Pesquisadores da UFAC coletam fósseis de jacarés gigantes na BR-364
Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC) coletaram, na margem direita da BR-364, no município de Feijó (AC), fósseis de dois jacarés. Apesar de bastante danificado, o primeiro fóssil foi identificado como sendo ramo mandibular do grande jacaré Purussaurus brasiliensis, o maior jacaré do planeta.
A equipe também localizou nova evidência fóssil que de imediato foi atribuída a outro jacaré, contudo, sem possibilidades de identificação mais precisa. Ambas as peças foram transportadas para o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Ufac.
Após estar tecnicamente preparado, estudos preliminares já realizados no LPP permitem afirmar que o segundo material é do gênero Mourasuchus nativus. A espécie pertence à família Nettosuchidae, que são crocodilos endêmicos da América do Sul.
Possuem um crânio largo, longo e relativamente achatado, características estas que os diferenciam de qualquer outra forma de jacaré atual.
O primeiro fóssil deste gênero foi encontrado nas barrancas do rio Juruá, no Acre, e foi descrito para a ciência por L. I. Price, em 1964. Atualmente, já foram encontrados representantes da família Nettosuchidae na Argentina, Colômbia e Venezuela.
O paleontólogo Jonas Souza Filho, ex-reitor da UFAC, especialista neste grupo de répteis, coordenou o trabalho de coleta dos fósseis em Feijó.
- O Mourasuchus é um “curioso” jacaré também de grandes dimensões, contemporâneo de Purussaurus. Ele viveu durante o Período Mioceno Superior/Plioceno na Amazônia Sul-Ocidental, entre 5 e 8 milhões de anos. Endêmico da América do Sul, este jacaré fóssil não possui representante na fauna atual do planeta, estando extinto desde o Período Plioceno - explica.
As características anatômicas deste gênero de jacaré estão marcadas, segundo Jonas Souza Filho, pela presença de um crânio muito longo e largo, exageradamente achatado, com uma dentição numerosa, com cerca de 50 dentes e cabeça com aspecto de um “bico de pato”.
- Estas características os diferenciam de qualquer outra forma de jacaré até então conhecida - assinala o paleontólogo.
A BR-364, em toda sua extensão, é rica em fósseis que vêm sendo estudados desde os 1980 pelos pesquisadores da UFAC.
Eles encontraram, ainda, o fóssil de uma tartaruga mata-mata, originária da América do Sul, que vive especificamente na região amazônica. A carapaça fóssil mede mais de 2 metros de diâmetro. O nome científico da mata-mata é Chelus fimbriatus, que significa Tartaruga franjada ou ornamentada.
Jonas de Souza Filho, que está realizando pós-doutorado na Universidade de Brasília, até março 2010, neste momento encontra-se no Acre para fazer parte final de campo.
Entre suas propostas está a elaboração de um livro científico sobre jacarés fósseis do Acre e outro, infantil, sobre o Purussaurus. No livro infantil ele quer contar uma história tão real quanto fictícia sobre o nosso maior jacaré do mundo.
- Quero colocar ou começar a colocar o Purussaurus no seu devido lugar, isto é, junto com o mapinguari e outros da nossa cultura regional e nacional.
Conheça os principais fósseis do Acre
Purussaurus - É o maior predador da Amazônia. O crânio do grande jacaré foi coletado pela equipe do LPP em 1986, no Alto Rio Acre, a montante do município de Assis Brasil. O crânio mede 1,30 metros e o animal deveria ter o comprimento total de 12 metros, sendo que alguns indivíduos poderiam alcançar até 18 metros. Habitaram o Acre entre 8 e 5 milhões de anos, o que corresponde às épocas geológicas Mioceno Superior-Plioceno. Foram encontrados diversas peças de crânio e pós-crânio desse gigantesco jacaré em vários sítios fossilíferos do Estado. Sua existência não está restrita apenas ao Acre, pois foram encontrados fósseis de Purussaurus também na Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela.
