Incra e Inpe vão monitorar os assentamentos e os imóveis rurais no País
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou que começou a delinear uma parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para aperfeiçoamento da gestão ambiental de 8,2 mil assentamentos e o controle do cumprimento da função social dos imóveis rurais no país, a partir da análise e tratamento de dados obtidos via satélite.
As tecnologias desenvolvidas pelo Inpe poderão ser utilizadas por técnicos do Incra para acompanhar a ocupação e o uso do solo. As parcerias entre instituições fazem parte da política de governo para a promoção do desenvolvimento sustentável. A parceria permitirá mostrar com transparência o modelo de agricultura adotado pelos assentados.
O monitoramento ambiental do Inpe por satélites é reconhecido internacionalmente pela excelência e pioneirismo. Na Amazônia Legal, o Inpe verifica a taxa de desmatamento há 20 anos por meio do sistema Prodes, com cobertura de mais de 4 milhões de quilômetros quadrados todos os anos.
O sistema é considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo e está em constante aperfeiçoamento. Técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento similares às utilizadas pelo Inpe desde 2003 para mapear a área cultivada com cana de açúcar também serão empregadas para gerenciar os assentamentos.
Sistemas de monitoramento
Começa neste domingo, no Centro de Convenções de Natal (RN), o XIV Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto (SBSR), quando o Inpe apresentará seus sistemas de monitoramento ambiental por satélites. O SBSR é promovido a cada dois anos pelo Inpe e pela Sociedade de Especialistas Latino-americanos em Sensoriamento Remoto (SELPER).
Cerca de 1.500 pessoas devem participar de seus cursos, workshops, mesas-redondas, palestras e sessões, além de uma exposição técnico-científica. Como parte da programação oficial do “Ano da França no Brasil”, as principais características e aplicações dos satélites franceses serão apresentadas na terça-feira (28).
A sessão especial “Sensoriamento Remoto na França: História e Perspectivas” irá mostrar os grandes passos da história do Programa Espacial Francês e como os avanços da tecnologia espacial naquele país podem ser úteis para a sociedade e para o desenvolvimento sustentável.
Brasil e França colaboram em estudos na área espacial há vários anos. No final de 2008, durante a vista do presidente francês Nicolas Sarkozy ao Brasil, o Inpe e o Institut de Recherche por le Développement (IRD) firmaram entendimento para ampliar e aprimorar a cooperação mútua em áreas específicas da ciência, tecnologia e inovação espaciais.
Outro destaque da programação desta terça-feira no SBSR é a mesa-redonda “Monitorando o Desflorestamento da Amazônia com Sensoriamento Remoto”, da qual participam Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazônia do Inpe; Carlos Souza Jr, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon); e Solange Costa, do Sistema de Proteção da Amazônia (S).
Desde 1988, o Brasil produz estimativas anuais das taxas de desflorestamento da Amazônia usando dados de satélite, especialmente os da série Landsat. A partir de 2004, dados de alta resolução temporal do sensor Modis passaram a ser usados em sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento.
Imagens de radar também vêm sendo testadas para complementar os sistemas que operam na faixa do visível e infravermelho, como alternativa nas áreas cobertas por nuvens na Amazônia.

De que adianta! o MST não respeita ordem judicial, saber onde estão para nada serve, apenas teremos mais despesas. Primeiro a lei tem que ser cumprida.
Comentário por Pedro Araujo — abril 26, 2009 @ 3:38 pm
Até que enfim apareceu alguem com coragem para fazer esta denuncia [um procurador] espero que agora toda a classe se una para dar fim a esta vergonha ,[bandidos mandando no nosso Brasil] …vamos apoiar quem quer nos defender e não nos acomodar , acovardar .
Comentário por suely — abril 26, 2009 @ 5:20 pm
Olá pessoal!!
Esta é uma atitude maravilhosa, monitorar esses assentamentos significa acompanhar os passos da reforma agrária. Com isso, temos a certeza que estes não poderão simplesmente receber a terra e não produzir na area recebida. Ressaltando um fato da opnião do Pedro Araújo, existe muitos grupos de Assentados, entre eles: O da FAF- Federação da Agricultura Familiar, que trabalham com muita dedicação nas terras recebidas, por isso, não deve ter sua imagem denegrida por conta do grupo MST.
Àbraços a todos!!!
Comentário por Eni F. de Almeida — abril 26, 2009 @ 5:34 pm
aqui no estado de mato grosso só perde para o estado do Estábile (PR )mas desde 1980 os sem terras tomam terras para vender madeira região de Pontes e Lacerda/VilaBela , revender as “propriedades” - Sadia I, II, El Dourado(Tapurah) onde em 100 lotes, tres anos após a entrega , havia DOIS DOS REQUERENTES iniciais .. O GOVERNO PROMETE A REFORMA AGRÁRIA, OS “SEM TERRAS” BRICAM DE GUERRILHEIROS, ALGUNS PROPRIETÁRIOS RECEBEM MAIS QUE AS TERRAS VALEM E assim avida segue e o LULA É O CARA… lustrada com oleo de peroba -uma pergunta pra quem sabe responder - DE QUEM É A OI….
Comentário por ALVARO — abril 26, 2009 @ 6:18 pm