“Canibalismo kulina foi uma farsa midiática”, diz antropólogo no Acre
Pesquisador do Núcleo de Estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe, da Universidade Federal de Santa Catarina, o antropólogo Domingos Bueno Silva, 47, conhece bastante a etnia kulina, que ficou mundialmente famosa neste mês, quando quatro indígenas da aldeia Cacau, no município de Envira (AM), foram indiciados pela Polícia Civil acusados de suposta prática de canibalismo.
O antropólogo trabalhou durante dois anos com os kulina, tendo como foco a pesquisa “Música e pessoalidade: Por uma Antropologia da Música entre os Kulina do Alto Purus”. Nascido em Bragança Paulista (SP), Domingos Bueno Silva está no Acre há 10 anos, dos quais cinco como professor visitante na Universidade Federal do Acre, consultor e perito judicial em varias trabalhos.
- O canibalismo kulina foi uma farsa midiática que se orquestrou em torno desse acontecimento duvidoso - afirma o antropólogo sobre o assassinato de um branco pelos kulina na divisa dos estados do Acre e Amazonas.
Confira a entrevista:
Quem são os kulina?
Eles pertencem à família linguística arawá. Até a chegada dos brancos, formavam um dos grupos mais numerosos nos estados do Acre e sul do Amazonas. Ele se autodenominam madija (pronuncia-se madirrá), que significa “os que são gente”. Os brancos são tratados genericamente por cariás. Os madija falam predominantemente a língua kulina nas aldeias, inclusive as crianças, sendo quase todos os raros bilíngües do sexo masculino e mais velhos. Geralmente, esses são os que trabalharam na juventude para os patrões brancos nos seringais e na extração de madeira, que têm mais conhecimento da língua portuguesa, embora nas aldeias próximas às cidades a necessidade de estabelecer relações com a sociedade envolvente esteja mudando essa realidade.
Quando você tomou conhecimento da notícia sobre canibalismo envolvendo os kulina?
É com satisfação que atendo ao seu convite para dar minha contribuição para elucidar os fatos veiculados nos meios de comunicação do Brasil e da Europa sobre um suposto caso de canibalismo kulina. Particularmente, tomei contato com esse acontecimento quando estava em trânsito no inicio do mês e fui consultado por e-mail por repórteres da revista Época, da rede CNN e também pelo pessoal da Survival International, que tem uma política correta de defesa dos povos indígenas em todo o planeta. Imediatamente respondi à Survival, que veiculou no site dela, no dia 19, em seis idiomas, uma nota conjunta com Donald Pollock e Daniel Everett, onde denunciamos que o canibalismo kulina foi uma farsa midiática que se orquestrou em torno desse acontecimento duvidoso.
Por que duvidoso?
Assuntos ligados a tabus provocam a imaginação das pessoas e induzem ao erro. Esse caso precisa ser esclarecido a partir dos fatos e não baseado em nossos medos ancestrais, movidos por preconceito e desconhecimento do outro. Não posso acreditar na versão de canibalismo ritual no caso do Océlio pelo simples fato de que toda uma cultura com histórico centenário de contato com brancos e vizinhos não poderia, de um momento para o outro, se tornar outra.
Existe ou existiu canibalismo ritual praticado pelos indígenas?
O canibalismo que se conhece nas terras baixas da América Latina, registrado por viajantes desde Cabral, tem um significado ritualístico que extrapola o ato de devorar um ser da mesma espécie. Prisioneiros tupi, por exemplo, aguardavam o momento de sua morte com grande dignidade, sequer pensando em fugir de seus algozes, posto que ficavam em liberdade. Os tupi acreditavam que ao comerem partes de seus inimigos, herdariam sua força e habilidade. Dessa forma, apenas os inimigos fortes e destros nas armas, grandes guerreiros, eram devorados. Em um certo sentido, era uma espécie de honraria.
Mas os kulina nunca praticaram canibalismo ritualístico?
Os kulina, em toda a bibliografia que conheço, nos anos todos em que os estudei, na convivência que tive com eles no Alto Purus, ou na troca de informações com sertanistas experimentados da região, nunca deram qualquer sinal de prática canibalística, principalmente com indivíduos de outra etnia. É por isso que não acredito na forma como esse episódio foi relatado. Provavelmente existem muitas nuances ainda não identificadas em torno dessa questão. Serão elas que explicarão o que realmente aconteceu. Aconteceu um crime. Alguém foi assassinado por alguém. Mais do que isso, nesse momento, é pura especulação.