Mastodonte - Foram animais semelhantes, inclusive em tamanho, aos atuais elefantes. Distribuíam-se por toda a América do Sul. Apresentavam presas recurvadas, muito desenvolvidas, que poderiam chegar até a um metro e meio de comprimento. Os lábios superiores se transformaram em uma tromba de movimentos precisos. Eram herbívoros e alimentavam-se de brotos, arbustos, folhas e capim. Possuíam dentes de crescimento contínuo.
Toxodontes - Foram animais semelhantes aos hipopótamos atuais. Esses animais são de origem sul-americana e habitaram esse continente por quase toda a Era Cenozóica. Apresentavam pescoço curto possante e atarracado que poderia atingir facilmente a grama. A bacia é larga e os pés e mãos são volumosos. Possuíam uma corcova bastante pronunciada que se iniciava no nível das patas anteriores onde as vértebras tinham uma enorme projeção superior. Suas características corpóreas coincidem com aquelas de animais de hábitos semi-anfíbios. Eram herbívoros e alimentavam-se de arbustos, folhas e capim. Uma mandíbula quase completa foi coletada em Assis Brasil, no Alto Rio Acre.
Preguiça gigante - As preguiças gigantes foram animais terrícolas ao contrário das preguiças atuais que são arborícolas. Tiveram sua origem na América do Sul e através da América Central chegaram na América do Norte. Os animais maiores poderiam atingir até seis metros de altura. Caminhavam lentamente apoiando-se sobre os lados dos pés e das mãos. Apresentavam o corpo recoberto por pêlos e possuíam uma garra a mais que as preguiças atuais. A maioria das espécies de preguiças gigantes alimentavam-se de gramíneas e folhas, e algumas espécies utilizavam a cauda robusta e musculosa, além dos pés, para formar um tripé e assim alcançar os ramos e brotos mais altos das árvores. Ramo mandibular esquerdo, com alvéolos foi coletado no Alto Rio Juruá, no Acre.
Hesperogavialis sp - Os gavialídeos são jacarés caracterizados por um rostro bastante alongado que se alimentam basicamente de peixes e pequenos anfíbios. Atualmente, dentro da família Gavialidae, existe apenas uma espécie vivente, o Gavialis gangeticus, na Bacia do rio Ganges e Burma na Ïndia (Continente Asiático). Como fósseis, os gavialídeos têm sido encontrados na América do Sul, em particular no Acre. São formas bem maiores que as atuais.
Podocnemis sp - A carapaça deste grande quelônio de água doce foi coletada nas barrancas do alto rio Acre, Município de Assis Brasil, fronteira Brasil/Bolívia/Peru em 1982 e, desde então, encontra-se depositada no LPP.
Stupendemys - É o maior quelônio de água doce que se conhece. Viveu na América do Sul, mais especificamente na Amazônia. Pertence ao grupo dos quelônios que retraem o pescoço lateralmente. Provavelmente passavam o dia tomando sol nas margens de rios, dando mergulhos periódicos para alimentar-se de pequenos crustáceos, peixes e plantas. Contudo, nem sempre a vida desses quelônios era sossegada, pois nessa época habitava a região amazônica enormes jacarés, como o Purussaurus, que certamente foram seus maiores predadores. Fóssil da cintura pélvica foi coletado no Sítio Cachoeira do Bandeira, no rio Acre.
Conheça o LPP
O professor Edson Guilherme faz uma breve apresentação do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da UFAC, que possui acervo com 5.000 peças fósseis.
Muitas são peças únicas no mundo, tendo revelado para a ciência uma série de novos gêneros e espécies de animais vertebrados que viveram na Amazônia nos últimos 8 milhões de anos.




O termo arqueologia, usado erroneamente no título da notícia no portal terra, refere-se apenas a estudos relacionados a hominídeos. O termo paleontologia seria o correto.
