Terra Magazine

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Editora lança biografia da presidenciável Marina Silva em 2010

Altino Machado às 8:53 am

Marília Cesar: "Estou diante de um desafio muito positivo"

A jornalista Marília de Camargo Cesar está em Rio Branco pela segunda vez para realizar entrevistas para escrever uma reportagem biográfica sobre a senadora Marina Silva (PV-AC),  ainda sem título, que será lançada em 2010 pela editora Mundo Cristão.

Marina Silva foi convidada pela editora quando ainda ocupava o Ministério do Meio ambiente. No começo, hesitou sob o argumento de que não pretendia notoriedade com a história de sua vida.

- Ela acabou autorizando o trabalho quando lhe foi sugerida que fosse uma reportagem biográfica.  Também pesou o perfil da editora. Estou diante de um desafio muito positivo  - disse Marília de Camargo Cesar, que trabalha na Unidade de Projetos Editoriais do jornal Valor.

A jornalista foi convidada para escrever a reportagem biográfica da ex-seringueira porque é autora de “Feridos em nome de Deus”, um dos lançamentos da  editora Mundo Cristão, na qual percorre meandros da igreja evangélica brasileira liderada em boa medida por pessoas embevecidas pelo próprio poder de manipular e escravizar aqueles pelos quais Jesus Cristo morreu.

Na adolescência, Marina Silva deixou o seringal Bagaço para estudar em Rio Branco. Ela sonhava ser freira, mas desistiu por causa de seu envolvimento com a Teologia da Libertação nas Comunidades Eclesiais de Base.

Anos mais tarde, quando já era senadora, adoeceu gravemente. Pensando que iria morrer, chegou a telefonar para um de seus amigos, a quem pediu que ajudasse a criar seus filhos. Viveu uma profunda experiência de cura e fé e se tornou fiel da Assembléia de Deus.

Na primeira vez que esteve no Acre, Marília de Camargo Cesar ouviu depoimentos de familiares, amigos e companheiros de Marina Silva, quando sequer se cogitava que um dia a senadora pudesse abandonar o PT por divergências com a política ambiental adotada pelo partido no governo.

A jornalista ouviu ontem o depoimento de um amigo de Marina Silva que presenciou a senadora atravessar uma rua no centro de Rio Branco para abraçar a dona da casa onde trabalhou como empregada doméstica. Também ficou sabendo que a presidenciável foi atriz e figurinista de teatro amador e que usava vestido emprestado ao tomar posse como vereadora de Rio Branco.

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Desmatamento cresce 93% na Amazônia Legal em julho deste ano

Altino Machado às 1:38 am
Homem tenta pagar incêndio de pasto em Porto Velho (RO)

Homem apaga fogo em Porto Velho (RO)

A ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) constatou que o desmatamento na Amazônia Legal no mês de julho deste ano apresentou um aumento de 93% em relação ao mesmo mês de 2008.

Responsável pelo monitoramento independente do desmatamento na região, o Imazon, cujo escritório funciona em Belém (PA), divulgou relatório no qual afirma que foi registrado  em julho deste ano 532 km² de desmatamento na Amazônia Legal contra 276 km² do ano anterior.

Intitulado Transparência Florestal da Amazônia Legal, o relatório pondera que parte desse desmatamento pode ter ocorrido nos meses anteriores quando a cobertura de nuvens estava bem acentuada na região.

- De fato, aproximadamente 55% do desmatamento detectado em julho de 2009 corresponderam a áreas que estavam cobertas por nuvens nos em maio e junho de 2009 - afirma a ONG.

Segundo o relatório, o desmatamento ocorreu de forma mais concentrada no oeste do Para, na área de influência da BR-163 e na Terra do Meio.

Como registrado nos últimos meses, as Unidades de Conservação APA Triunfo do Xingu e as Flonas de Altamira e do Jamanxim foram as mais afetadas pelo desmatamento.

O desmatamento acumulado de agosto de 2008 a julho de 2009  totalizou 1.766 km².  Isso representa uma redução de 65% em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior, o qual totalizou 5.031 km².

Em julho de 2009, o desmatamento foi maior no Pará (70%) enquanto em Mato Grosso atingiu 12%, seguido pelo Amazonas com 10%; Rondônia com 5%; e Acre, Roraima e Tocantins com 1% cada.

Em julho de 2009, as florestas degradadas somaram 455 quilômetros quadrados. Desse total, 44% ocorreram no Pará, 40% no Mato Grosso, 13% em Rondônia, e o restante (3%) em Roraima, Amazonas e Acre.

Foi possível monitorar com o SAD a grande maioria (81%) da Amazônia Legal em julho de 2009. A cobertura de nuvens foi um problema expressivo somente no Amapá e em Roraima. Além disso, a parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.

Foto: Priscila Costa

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