O que mais o incomodou ao acompanhar o canibalismo da mídia?
As entrevistas dos agentes envolvidos ouvidos pela mídia são recheadas de pérolas preconceituosas do tipo “os índios kulina quando bebem ficam extremamente violentos”, lembrando muito as justificativas das correrias, que afirmavam que os índios comiam criancinhas, eram canibais, preguiçosos, ladrões, enfim, que afirmavam que “índio bom é índio morto”.
Como são os kulinas?
Os kulina que eu conheço, no entanto, são um dos povos da Região Norte mais fortemente ligados às suas tradições, particularmente sua língua, música e praticas xamânicas. São relutantes em manter contato com outras etnias, índios ou não índios, sendo reconhecidos como grandes xamãs pelos vizinhos, além de serem historicamente lembrados como grandes guerreiros, pelo menos até antes do contato com os brancos, quando passaram a trabalhar para os patrões nos seringais.
Algum fato marcante durante os anos de convívio com eles?
Uma das imagens mais marcantes que me recordo do cotidiano da aldeia de Santa Júlia é a de uma índia dando banho em seu filhinho recém nascido. Ela colocava água na boca e borrifava o bebê para abrandar o calor e limpá-lo com um pano. Isso não condiz com uma tribo assassina, canibal. É claro que existe a possibilidade de tal fato ter acontecido, praticado por alguém por motivos ainda não esclarecidos. Mas, nesse caso, teríamos que supor também que os alemães são antropófagos, baseado no episódio daquele homem que praticava canibalismo e chegou a divulgar receitas de fígado humano na internet.
Chama a atenção nesse caso também a versão veiculada pelo delegado da cidade?
Sim. Segundo o delegado, dois kulina seriam testemunhas do crime. Um jovem da aldeia Macapá e um professor da aldeia do Cacau. No entanto, há que se ponderar que todo agrupamento humano é fragmentado. Pessoas unem-se e separam-se por necessidade. Nesse momento, por algum motivo, alguns parecem estar dispostos a sacrificar a própria unidade social para atacar ou delatar outros. Isso não é uma prática comum entre pessoas da mesma etnia de pequenos agrupamentos. Normalmente acontece o contrário: ninguém viu nada. Certamente isso é indício também de alguma inconsistência na história veiculada.
Existem rivalidades no grupo?
As rivalidades inter-étnicas dos kulina são de caráter histórico e prosaico, envolvendo demarcações, fronteiras, direcionamento de recursos governamentais ou qualquer outra coisa, mas quase sempre o grupo atua como um bloco. Essa rivalidade se expressa muito mais em antipatias mútuas, das quais não tenho relato de que chegassem as vias de fato. Os conflitos que existem no Acre, de que tenho notícia, quase sempre envolvem invasão de áreas indígenas por brancos. Isso levanta a questão de que as terras indígenas são para usufruto dos povos historicamente reconhecidos como índios. As reservas possuem riquezas minerais, botânicas, animais, florestais, enfim, riquezas que os vizinhos muitas vezes não tem mais.
E os brancos…
A despeito das demarcações, muitos brancos não tem a exata percepção do valor dessas reservas e de sua responsabilidade em auxiliar a preservá-las, posto que são mais que simples glebas de terra de uso exclusivo de determinadas minorias. As opiniões freqüentes são de que as áreas são muito grandes, que os índios são preguiçosos, que não produzem nas terras, como se fossem colonos. Enfim, é um pouco da ideologia rondonista de integração dos índios à cultura brasileira, misturada com puro preconceito.
A relação de brancos e índios na floresta mudou?
Frequentemente ocorrem problemas com vizinhos que invadem as reservas para tirar madeira, caçar e pescar. Claro que eventualmente esse relacionamento pode ser cordial, o que depende da postura de quem invade a área, podendo ou não gerar tensões. Um seringueiro que caça um animal para se alimentar ou tira madeira para fazer uma casa pequena é muito diferente de alguém que caça ou pesca para vender, ou tira madeira nobre para os madeireiros.
E esse convívio gera mudanças?