Comentário por Leandro — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:20 am
Existe alguma teoria que explique porque a fauna, e em parte também a flora, “diminuiu” de tamanho na era atual?
Comentário por Monika — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:23 am
Resposta a pergunta da Monika:
A diferença de tamanho se deve a quantidade de oxigênio disponível na atmosfera, que era muito maior do que os dias de hoje.
Comentário por Felipe — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:32 am
ISbrilha muctho no corintz
Comentário por Ronaldo — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:37 am
Agora tá certo…o bom da Internet é q a interatividade…corrigiram na hora…hehehe.
Comentário por Luis Felipe — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:38 am
Adorei ter tido a oportunidade de ser informada com mais detalhes a respeito da nossa riqueza no aspecto da Fauna brasileira.
Isso é maravilhoso!
Muito obrigada professor Edison Guilherme pela aula de história nacional relacionada à Fauna brasileira, antepassada e atual. Lindo demais!
Gostaria de sugerir aos devidos legisladores que essa história deveria ser apresentado às crianças/adolescenes de todas as escolas por seus professores.
Comentário por Martina — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:44 am
CARAMBA! O ACRE REALMENTE EXISTE!
Comentário por JOnas — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 11:52 am
@Felipe
Felipe então com o derretimento das calotas polares e um aumento de oxigenio no ar os bichos vão ficar maiores como antes? (ou não tem nada haver?)
Comentário por Carolzinha — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:00 pm
Olha o tamanho do jacare…isso eh ficçao..eh claro q o acre nao existe!!!
uahuhauhaa
zueira…boa materia….
sobre a teoria do tamanho dos animais….lembro q tem algo relacionado tambem a facilidade de sobrevivencia de especies mais pequenas(busca de alimentos, moradia-proteçao etc) ai junta seleçao natural…
sobre essa do oxigenio…nunca ouvi….mas…
Comentário por xD — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:09 pm
Não, carolzinha, a sua ignorancia é que vai ficar maior.
Comentário por Ludovico Patus — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:26 pm
Gostaria de saber se a Petrobras esta fazendo pesquisas no local, a região deve ser rica em fosseis, deve haver petrólio e gás.
Comentário por Claudio — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:26 pm
Os seres vivos reduziram-se de tamanho devido às glaciações, pois um corpo pequeno é bem mais eficiente em matéria térmica. É muito mais fácil esquentar uma extremidade que esteja a 20 cm do coração que uma que esteja a 2 metros.
Por isso, os animais tiveram redução de tamanho, pois eram mais aptos então os menores indivíduos de cada espécie.
Comentário por Diego — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:29 pm
Interessante… Tem fundamento esse assunto do oxigênio no passado era em abundância por isto os animais eram grandes, normalmente as pessoas que possuem narina grande a cabeça dela tambêm é grande… incrível a ciência!
Comentário por Vitor Padovani — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:32 pm
gostei muito da matéria
obs:o combustível fóssil nessa região deve ser abundante
Comentário por enzo — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:46 pm
Toda a notícia é falsa, afinal de contas todos sabemos que o Acre não existe!!!
Comentário por Thiago S — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:57 pm
os animais diminuiram de tamanho por causa da diminiução da oferta de alimentos e por caussa da radiotividade que causou mudanças genéticas.
Comentário por marvin — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 12:58 pm
Respondendo a Jonas em relação que o Acre existe, existe sim amigo e é um estado maravilhoso, rico em flora e fauna, lugares lindos e exóticos para se conhecer. Dou um conselho a vc, vá conhecer o Acre, vc vai amar.
Comentário por cristina — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:00 pm
bom trabalho pessoal!!!! legal saber que aqui no brasil tem gente trabalhando em pesquisas deste nivel!!
Comentário por Toni — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:04 pm
Caramba o Acre existe mesmo! :O
Comentário por Juninho — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:08 pm
Tambêm é interessante… Tem fundamento esse assunto do coração aquecer mais o corpo quando o mesmo é pequeno, inclusive, tá explicado o porque de ninguém ter visto enterro de anão… incrível a ciência!
