O povo guarani não será varrido da face da terra
POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE
Polícia, cadeia, tribunal, juiz, código penal, latinorum. Essas instituições raramente punem crimes cometidos contra índios. Por isso, os Guarani não confiam na justiça dos brancos. Conhecidos como os ‘teólogos da floresta’, só acreditam na reza - porahei, de onde tiram sua força e organização. Diante do altar numa casa da aldeia Pirajuí (MS), eles tocam o som agudo do mimby - um instrumento de sopro, dançam jeroky e entoam cantos sagrados, repetindo milhares de vezes, sem parar, como numa ladainha:
- Ore roimé nderehe’y! Ore roimé nderehe’ym…
Significa em português: “Nós sentimos falta de você”. A reza é feita numa língua que os desembargadores ignoram, mas que Nhanderu (Nosso Pai) entende muito bem, porque o guarani é a língua da fé, própria para rezar, cantar, louvar. Na reza, eles conversam com Nhanderu e com o espírito dos professores guarani - Rolindo Verá e Genivaldo Verá - assassinados por pistoleiros em Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai.
A ausência dos dois professores foi sentida na Primeira Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada de 16 a 20 de novembro em Luziânia, na periferia de Brasília, quando foram homenageados com um minuto de silêncio por mais de 700 participantes que discutiram a organização de um sistema educacional responsável, hoje, por 2700 escolas indígenas em todo o Brasil. Numa delas, com 480 alunos, as crianças sentem falta de seus dois professores e também rezam: Ore roimé nderehe’ym.
A última lição
Por que índios armados apenas com giz e apagador são assassinados? Fiz a pergunta ao professor guarani Avá Guyrapá Mirim, presente à Conferência. Ele era amigo de Genivaldo e Rolindo e colega deles na Escola Municipal Adriano Pires. Contou que no dia 29 de outubro os dois integraram o grupo que tentou retomar a terra indígena Tekoha Ypo’i, onde estão enterrados seus avôs, e que hoje, com o nome de Fazenda São Luís, está ocupada pelo fazendeiro Firmino Escobar. Essa foi a última aula que deram.
Com essa aula, ensinaram uma lição escrita com o próprio sangue: os índios devem lutar por seus direitos. Cerca de 3.000 guarani vivem hoje encurralados na aldeia Pirajuí - uma pequena área de 2.118 hectares. Por isso, há dois anos, reclamaram na Justiça a posse do território ancestral, que lhes foi roubado. Mas o processo não andou, porque os fazendeiros ameaçaram os técnicos da FUNAI, encarregados dos estudos exploratórios de demarcação, e também por pressão do governador do Estado, André Pucccinelli (PMDB - vixe, vixe!).
A entrada dos guarani na área indígena ocupada pela fazenda visava justamente acelerar o estudo antropológico, que representa a única forma de evitar os conflitos, porque é ele que vai determinar quais são as áreas indígenas e quais não são. No entanto, pistoleiros expulsaram os índios: “Eles chegaram atirando balas de borracha. Derrubaram a gente no chão, bateram, chutaram, gritando: Aqui não é terra de bugre, essa terra tem dono”.
Impedidos assim de reverenciar seus mortos, lá enterrados, os guarani se dispersaram na mata. Quase todos retornaram à aldeia Pirajuí, com ferimentos e hematomas no corpo. Menos os dois professores, que desapareceram. No dia 7 de novembro, o cadáver de um deles, Genivaldo, foi encontrado no córrego Ypo’i, enroscado ao galho de uma árvore, com duas perfurações no corpo. O outro, até hoje, não foi localizado.
Os índios encaminharam documento ao Ministério Público Federal (MPF), divulgado ontem, dia 21, na comunidade virtual ‘literatura indígena’, pelo guarani Chamirin Kuati Verá, denunciando “a violência armada dos fazendeiros” e indicando ao procurador Thiago dos Santos de Luz os nomes dos criminosos: Joanelse Pinheiro, Toninho e Blanco. Enquanto aguardam a resposta, cantam e rezam: Ore roimé nderehe’ym.
