtos bailinhos… estudei…tblhei… e quando olho p/trás eu vejo que eu podia sair tranquila… voltava em turma dos bailes
    nas madrugadas de SP e no caminho apenas os feirantes montando suas barracas… me sentia segura, por onde eu passava…tinha policiais zelando p/minha segurança… portanto nunca sofri nenhuma agressão… me lembro que qdo era bem mocinha , se ficava no carro a namorar , sempre aparecia um policial p/ver se era menor de idade
    e eu era… pedia op/meu namorado me levar p/casa… na maior educação…. acho que se houve excesso, foi dos dois lados,, cada um lutando p/uma causa… agora sempre me pgto…esses que queriam implantar a ditadura comunista…pgtou aos brasileiros se queriamos esse tipo de ditadura? ditadura é de especie nenhuma….
    os mesmos que estão ai no gov hoje cometeram excessos tbém… e mataram em nome da CAUSA DELES…. e ñ nossa…

    Comentário por adina — domingo, 28 de março de 2010 @ 1:21 pm

  24. Quando queremos entender aonde chegamos, precisamos olhar para o lugar de onde viemos. Quando as pessoas falam de violência, poucas lembram-se de visualizar que muito do horror que vivemos hoje nas grandes cidades, de descaso, de agressões, de bala perdida, de criança sendo arremeçada pela janela, de cartunista sendo assassinado, foi cultivado nestes macabros rituais de dominação afirmados por ideologias fascistas.
    Altino, parabéns por dar visibilidade a esta matéria. Parabéns a todas as mulheres que tem coragem de em vida olharem para as atrocidades que passaram e lutarem contra estas tiranias. Parabéns ao José Bessa Freire pelo texto.

    Comentário por Alê Barreto — domingo, 28 de março de 2010 @ 1:53 pm

  25. Conheci a professora Clari Izabel Fávero em 1969. Foi minha professora de francês.
    Cresci, trabalhei, me estabeleci na vida. Durante muito tempo cheguei a acreditar que ela fora uma vítima dos homens maus de verde oliva que levaram a professorinha meiga e doce. Os anos de vida se encarregaram de dizer que eu sofrera em vão. Gostaria muito de dizer que ela estava errada na época e seria um alívio ouvi-la admitir isto.
    A ditadura militar não era algo de bom e louvável. Fez coisas terríveis e indefensáveis, como torturá-la. Mas ela havia se rebaixado ao mesmo nivel, formando uma célula de agricultores, que planejavam uma revolução no campo para a tomada do poder, usando para isso a luta armada. Deveria saber que haveria reação e que além disso era o elo mais fraco da corrente.
    Ela sabe que a maneira com que ela tentava combater não era a melhor prática. Dissimulava muito bem e até ajudava o professor Attilio Ortigara a promover as sessões cívicas que nada mais eram do que exaltação à ditadura militar. Sabia que o professor era o homem de ligação do regime militar, uma vez que indícios de células em Cruzeiro do Oeste, Foz do Iguaçu, Vera Cruz do Oeste e Colonia do Rio Picuá já eram de conhecimento do exercito naquela época.
    jEla era uma pessoa doce na sala de aula, mas utilizava de métodos que não ousaria ensinar aos seus alunos na sala de aula, para combater um suposto inimigo, os militares.
    Hoje vemos que nosso pais corre sérios riscos, porém são justamente aqueles que ela ajudou que tomaram conta do país e promovem uma das maiores bandalheiras que este pais tem noticia em sua história.
    Para que ela fosse coerente seria hoje necessário ela admitir publicamente o seu erro e começar nova luta, desta vez contra pessoas que estão realmente fazendo a bandalheira no pais.
    Ela como eu foi uma vítima das circunstancias.
    Talvez ela voltasse a ser a “Meiga Professora de Francês” …

    Comentário por Pedro André — domingo, 28 de março de 2010 @ 5:51 pm

  26. Morava em uma pequena (na época) cidade do interior e estudava o Ginásio à noite nos anos 66-67, alias tentava, pois sempre “alguém” que desligava as luzes era deixando o prédio na maior loucura e quando acendiam os alunos já haviam ido embora.
    Ate que um dia pessoal do Dops pegou o “brincalhão” com a mão na botija.
    Quebraram algumas costelas do dito cujo e bem>>>.. Não sei mais.
    O “cidadão” desapareceu assim como tinha aparecido na cidade.
    Ate que o cara deu sorte, pois já havias pais de moças que o procuravam pesando tratar se de alguém que fazia bagunça só para passar a mão boba em filhas de família= Os zelosos pais ia linchá-lo.
    Obrigado.