Comentário por Vitor Padovani — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:12 pm
imaginei !!!!
Comentário por zina!!! — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:17 pm
Essa reportagem e mto massa!!!
Comentário por eu mesmo — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:18 pm
Caro Diego, interessante, então, ser vivo que possui corpo pequeno sobrevive mais tempo dos de corpo grande, devido o coração aquecer. Por isto então que nunca vimos enterro de anão?
Comentário por Gutemberg — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:23 pm
Ao “amigo” Jonas,
Aconselho ao amigo que antes de tentar qualquer gracinha consulte literatura a respeito ( no caso um mapa do Brasil ), de modos a evitar passar por ignorante.
Comentário por Acreano — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:26 pm
Srs!
Todas essa teorias são muito lindas, más não servem para nada se não confiarmos no controle total das coisas por “Deus”.
Sem lermos a Bíblia, ficamos tentendo explicar o que estamos fazendo aqui e o por que de todas as coisas. Se connhecermos a plalavra de Deus (Bíblia), vamos entender o porque de tudo e o que Ele quer de nós. Não percam mais tempo, busquem a Deus enquanto se pode achar.
Que “Jesus” vos iluminem.
Comentário por Granville — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:26 pm
gostaria de saber , se tem fundamento uma coisa dessa inacredital. coisa da natureza!
Comentário por henrique — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:27 pm
EU LÍ UM LIVRO DISENDO SOBRE ANIMAIS , EU QUERIA SABER COMO UMA PESSOA , A ORELHA CRESCE E UM CORPO DE UM ANIMAL DIMINUI, EU QUERIA SABER SE ISSO PODE ACONTECER E COMO CAUSA ISSO.
Comentário por henrique — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:33 pm
POWW ESTOU ESTERANDO RESPOSTA!!!!!
Comentário por henrique — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:39 pm
A respeito do que disseram sobre a quantidade do oxigenio favorecer o tamanho do animal. Isso é com relação ao insetos! Que possuem um sistema respiratório difrente.
Comentário por Carlos — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 1:48 pm
O Acre existe sim, se não me engano ele fica no Perú.
Comentário por Joanildo — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 2:05 pm
Falar sobre crescimento dos animais e da orelha, tbm é campo da Paleontologia?
Então eu queria saber prq o pinto rex do meu namorado cresce toda vez que ele me ver.
Isabela
Comentário por Isabela — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 2:06 pm
Respondendo ao misterioso XD (Xuxa Desenganada)>Olha Dna.
Xuxa,quem não existe é você!
Comentário por Rock Smith — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 2:27 pm
Ki mentira, so acredito vendo. essa foto ai ta mais para uma carne temperada do q para jacare gigante
Comentário por alex — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 2:40 pm
realmente…cabeça grande é sinonimo de nariz grande….tudo a ver..oxigenio, nariz, cabeça…esqueci de alguma coisa??
Comentário por Marcio — segunda-feira, 30 de novembro de 2009 @ 2:47 pm
O fato dos animais terem diminuido tem haver com a oferta de oxigênio sim, mas isso não tem haver com o período glacial nem com temperatura.
Quanto aos animais do plioceno/pleistoceno ainda não se sabe o porque dos grandes animais terem desaparecido.
é o Acre existe.
Comentário por Rodrigo l — sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 @ 6:38 pm
alguen podi me ajudar descobrir do que é essi fosseo que encontrei no mar , podi ser besta mais nao consigo descobrir de geito nenhun . valeu aewww …
Comentário por leandrooo — domingo, 10 de janeiro de 2010 @ 8:47 pm
é un cranio.. pareçido com um peixe mais nunca vi peixe com 2 dentes pontudos… e com cara de um dragaoooo kkkkkkkkkkkkk …to perdido akiiii shuahsuahuahs
Comentário por leandrooo — domingo, 10 de janeiro de 2010 @ 8:50 pm