Jornalistas do Acre recorrem pelo direito de imagem no julgamento do “crime da motosserra”
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) decidiu recorrer ao Conselho de Administração do Tribunal de Justiça do Acre contra a portaria assinada pelo juiz Leandro Leri Gross, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco (AC), que institui restrições à atividade da imprensa nos julgamentos.
A decisão do juiz antecede o julgamento do “crime da motosserra”, marcado para o dia 21 de setembro, quando o ex-deputado Hildebrando Pascoal será julgado sob a acusação de ter liderado sessão de tortura e assassinato do mecânico Agílson Santos Firmino, o “Baiano”, com a participação de Pedro Pascoal (irmão), do ex-sargento PM Alex Barros e de Adão Libório (primo).
Os desembargadores Pedro Ranzi (presidente), Adair Longuini (vice) e Samoel Evangelista (corregedor) se reuniram no final desta segunda-feira com o presidente do Sinjac, Marcos Vicentti, a quem manifestaram perplexidade com a decisão do juiz.
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Os desembargadores reconheceram que o juiz tem autonomia para decidir sobre a organização do Tribunal do Júri, mas assinalaram que podem reformar a portaria caso o Conselho de Administração seja provocado com recurso administrativo.
- Existe sempre a possibilidade do recurso jurídico ou administrativo - disse o desembargador Adair Longuini, que era juiz em Xapuri (AC) quando presidiu o júri do caso Chico Mendes, há 18 anos.
Na ocasião, Longuini permitiu que os dois réus -o fazendeiro Darly Alves da Silva e o filho Darci Alves Pereira- fossem fotografados no início do julgamento e durante a leitura da sentença que os condenou a 19 anos de prisão.
O presidente do TJ do Acre, Pedro Ranzi, destacou a colaboração da imprensa acreana no combate ao crime organizado. Ranzi revelou que os desembargadores chegaram a conversar com o juiz Leandro Gross antes da publicação da portaria, pois estavam preocupados com o julgamento do ex-deputado e dispostos a prestar todo o apoio necessário para a sua organização.
Mesmo respeitando a autonomia do juiz, os desembargadores chegaram a defender a transmissão do julgamento em vídeo por causa do clamor social decorrente do “crime da motossera”.
- Nossa preocupação era evitar confronto com a imprensa, especialmente porque ela prestou enorme contribuição no combate ao crime organizado no Estado. A portaria do juiz nos surpreende - afirmou Ranzi.

É pífia a atuação desse sindicato…!
Comentário por djane santos — terça-feira, 1 de setembro de 2009 @ 1:33 am
É um absurdo oque se faz nesse pais, estão protegendo esse bandido mais uma vez . Os juizes estão sempre do lado dos que tem muito dinheiro. não interessa como ele foi ganhoque importa é o cara ter o cascalho. que vergonha essa posição desses magistrados.
Comentário por lourenço — quinta-feira, 3 de setembro de 2009 @ 9:12 am