Sem dúvida alguma esse contato com a sociedade do entorno e com a forma de vida dos brancos provoca profundas mudanças na vida desses povos da floresta, que não estavam preparados para o vírus da gripe dos conquistadores, bem como para o dinheiro e as facilidades tecnológicas. Somos homo sapiens. Não há diferença biológica alguma entre índios e brancos. A diferença está na cultura…
O dinheiro é sempre fator de crise?
Quando você injeta recursos financeiros numa sociedade sem recursos e com um sistema de reciprocidade horizontal, sem fortes estruturas hierárquicas, a tendência é desorganizar esse sistema de reciprocidades, criando novas referências no grupo. Um indivíduo jovem, que, em situações normais, teria pouca influência decisória no grupo, poderia se transformar, da noite para o dia, no “dono do motor” ou no “dono casa de farinha”, com recursos materiais totalmente incompatíveis com o restante do grupo. Isso já aconteceu com outras sociedades que tem minério, sobretudo ouro, diamantes ou madeira em suas áreas. Apenas o tempo dirá o quão danosa essas novas categorias serão para os kulina e outros grupos étnicos amazônicos.
Os índios seguirão tutelados?
Embora os índios brasileiros sejam legalmente tutelados, isso não significa que não podem ou devem responder à lei. Existem vários juristas que se debruçam sobre essa questão. A tutela estatal existe basicamente para protegê-los contra interesses espúrios da sociedade não índia. Nesse sentido, acredito que a Funai deva esclarecer os fatos. Às vezes não é fácil posicionar-se, até mesmo porque podem existir parentes envolvidos, mas nesse caso, isso é imprescindível, por causa da repercussão internacional e nacional alcançada. E eu particularmente me interesso muito por ele.



os indios não precisam trabalhar porque eles esofruem da naturesa ,sempre foi assim e é assim que tem que ser.eles nõ tem ganancia como os brancos que passan por cima de tudo e de todos,safados,invejósos e gananciósos duma figa deixem os indios em paz
Comentário por alex — fevereiro 25, 2009 @ 2:31 pm
Exelentes argumentos de um homem que realmente conhece o povo da região, com isso elebora respostas coerentes as indagações. Ao contrário de especuladores ignorantes que não conhecem sequer sua própria cultura e se julga no direito de condenar culturas de outros povos. Parabéns professor pela entrevista, parabéns terramagazine pela publicação.
Comentário por Alois Andrade — fevereiro 25, 2009 @ 2:42 pm
Está claro que o professor está defendendo uma causa, e não se atendo aos fatos. Coloca tudo contrário ao seu pensamento como mentira. Me lembro do Raposa em Roraim, quando mostram os índios de carrão do ano, não pagando impostos, e sempre reclamando dinheiro dos nossos impostos. Se é para manter a cultura, que me desculpe o professor, mas deveriam estar dentro de uma reserva sem nenhuma interferência dos outros, inclusive do professor que os analisa como especimes raros. Nada de dinheiro, nem imposições culturais externas, senão nada serão diferentes dos protegidos do Lula, com suas esmolas eleitorais. Existem os sonhadores e os que tratam os índios como bichinhos de estimação, o que é ridículo e preconceituoso. O dinheiro no final das contas, é o começo da corrupção social destes povos.
Comentário por Luiz Roma — fevereiro 25, 2009 @ 2:46 pm
Precisa sempre se buscar, informações com quem estuda…e não ir no embalo da midia
Comentário por carla — fevereiro 25, 2009 @ 2:46 pm
Muito legal essa entrevista com o Professor Domingos. Parabéns Altino. Todo esse episódio me faz lembrar de alguns textos que tenho lido atualmente e que tratam da questão do Discurso. Creio que certo está M. Foucault que diz que um discurso nunca é despretencioso, um discurso está recheado de intenções de poder.
Comentário por Manoel Rodrigues — fevereiro 25, 2009 @ 2:50 pm
Caro Senhor Luiz,
Se o senhor se der a preocupação de se informar à respeito da formação de um antropólogo, verá que a tecla mais batida durante a sua formação é o fato de apenas relatar os fatos de uma cultura de maneira isenta.
