Terra Magazine

maio 27, 2009

Mato Grosso: 74 mil focos de queimadas em 2008

Altino Machado às 4:24 pm
Queimada no Acre em outubro de 2005

Queimada no Acre em outubro de 2005

Apesar de ter reduzido em quase 60% a incidência de queimadas em 2008, Mato Grosso ainda apresentou 74.414 focos de calor ao longo do ano, de acordo com o  monitoramento por satélites termais realizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Por ser o estado que sofre maior pressão ambiental devido ao desenvolvimento da agropecuária,  o Mato Grosso segue à frente dos demais analisados no estudo do Sipam. O Acre registrou 1.933 pontos em 2008, enquanto Rondônia teve 14.157 focos. As ocorrências retomaram a tendência de redução observada nos anos anteriores a 2007.

As queimadas acontecem geralmente para preparar o solo e limpar o terreno, mas constituem crime ambiental quando realizadas sem autorização e sem levar em consideração técnicas de controle, causando incêndios florestais e queimadas descontroladas.  Além disso, o fogo, sobretudo em áreas de floresta, elimina a vegetação e permite a incorporação da área a atividades econômicas, muitas vezes ilícitas.

Auge do fogo

A época seca é escolhida para a realização de queimadas por favorecer a propagação do fogo na vegetação. O auge da seca, de agosto a outubro, corresponde a 81% das queimadas anuais.

No Mato Grosso, a maioria das queimadas ocorrem no centro e no nordeste do Estado, em municípios como São Félix do Araguaia e Nova Maringá. Quando estabelecida relação entre o tamanho do município e o número de focos de calor, Luciára, Itanhangá e Alto Boa Vista despontam como os que mais queimam.

O Parque Estadual Encontro das Águas se destacou negativamente entre as unidades de conservação. No local, o número de ocorrências aumentou 40 vezes.

Cerca de 1/3 dos acontecimentos de focos de calor se deram em áreas desmatadas, outros 33% em áreas sem floresta ou de cerrado. Já 26% ocorreram em áreas de floresta nativa, o que revela que essas áreas estão sendo ameaçadas.

Segundo o Sipam, o agronegócio, característico no estado, embora reduza o fogo por utilizar processos mecanizados, desencadeia novos fluxos migratórios e contribui para a pressão sobre as áreas que necessitam ser preservadas.

Dados inéditos de Rondônia

O Centro Regional do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) em Porto Velho (RO) divulga nesta quinta-feira o resultado do Programa de Monitoramento de Áreas Especiais.

O estudo, realizado anualmente pelo Sipam desde 2005, monitora o desmatamento em unidades de conservação e terras indígenas através da interpretação de imagens de satélite coletadas de julho a setembro de 2008.

Neste ano, a incidência de desmatamentos diminuiu, mas ainda acontece nas áreas analisadas onde, por lei, se exige a preservação. Os casos mais graves já foram notificados à Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, Ibama e Ministério Público, para que sejam adotadas providências.

É o caso de uma queimada de cerca de 5 mil hectares ocorrida em Pimenta Bueno, de desmatamento seletivo no Parque Estadual da Serra dos Reis, em Costa Marques, e também da Floresta Nacional do Bom Futuro, que hoje já conta com 28,5% de sua cobertura vegetal devastada por cortes rasos, além de cortes seletivos.

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4 Comentários »

  1. Para evitar queimadas em uma área de 145 mil ha, a ong Fundação Biótica de MS vai cuidar de uma área de 145 mil ha na Amazônia, intocada. Para isso precisa da colaboração das pessoas conscientes que também querem preservar áreas imechíveis. Veja mais no site
    http://www.biotica.org.br e no blog http://funbio-biotica.blogspot.com. Para isso criou um Fundo de compensações sócio ambientais que tem como objetivo ajudar prevenir o aquecimento global recuperando áreas degradadas, impedindo desmatamentos e executar projetos de inclusão social com populações em risco. Mais informações entre em contato@biotica.org.br . Peço que divulguem. Abr. Jorge

    Comentário por jorge pedrinho pfitscher — maio 27, 2009 @ 5:33 pm

  2. pessoas que fazem barbaridades como a da foto acima deveriam ser condenadas à morte….qtos animais não morreram queimados. deveriam botar fogo no meio da madrugada na casa de um imbecil destes!!!

    Comentário por maiume — maio 27, 2009 @ 5:45 pm

  3. gotaria de saber se jovem que quer colocar fogo na casas das pessoas trabalhadores come mato

    segundo e corretor e desmatar e se cultivar pois é o agro negocio que gera riqueza para o pais e não mato, alias que o brasil possui demais.

    terceiro porque o não se pensa em preservar um pouco do resto que sobrou do estado de são paulo, onde se estão prantando cana até mesmo dentro dos rios

    Comentário por marcos — maio 27, 2009 @ 6:49 pm

  4. o brasil já tem áreas de plantio suficiente para alimentar a população brasileira. o ‘agronegócio’ amplia áreas de cultivo para exportar produtos. além disso, o Brasil é o único pais que tem mato de sobra em todo o planeta, ou seja, o planeta não tem mato de sobra. e eu repeito a vida. um animal como um macaco ou um cachorro, por exemplo, não é inferior a uma criança. é tão inocente quanto. grandes desmatamentos causam impactos no clima do planeta. se vc acha que um fdp que desmata é trabalhador, então um assassino também é trabalhador. e o agronegócio não gera riqueza para o país. gera riqueza para os grandes políticos. Como vc explicaria o fato de a Austrália ser primeiro mundo se quase 70% do seu território é deserto??Política….

    Comentário por maiume — maio 27, 2009 @ 7:59 pm

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