A despedida
Quem contou tudo isso foi Avá Guyrapá Mirim, na conversa que mantivemos durante os intervalos da Conferência Nacional de Educação Indígena em Luziânia. Ele pediu que não fosse publicado seu nome em português, para evitar represálias. Deu mais informações.
Genivaldo, 21 anos, casado, pai de um filho, ensinava informática. Seu primo, Rolindo, 28 anos, com quatro filhos, era professor da quarta série. Ambos estavam concluindo o Curso Ará Verá de Magistério Guarani-Kaiowá. Suas respectivas mulheres estavam em adiantado estado de gravidez. Um dia, visitaram com elas as sepulturas dos avôs, dentro da fazenda, e começaram a sonhar em recuperar a terra para lá viverem com suas famílias. Uma das filhas de Rolindo, de dez anos, acompanhou o pai na visita ao túmulo do avô e na retomada da terra.
Numa mensagem escrita numa folha de caderno, em português, sua segunda língua, Rolindo se auto-definiu: “Eu sou índio guarani, uma pessoa de muitas perguntas, gosto de ouvir os mais velhos, os conselhos, as histórias das vidas que as pessoas idosas levaram na época que os fazendeiros chegaram no lugar em que elas habitavam. Para ser feliz hoje, tudo estes pensamentos que é a nossa realidade deve ser registrado ou feito no papel para que as crianças possam pelo menos ouvir, relembrar ou até mesmo conquistar”. A frase faz parte de um banner denunciando sua morte.
Seus colegas professores Guarani Kaiowá escreveram uma mensagem de despedida, lida na Conferência, na qual dizem: “Os dois desapareceram. Não viverão nas terras que queriam viver, não vão mais fazer roça para alimentar seus filhos, não vão mais educar suas crianças, não vão mais dançar quaxiré (ritual de festa Guarani), não vão fazer novas rezas, não vão ser tamõi (avós). Não verão a lei se cumprir. Porque ela demorou muito, muito mais que a bala que tirou a vida deles”.
O silêncio
O que ainda surpreende é o silêncio espantoso, quase cúmplice, da mídia de circulação nacional, tanto sobre o assassinato dos professores guarani, quanto em relação à Conferencia Nacional de Educação Indígena, que desenhou as diretrizes para as escolas indígenas, num evento em Brasília, aberto pelo ministro da Educação Fernando Haddad, com a presença de centenas de índios, falando dezenas de línguas diferentes. Se isso não for notícia, eu não sei o que é jornalismo.
A Conferência aprovou a criação dos chamados ‘territórios etnoeducacionais’, que reorganiza a educação escolar bilíngüe e intercultural em novas bases, respeitando a territorialidade dos povos indígenas. Quanto ao território guarani, vale a pena transcrever as palavras de Ava Guyrapá Mirim, encerrando nossa conversa:
“Vamos continuar a luta pela terra, isso já está no nosso espírito, achamos força na reza, na dança, no canto. Nossa esperança maior agora é Nhanderu, que vai nos orientar e dar força para recuperar a terra. Os dois morreram, mas o sonho dos guarani não desaparece jamais”.
O Brasil generoso e solidário precisa manifestar sua indignação, exigindo a punição dos criminosos e apoiando a luta dos guarani pela recuperação de suas terras. As vozes do Brasil solidário precisam sufocar a truculência do outro Brasil: o Brasil covarde, o Brasil indiferente, o Brasil cínico, o Brasil omisso, o Brasil que continua a tratar a população indígena de forma colonialista.
Conforme informações de Ava Guyrapá Mirim, oito dias depois do assassinato de Rolindo, sua mulher, grávida, pariu um filho. Uma semana depois, foi a mulher de Genivaldo quem deu à luz uma criança. Os dois órfãos, ainda sem nome, trazem uma mensagem de esperança, de que o povo guarani não será varrido da face da terra.
♦ O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .
Foto: Francisco Edviges

É a maldita linha editorial jornalística que não passa de censura prévia, sinal mais de ditadura do que de democracia, que só serve para desinformar leitores e manipular a opinião pública. Não vejo sentido na tal Linha Editorial, deveria ser considerada uma transgressão ao Código de Defesa do Consumidor, pois os leitores são consumidores de informações, e à Consituição, pois fere a liberdade de expressão e o dever de informar e o direito à informação, ambos direitos fundamentais. A Linha Editorial jornalística não comunica, apenas trumbica, espalha boatos, cultiva preconceitos e destrói reputações.
Comentário por Evelin Olívia Fróes — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 12:07 pm
sou aluna do curso de historia , após ler este artigo mais uma vez vem a sensação de indignação, em saber que nossos governantes não respeitam os verdadeiros donos da terra, pois se a terra tem um dono , os donos são eles os indios , que aqui estavam muito antes de nos a invadirmos, e como diz uma sabia frase indigena, só se dara valor a terra quando a ultima arvore for derrubada e o animal Homem perceber que dinheiro não se come. E que o povo indigena continue lutando pelo seus direitos, mas não contem com a midia pois esta em nosso pais é vendida e só divulga o que lhes é de interesse e o que da ibope.
Comentário por nilza — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 12:48 pm
Acho que já chega de tratar os índios como coitadinhos. Lei para eles! Se matarem, que sejam presos. Que trabalhem e ganhem seus sustentos!
Chega de vagabundos!
Comentário por Heron — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 1:14 pm
meu caro guerreiro,
aprendi sua cantiga nos tempos de roça na barranca do Rio Paraná, nos anos 1980. Nao sou branco de alma e coraçao, nao sei se sou negro, escrabo, operário ou indío. so sei que a questao nao está na cor da pele, mas sim no acesso ao dinheiro, propriedade e universidade, cultura e edicaçao.
sou formado em direito, filosofia, economia e ciencia e política, descendencia alema, mas falo alguns fonemas em tupi-guarany, alemao, espanhol e ingles. adoro saber que o povo guarany está vivo, ainda que um dos 7 povos das missoes localizado no RS, quando indagado do nome, ao em vez de chamar-se de Tuarajú, ou outro Tupak Amaru, se chama Jose, Antonio ou miguel, infliencia negasdta dos Jesuitas. Acho que o povo guarany é dono do Brazil e de muito deste continente, ainda que tenhamos que discutir as razoes da liquidaçao parcial da civilizaçao…
adorei a bandeirqa asteada, eu quero cantar junto, conte comigo…
Comentário por ivo jose kunzler — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 1:55 pm
Até pensei não escrever nada, mas porque omitir o que realmente, penso e sinto, a respeito desta barbarbaridade. Enquanto o sapo barbudo anda galanteando o filme da sua vida, e assaltante de banco e quadrileira, inchada dentro do poder e querendo ir fazer discurso sobre o apagão, procupada com sua eleição. A segurança brasileira e indo cada vez mais ao descabro, bandidos fazendo todos nós de refém, vivemos trancafiados em nossas casas, e ainda somos usados por estes bandidos que ocupa o poder, para acenssão usando nossa ignorancia de conhecimneto da estória de seus passados. Dinheiro nos cofres públicos não falta para o investimento em nossa segurança e dos popres povo indígina, esperamos justiça pela destes jovens indios e isto repercute mesmo sendo uma vergonha para nós, que o mundo venha saber, que as autoridade investigue a finco, esta barbaridade, e vejamos se não tem aí a conivência políca daquele estado e pena que cai no esquecimento estas e outras atrocidades como o caso do Chico Mendes.
Comentário por Mário Xavier — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 2:00 pm
É o seguinte, da uma passadinha nas estradas de terra de Rondônia por exemplo ; você vai ver o que é indio de pick-up e cobrando taxas para passar por la . Caso não colabore ha riscos até de morte. Chega dessa merda o Brasil ja tem 500 anos pelo menos,,vamos colocar pingos nos is, e Lei pra todo mundo e chega de Hipocrisia…!!!
Comentário por Sb — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 2:36 pm
Pelos comentários de alguns aqui, não resta a menor dúvida de que o primitivo é o homen “branco”
Comentário por joao sal — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 3:46 pm
Infelizmente, os índios (não são todos, mas grande maioria) se consideram brancos quando lhe interessam ser brancos: na hora de ter celular e caminhonete do ano!