Comentário por Manoel Rodrigues — fevereiro 25, 2009 @ 2:55 pm
Com o devido respeito do entrevistado:
foi cometido um crime, especificamente contra uma pessoa portadora de deficiencia mental. O trabalho de pesquisa policial deve ser feito, agora bem, defender uma das partes com argumentos antropologicos è muito delicado, inclusive pode induzir ao erro. o senhor como antropologo deveria saber que en toda comunidade, existe sempre um grupo que se afasta das linhas de conductas gerais, como por exemplo nas religioes tem os grupos que editam suas propias regras. Desfazer das testemunhas por não ser da comunidade, é delicado. repito, um bom trabalho de policia, feito por uma pessoa treinada, pode dar com as respostas certas.
Comentário por roberto — fevereiro 25, 2009 @ 3:34 pm
A mídia é a principal ferramenta da CORPOROCRACIA na manipulação e distorção da informação. A mídia mundial, incluindo a brasileira, sem exceção da mídia escrita, radio, tv, internet etc, estão nas mãos de um pequeno grupo.
As corporações utilizam a mídia de massa para controlar e condicionar as pessoas.
Assistam aos vídeos abaixo e reflitam:
http://www.youtube.com/watch?v=_dmPchuXIXQ&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=OlnQTcLHaMM
http://www.youtube.com/watch?v=xnqWs8pAsRk
http://www.youtube.com/watch?v=i7BSt9jhxPQ&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=b5JVYTxjmdc&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=UQRprY-n5nA&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=iS2rlAoKiy4
Comentário por Carlos Azevedo — fevereiro 25, 2009 @ 3:45 pm
Durante o tríduo momesco, pratica-se canibalismo explícito,comedor e comido sequer são molestados pelas autoridades.Comer nas grandes cidades ,por exemplo, camarotes do sambódromo do Rio,(São Paulo,não vale),chega haver fila para degustação das tenras e róseas carnes,sob olhos compassivos das autoridades.Portanto,é tudo uma questão de cultura…
Comentário por lúcifer — fevereiro 25, 2009 @ 3:50 pm
Acredito que o deve ser feito é uma investigação séria, para esclarecer o que houve e punir os culpados, ainda é muito cedo para apontar conclusões/soluções e isso é incorrer no erro do primeiro olhar que é sempre superficial. O professor naturalmente está embasado em uma sistemática de idéias e que representa um ponto de vista, levando-se em consideração que nenhum discurso é “imparcial”, ou seja, foi construido a partir de um sistema coordenado de idéias. Então o que se tem que fazer é punir o culpado ou os culpados e ter a certeza de que o direito individual, não pode sobrepor o coletivo. Obrigado.
Comentário por Almeida — fevereiro 25, 2009 @ 4:00 pm
Caro Manoel Rodrigues,
Intriga-me ver o teu comentário falar de uma “relato isento”, sabemos que não existe nada isento, todo discurso está ligado a uma matriz, construida ou por cientistas ou por convenções ou … então falar de isenção, realmente intriga-me.
Comentário por Almeida — fevereiro 25, 2009 @ 4:06 pm
Novamente digo que o professor tenha relatado apenas a sua experiência como pesquisador. Logicamente, se houve um crime as coisas serão apuradas. Mas também sabemos como é truculenta a polícia neste país.
Comentário por Manoel Rodrigues — fevereiro 25, 2009 @ 4:07 pm
Prof. Domingos,
Parabéns pela lucidez e competência com que deixa claro a finalidade da Antropologia Social ao se manifestar frente ao fato.
Claro, há quem discorde, há quem não consiga pensar além dos critérios midiáticos, mas a função da ciência é essa mesmo: explicitar equívocos, mesmo na contramão da opinião da massa.
Muito obrigada.
Renata
Comentário por Renata — fevereiro 25, 2009 @ 4:10 pm
O BRasil precisa de mais estudiosos assim, historiadores, fica muito mais claro. Parabens.
Comentário por Hildegundes — fevereiro 25, 2009 @ 4:54 pm
Comentário de Lindomar Padilha, coordenador do Conselho indigenitsa Missionario no Acre:
“Caro Altino,
O Domingos Bueno tem toda razão. Eu mesmo tentei comentar sobre o assunto em um outro blog mas não tive os comentários publicados. Na ocasião eu disse que o uso da palavra “canibalismo” dava um tom sensacionalista à matéria e demonstrava um certo preconceito contra os povos indígenas.