    Comentário por amorim tupy — domingo, 28 de março de 2010 @ 8:18 pm

  27. PARABÉNS A TODAS ELAS , GRANDES MULHERES .

    DITADURA DE 31-3-1964 UMA DESGRAÇA HUMANA
    EM TODOS OS SENTIDOS …

    PORÉM , NÃO SE ESQUEÇAM QUE ISTO ACONTECEU
    COM MILHARES DE MULHERES E HOMENS NA ANTIGA REPUBLICA
    SOCIALISTA SOVIETICAS , ACONTECEU E ACONTE A MILHARES DE
    MULHERES NA CHINA , NO VIETNÃ DO NORTE , EM CUBA ONTEM
    E HOJE - BASTA SER FILOSOFICAMENTE CONTRÁRIO AO REGIME
    É PRESO É TORTURADO É MORTO - E É SUMIÇO A TODA HORA .
    O GRANDE MAL OS DIREITA E ESQUERDA SÃO IGUAIS QUEREM
    O PODER E PROTEGEM SEUS FAMILIARES ( EMPRESARIO LULINHA) OS SEUS AMIGOS E OS AMIGOS DOS AMIGOS , O RESTO
    PORRADA …
    CUIDADO COM OS SOCIALISTAS QUE SÃO CONTRA A LIBERDADE
    DE IMPRENSA E DE PENSAMENTO , MUITO CUIDADO …

    Comentário por EX- SOCIALISTA — domingo, 28 de março de 2010 @ 11:27 pm

  28. A DITADURA MILITAR É UMA P´GINA NEGRA NA HISTÓRIA DO BRASIL.A FUNÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS É SALVAGUARDAR A BANDEIRA E O TERRITÓRIO E NÃO SE METER EM POLITICA.

    Comentário por LUIZ CHARBEL DA ILHA DE GUARUJÁ — terça-feira, 30 de março de 2010 @ 12:36 am

  29. 1 DE MAIO DE 1968 O MUNDO FAZ A INTIFADA E LUTA PELA LIBERDADE ,WOODSTOCK LIVERPOOL PARIS PRAGA MILÃO VARSOVIA RIO ,SANTOS , SÃO PAULO BRASIL….

    Comentário por LUIZ CHARBEL DA ILHA DE GUARUJÁ — terça-feira, 30 de março de 2010 @ 12:39 am

  30. DILMA NA CABEÇA E O ENTREGUIMO DA NAÇÃO POR SERRA ESQUEÇA

    Comentário por LUIZ CHARBEL DA ILHA DE GUARUJÁ — terça-feira, 30 de março de 2010 @ 12:42 am

  31. ACUSAM DILMA ESQUECEM QUE SERRA FOI EXILADO

    Comentário por LUIZ CHARBEL DA ILHA DE GUARUJÁ — terça-feira, 30 de março de 2010 @ 12:43 am

  32. o que é isso aqui? um espaço de extremas direita ? que ainda sonham com um regime militar de novo ? não entendi.

    joão

    Comentário por joao carlos — domingo, 4 de abril de 2010 @ 10:52 pm

  33. o consulado americano pratica atos de terrorismo ingerenciando o litoral paulista com acusações

    Comentário por luiz charbel da ilha de guarujá — sexta-feira, 30 de abril de 2010 @ 12:16 am

  34. Quem são e por onde andam atualmente esses torturadores e responsáveis pelo golpe de 64? Tem alguem conhecido ou que na política hoje em dia?

    Comentário por Nelson Cardoso — terça-feira, 2 de novembro de 2010 @ 10:48 am

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