E se consideram índios quando cometem algum crime e querem ser considerados inimputáveis ou quando têm alguma vantagem em jogo.
Já vi um índio cinta-larga (isso mesmo, daquela tribo que matou quase 30 garimpeiros em Rondônia) dizer que recebe R$ 800,00 (isso mesmo, oitocentos reais!) por cada filho que ele tem. É uma ajuda do governo! Um incentivo!!! Ele me confidenciou que a sua intenção é ter um filho por ano! (ele já tinha 6, o que já dava R$ 4800,00 livre por mês!!! Valor muito acima do que a grande maioria dos trabalhadores brasileiros recebe!!!).
Detalhe que eu o vi gastando com garotas de programa!
Como disse outra pessoa aqui, chega de hipocrisia! Os índios têm direitos sim, mas não estão acima da lei: tem que ser punidos quando cometem crimes comuns, sem essa palhaçada de falar que não conhecem a lei dos brancos! Na verdade eles sempre conhecem quando lhe convêm!
Comentário por MARCEL — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 4:28 pm
Enquanto os indios não forem tratados como todos os demais brasileiros, não venham com conversa fiada. Se não respondem por seus crimes, tambem não contem com nossa condescendencia. No dia em que agirem dentro da lei, sem acobertamento dos imbecis da FUNAI, serei o primeiro a defende-los, enquanto isso não acontece, não terão apoio popular. Sera que o governo e o mundo não vê que essa é a verdadeira causa da falta de apoio aos indios? Cadeia nos indios criminosos! Direitos aos corretos!
Comentário por João — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 6:20 pm
A Mídia omite a verdade. A mídia é comercial e antiética, o dia que os povos indígenas se mostrarem lucartivos ao capital financeiro eles estarão na mídia.
Comentário por Carlos — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 8:23 pm
Infelizmente tem uns comentários de gente que não sabe nada. Absolutamente nada do Brasil real. Gente retardada que discrimina os índios. E assim deve fazer com outros povos também.
Realmente os índios não são coitadinhos. Assim como os negros, os homossexuais, os deficientes. Eles lutam por seus direitos assim com qualquer pessoa sensata.
Na região norte do Brasil tem índios andando de pick-up zero sim. E cobram pedágios nas estradas em suas terras mesmo. E daí? Se eles tem dinheiro pra comprar pick-up e porque trabalharam e conseguiram. Tiraram o sustento da terra. Os pedágios também são uma forma de proteger as terras de invasores.
Não e porque são índios que eles devem andar sem roupa. Não ter um celular. Ou um carro. Uma casa que propicia boa higiene. Uma TV ou um computar. Preservar a cultura não significar estar igual há 500 anos atrás.
Os índios estudam, trabalham e tem seu próprio dinheiro. E ele faz o que bem entender desse dinheiro.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, os gaúchos preservam suas tradições. Mas nem por isso eles andam o dia inteiro em trajes tipos da época da revolução farroupilha. Eles não moram em galpões de madeira. Mesmo no dia-a-dia encontrando alguns, em trajes típicos isso não significa que são todos os gaúchos assim.
Outro exemplo são os japoneses. Eles mantêm a tradição. Mas não vivem como há um século atrás.
Outro, e como um jogador de futebol que veio da periferia. Quando começa a ganhar dinheiro com seu talento ele compra uma casa, um carro importado. Ele faz o que bem entender com o dinheiro. Desde que não prejudique ninguém.
E pra quem não sabe tem muitos índios que integram as Forças Armadas brasileira. Esses índios que estão lá defendendo as suas famílias e as dos fazendeiros que querem as terras indígenas.
E só lamento ver a grande mídia nacional só falar coisas que interessam aos grandes empresários.
E lamento por termos no Brasil tanta gente que desconhece sua própria terra. E que se passa por ela. Essas pessoas não têm desculpas de que e mal informada pela mídia. Porque outros meios de informação existem. E quem quer informação vai atrás. Não sou índio e nem trabalho com índios. Mas tenho o prazer de ter amigos índios e ter morado em uma cidade perto de aldeias.