O Cimi trabalha com os Madja (Kulina) há mais de 35 anos e nunca se ouviu falar em práticas que pudessem pelo menos se aproximar dessa relatada nas supostas “matérias” jurnalísticas.
Para se ter uma idéia do estrago que este tipo de notícia provoca na já frágil imagem dos povos indígenas, em Feijó a matéria publicada no programa Fantástico foi copiada e reproduzida em dvd e exibida em diversos locais da cidade como prova de “os índios não prestam mesmo”. Aliás, o MPF precisa dar uma olhada lá na região. Nossa equipe de área tem nos comunicado de verdadeiras investidas contra a dignidade dos povos indígenas. Puro preconceito, racismo, crime mesmo!! e qunta ipocrisia de alguns florestões!!
Bom trabalho”
Comentário por Altino Machado — fevereiro 25, 2009 @ 5:04 pm
Parabéns ao professor Domingos pelo trabalho.
Agora, achar que cientistas, antropólogos, estudiosos e profissionais do meio acadêmico estão acima da verdade é de uma grande inocência.
Assim como na mídia e em qualquer outro setor, existe também neste meio as distorções dos fatos, a corrupção e resultados forjados por interesses maiores.
Ninguém é Santo!!
Comentário por Luiz Mauricio Serra de Arruda — fevereiro 25, 2009 @ 5:28 pm
Prezado professor está claro que você esta defendendo uma tese que foi muito divulgada na midia e como sempre com algum sensacionalismo, mas também, temos que ser coerente e ver que os fatos divergem aos dois lados, sendo totalmente possível que os índios tenham assassinado e devorado a pessoa em questão! Mas devemos ser coerentes e julgar eles por esse ato se realmente aconteceu, senão daqui pra frente irá acontecer um canibalismo e ficará por isso mesmo.
Comentário por Jeday Cechin da Costa — fevereiro 25, 2009 @ 5:47 pm
O antropologo em questão, bem como a maioria que conheci, sempre que aparece o tema canibalismo, agem a fim de esconder o fato e preservar o indio.
A maioria dos indios brasileiros foram canibais, e estes dados são a partir do alimento que foi feito de D.Sardinha e até hoje temos os relatos de um povo indigina, ativo e vigoroso os CINTAS LARGAS, que não escondem o gostoso sabor dos grandes guerreiros mas, que só comem o homem branco em ultimo caso, estamos no final da cadeia alimentar.
Acho muito natural a ingestão de proteina humana na cultura de um povo e não acho que isso tenha sido desdoro a ninguem e muito menos a cultura indigena.
Vamos nos recordar de uma frase muita usada no Brasil: “vou beber o teu sangue” e normalmente fazem isso.
Tratar os indios como “abstados” e incapazes reultam nessas distorções.
O indio deve ser como ele é.
Comentário por Jacyara Cortez deLucena — fevereiro 25, 2009 @ 6:35 pm
É curioso como certos fatos chamam a atenção de tanta gente. A entrevista do Sr. Domingos pode ser esclarecedora para muitas pessoas, mas o mais correto seria a polícia investigar minuciosamente e imparcialmente o caso e só depois de divulgado o resultado é que a imprensa poderia expor a matéria com a mais explícita realidade. No entanto, estamos no Brasil e a mídia realmente tem um poder muito grande, por isso é que tanta gente ficou sabendo desse fato. Seja como for, a opinião do Sr. Domingos é absolutamente válida, muito embora o fato de os acusados estarem desaparecidos seja um tanto incriminador.
Comentário por Antonio Prioste — fevereiro 25, 2009 @ 6:47 pm
Qualquer pessoa é inocente até que se prove ao contrário.A lei de im
prensa não pode execrar ninguém ou difamá-la sob pena de pagar custo moral de exposição:indenização moral.Só a justiça pode julgar.
Comentário por MARIS — fevereiro 25, 2009 @ 7:27 pm
Nunca vi um antropologo falar mal de indios. Não possuem isenção para falar do assunto. Atuam mais como advogados de defesa do que cientistas.
Comentário por Rogerio — fevereiro 25, 2009 @ 7:34 pm
É engraçado que ninguém fale da “sorte” que os indios tem de não terem crianças com nenhum tipo de deformidade ou anomalia física, como se isso fosse uma degraça que só acontece com os homens brancos. Será que uma cultura que abandona na selva os recém nascidos com deformidades físicas, não pode também recorrer ao canibalismo?
Comentário por João Gomes — fevereiro 25, 2009 @ 7:52 pm
Eles comeram com farinha? A carne foi assada ou cozida? Usaram temperos? A carne tava gostosa? Se fosse servida a Ana Maria Brega ela diria -huuuuummmm- Me deu água na boca.
Comentário por Paulo Pinheiro — fevereiro 25, 2009 @ 8:14 pm
“O poder” vai jogar o povo brasileiro contra os indíos! Sobre o contato com indíos, acredito de extrema importância, se eles matam as crianças com deformidade ou comem carne humana, existe uma razão por incrível que pareca para nós seres ditos “superiores intelectualmente”.
Não entendo o porque de ninguém se revoltar contra os governantes que matam descaradamente a população, usando rituais militares e armas, isso sim é violência!
Comentário por oanonimo — fevereiro 25, 2009 @ 8:44 pm
A opinião do antropólogo nitidamente não é isenta. É extremamente favorável aos índios, o que não é surpresa nenhuma. Antropólogos são formados e pagos para serem incondicionalmente favoráveis a quaisquer grupos minoritários. Índios não são demônios, mas também estão muito longe de serem bons e dóceis selvagens
Comentário por Antonio Fernandes — fevereiro 25, 2009 @ 8:55 pm
Nação Brasileira Indivisivel-Desde que a raça humana vivia em grupos, guerreavam entre si,esterminavam outros grupos, para aumentar seus dominios,escravizarem, sobreviverem. Tais fatos ocorreram e ocorrem em diversas partes do mundo, por grupos armados com armas letais e países que se mantem na unidade, muitos pela força.Ganancia por riquezas e poder foram os motivos dos diversos conflitos e continuam, sendo natural que culturas se extinguiram ou foram assimiladas parcialmente por outras, como dois corpos que não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.A Nação Brasileira Soberana precisa ser fortalecida pelo art 3 IV da C.F. em que todos sejam iguais,sem discriminações,(nacionais naturais e por opção) tenham direitos e responsabilidades iguais e não afrontando a inteligencia do povo brasileiro, com artigos de distribuições de privilegios e impunidades para alguns.
Comentário por Batista — fevereiro 25, 2009 @ 8:57 pm
Com a socialização dos povos indígenas fica duvidosa realmente a prática de atitudes que remete a este tipo de ação selvagem, contudo fica a preocupação pois os próprios usufruem com toda a liberdade que nós não temos sem ao menos serem punidos. Ainda é cedo para entendermos a respeito disso tudo mas não é cedo de estarmos discutindo a respeito.
Comentário por Marcelo Moreira — fevereiro 25, 2009 @ 9:01 pm
A sociedade branca (se é que existe isso) também não pratica canibalismo e já vimos casos de canibalismo de brancos nos Estados Unidos, por exemplo.
Comentário por Alex — fevereiro 25, 2009 @ 9:03 pm
Em muito boa hora esta entrevista. Oxalá a mesma seja veiculada na mídia DESGRAÇA que vive de sensacionalismos e inverdades sempre à serviço dos latifundiários, banqueiros, maus políticos, podres poderes constituídos, enfim; a escória gananciosa que explora de todas as formas a sociedade.
Comentário por rose — fevereiro 25, 2009 @ 9:44 pm
Não acredito que índios sejam canibais. Essa história está mal contada. Gostei da colocação do antropólogo. Parabéns !
Comentário por maria regina alves pereira — fevereiro 25, 2009 @ 9:55 pm
O antropólogo não disse que não houve um crime de assassinato nem tampouco que não houve prática de canibalismo. Ele apenas afirmou que a pratica do canibalismo não faz parte da cultura daquela tribo. Faziam parte ist ssim de algumas tribos do litoral brasileiro na epoca do Descobrimento. Só isso. Os fatos tem de ser apurados com rigor para se descobrir o culpado e para isso devemos evitar prejulgamentos ou suposições baseadas em lições de história mal aprendidas na 5a série do 1o grau.
Comentário por Robson — fevereiro 25, 2009 @ 10:09 pm
SERÁ QUE ESTÃO QUEREMDOLEITIMAR UMA EXPUSÃO Para fcar com as terras DELES?