Deixem um pouco de lado a cultura carioca e vão conhecer o interior do Brasil que tem muito a ensinar.
Comentário por Eu — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 9:39 pm
Sinceramente, do fundo do coração, morro de pena do Marcel e do João. Acho que eles estão sendo sinceros em seus comentários, o que aumenta ainda mais minha pena deles pela ignorância que manifestam - ignorância não no sentido de burrice,não é o caso, mas de desconhecimento - da questão indígena. Fazem um discurso rancoroso sobre os índios, o mesmo discurso boçal que foi construído por pessoas, que diferentemente do Marcel e do João, lucram e ganham com isso. É isso ai. Vamos discutindo.
Bessa
Comentário por José R. Bessa — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 9:54 pm
Os indios como brasileiros legitimos devem receber mais respeito que grupos que vieram de fora.Foram os primeiros escravos nao se fala nesse assunto.Praticaram genocidio contra eles e os governos nunca se importaram.Se estao marginalizados e por falta de politicas de apoio.
Comentário por lourisval queiroz — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 10:33 pm
indio,sem terra,sem teto=safadeza,malandragem,lavagem de dinheiro ,desemprego precisamos dar serviços e nao tirar
Comentário por tuca — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 10:43 pm
1o”Cerca de 3.000 guarani vivem hoje encurralados na aldeia Pirajuí - uma pequena área de 2.118 hectares”
José Ribamar.. 1 Hectare são quantros metros mesmo?
Acho que é 10.000 metros quadrados não é? Multiplica ae pelo tanto de hectares que você falou, depois faz uma comparação com a população brasilieira, isso da em torno de 150x maior o numero de pessoas por km quadrado, ou seja, é muito mais espaço que um brasileiro comum recebe, é praticamente da área de um pequeno fazendeiro comercial em relação com um brasileiro pobre que vive em pequeno cubo.
2o Quando um indio mata algum branco, negro ou mestiço, ele nem é preso, mandam é para a sua respectiva tribo (estou me referindo aqueles que ainda residem em tribos), enquanto um branco, negro ou mestiço manda direto para a cadeira, ou seja o Brasil trata o indio como um bebê que nem aprendeu a falar mamãe nem papai, acho que você ta certo em ter orgulho de ter sua raíze indígena guarani, eu tambem tenho o meu orgulho de ser minha raíz caucaso italo-lusitana, mas acho que você deveria se informar melhor sobre a realidade do que ficar fantasiando sobre algumas coisas.
Abraço.
Comentário por Dionisio — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 11:00 pm
Mário Xavier, você perdeu a oportunidade de ficar calado, você não falou nada de demais além da sua inveja. Da próxima se concentre no assunto em específico.
Abraço.
Comentário por Dionisio — domingo, 22 de novembro de 2009 @ 11:07 pm
Tudo que se faz na mídia tem um custo. O governo via arrecadação de impostos costuma bancar muitaa comunidades indígenas e não. Voce desconhece que 40% da população não índio vive igual ou pior que voces? Falta dinheiro para a saúde e para outras necessidades do brasileiro. A mídia não tem nada com isso. Voces etão assim ó com a familia real inglesa. A rainha é uma das mulheres mais ricas do mundo. Recorram a ela. Lutaram para demarcar as terras com o objetivo de entregá-las para estrangeiros. Peçam dinheiro para eles. O governo não tem nem para os brasileiros que dirá para indíginas. Olha que ele ainda faz muito pelos indígenas. É o que eu penso sobre o assunto. E vai piorar.
Comentário por Norma — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 5:47 am
Meus amigos, fico consternada ao ler sobre estes fatos: a Conferenci a Nacional de Educação Indígena importantíssima para toda a nação indígena sem ter o devido reconhecimento pela mídia e a morte dos dois professores. Que tempos estamos vivendo!!!??? Junto minha voz ao canto de vocês, e minhas lágrimas aos das viúvas e filhos dos professores.
Comentário por Márcia Benício — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 7:52 am
Concordo com o João direito a todos que isso estamos no seculo 21 e ainda eles matão e nao sao julgados vai a gente mata ve oq acontece si a gente declara que nao conhece a justiça branca vamos mesmo assim pra cadeia que brasil e esse de dizer que nao conheçe seu direitos ja vi muitos indios no MT vendendo madera e andando de carro 0km e ainda querendo kd vez mais terra pra que pra estrai ow recurso da terra pra vende…
So brasileiro entao temos que amar nossa terra mais nao querer ser esperto de ser igninorante de crer nisso
Comentário por renan — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 8:15 am
Direitos iguais a todos. Aos índios e a quem comete crimes contra índios.
Comentário por Julia — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 8:35 am
Depois de ler este artigo posso tirar minhas conclusões porque morei até dois meses atrás naquela região, e não é bem assim que acontece não, os indígenas também são bastante violentos, cometem muitos crimes q também não são divulgados, espancam suas esposas, vivem bêbados (o q é bom opara o governo), enfim são valorizados apenas na época da política, pq é alí q os candidatos se elegem (dando bebidas, dinheiro e cestas básicas), qdo o governo recebe dinheiro pra serem gastos com eles e para tirar fotos…POIS TRABALHO SOCIAL REALMENTE EDUCATIVO NÃO EXISTE, pq não dá lucro, seria perder votos e controle das finanças, destinadas aos indígenas.
Comentário por Flávia — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 8:36 am
As leis do Brasil por incrível que pareça, permanecem somente no papel e feitas para serem cumpridas com pobres, negros e índios neste país. Existem falhas para beneficiar alguém! E esse alguém certamente é um “manda chuva” (rico, aquele que governa certa parte de uma região), como todos os brasileiros estamos acostumados à ver e ouvir neste país, onde o antigo coronel ainda persiste com forças adentro das regiões brasileiras e que na História deste país ficou tão conhecido como¨”coronelismo”. Pergunto aos nossos governantes e aqueles que deveriam estar trabalhando para proteger a sociedade brasileira para que se faça justiça o que se tem feito nestes casos, porque infelizmente só enchergamos que tudo acaba em pizza fora e dentro de Brasília. Somos todos iguais perante a lei, isso claro na constituição brasileira e universalmente em todas as religiões. Agora por se tratar de um índio não se faz justiça? Ainda por ser professor? Que infelizmente não é valorizado neste país! Devo acrescentar que quando nossos desbravadores do mar a busca de riquezas em outras terras, quando aqui chegaram, já existiam pessoas nesta terra, já se tinha dono, não foi descoberto e sim achado para exploração dos homens brancos em busca de poder e riqueza. Digo ainda porque se fazem leis para ensinar a História de uma cultura, seja ela indígena ou afro-descentente, se a própria valorização não começa com os nossos próprios governantes. Vergonha para aqueles que deveriam e trabalham pela justiça deste país, vergonha pelos governantes que fazem vista grossa para a realidade, vergonha ainda para a população que não faça valer os seus direitos. Esse país a cada dia que passa é uma vergonha não só para os brasileiros, bem como para os estrangeiros que se tem uma visão de “Brasis” do carnaval, sexo e violência. Punição para esses índios que são criminosos como qualquer outra pessoa, se for olhar fundações de proteção daquilo e de outro, passa como tudo passa neste país. Só o que não passa é quando se dói na pele. Espero justiça para aqueles envolvidos seja branco ou índio se não mais uma vez a justiça cai no ridículo!!!!!!!!!!!!!!!!
Comentário por Joyce Machado — segunda-feira, 23 de novembro de 2009 @ 8:45 am
Os indios são brasileiros natos, nós somos os invasores.Nós não quisemos dividir, preferimos tomar,colonizar. Temos sim que respeitar o pensamento deles. Eles são seres humanos que mantiveram sua cultura e modo de sobrevivencia dentro das florestas, sempre preservando(é nós só destruindo) agora e sempre eles lutaram pra mudar esta realidade, mas está dificil.Falta consciencia nos brancos. Alguns comentarios faz me lembrar o presidente do Ira que nega o Holocausto contra os Judeus. A tradiição parece que incomoda algumas pessoas.
Comentário por marisa — terça-feira, 24 de novembro de 2009 @ 11:24 am