Comentário por José Antonio Moreira — fevereiro 25, 2009 @ 11:05 pm
O antropólogo enquanto profissional não irá falar mal de índio mesmo, e nem de qualquer outro grupo. Mas como humano inserido em um cultura ele certamente tem seus gostos, preferências, hábitos, etc.
Pra quem leu direito ele só está falando que a mídia foi sensacionalista ao dizer que foi praticado o canibalismo, prática ausente entre os índios em questão. Em momento algum ele negou a possibilidade da existência do assassinato.
Mais importante ainda é que a questão não é se houve ou não o canibalismo; ele poderia ter ocorrido sem problemas, como ocorria e talvez ainda ocorra entre alguns grupos. O problema afinal é que o canibalismo entre nós cai num julgamento moral que nada tem a ver com o que ele representa para os indígenas, e querer enquadrá-los nesse código moral do qual não compartilham é que é o verdadeiro problema, que gera preconceito e distorção dos atos praticados por eles.
Não podemos esquecer que somos formados por uma cultura, nossos conceitos são ditados por ela. Jamais um ser humano poderá compreender realmente outra cultura que não a sua, e o esforço da antropologia é o de simplesmente criar “metaforas” que transforme um código estranho em algo que possamos assimilar.
Comentário por Victor — fevereiro 25, 2009 @ 11:29 pm
FALTOU UM GENERAL CUSTER NESSE PAIS PARA NOS LIVRA DESSA GENTE
Comentário por ANTONIO — fevereiro 26, 2009 @ 12:02 am
Por que os grandes veículos de comunicação não dão a repercussão midiástica que uma entrevista como esta merece. Seria no mínimo justo que pudessemos decidir no que acreditar!
Comentário por Ana Luiza — fevereiro 26, 2009 @ 7:55 am
Caro ANTONIO…
Custer não era general. Apenas coronel. Foi promovido postumamente depois que largou as penas em Montana em Little Big Horn.
Mas isto nem vem ao caso, já que historicamente é tido como um cruel matador de gente.
“Canibalismo” ritual foi praticado por muitos povos e ainda pode ser.
Por aqui, no interior da Bahia já não temos mais canibais…
O último comemos no mês passado…
Comentário por Alessandro — fevereiro 26, 2009 @ 8:29 am
Acho que o professor é um tremendo demagogo, como são muitos defenssores de indios, politicos, e outros que de alguma forma tira vantagem.
Indios deveriam ter deves, e obrigações para assim terem direitos iguais ao branco.
Comentário por carlos santos de oliveira — fevereiro 26, 2009 @ 8:41 am
Renata,
concordo com vc….
Comentário por Manoel Rodrigues — fevereiro 27, 2009 @ 2:06 pm
Caro Senhor Victor,
parabens pela sua observação colocada com muita propriedade.
Comentário por Manoel Rodrigues — fevereiro 27, 2009 @ 2:09 pm
Acompanhei aqui em Rio Branco a divulgação na mídia do acontecido em Feijó, e convenhamos:
1. A pessoa que foi vítima sofria de distúrbios mentais, portanto, contradiz “os preceitos” de canibalismo nas tribos indígenas, ou seja, a prática consistia em comer partes do inimigo, forte, ávido e poderoso, não o contrário;
2. Os relatos são de que foram comidos o intestino da vítima, nada condizente com a prática histórica de comer as partes como coração, fígado etc.;
3. Há relatos de que um cachorro comeu o intestino da vítima.
Conclusão, muito provavelmente, a situação é exploração de um acontecido, numa cidade onde os conflitos entre brancos e índios são históricos. Quem conhece sabe como são as coisas na localidade onde houve o ocorrido.
Forte abraço, Professor Domingos e parabéns.
Comentário por Edson Filho — fevereiro 28, 2009 @ 12:16 am
Trabalhei dois anos com os Kulina em questão e concordo com o teor da entrevista. Coloquei na internet um vídeo sobre os Kulina para ajudar a dismitsificar essa imagem negativa espalhada pela mídia.
Assista em: http://www.youtube.com/watch?v=AvgunlzcmFY
Comentário por elton rivas — março 12, 2009 @ 2:37 am
em alguns pontos ate que da pra concordar…mas em outros nao da né ?
Comentário por pet shop — setembro 4, 2009 @ 11:14 pm