Jordão é o fim da linha

Vista aérea de Jordão (AC), município com 6,3 mil habitantes, que ostenta a maior taxa da analfabetismo do País - 60,7% da população com 15 anos ou mais não sabe ler ou escrever- e tem o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil e o menor IDH de toda a Região Norte.
Localizado na confluência dos rios Tarauacá e Jordão, Jordão limita ao norte com o município de Tarauacá, ao sul com o Peru, a leste com o município de Feijó e a oeste com o município de Mal. Thaumaturgo.
O prefeito da cidade é o petista Hilário Melo. Talvez seja o único no país que conseguiu se reeleer sem usar a máquina pública. Antes da campanha eleitoral, Melo fez questão reunir sua equipe para uma decisão inusitada.
- Fiquem sabendo que vou exonerar quem eu souber que pediu voto para minha candidatura à reeleição - ameaçou, causando espanto e preocupação às lideranças da coligação Frente Popular do Acre.
Em Jordão existem apenas seis automóveis e quatro caminhões. O litro da gasolina custa R$ 4,30. A lata de leite em pó R$ 14,00 e o botijão de gás, de 13 Kg, R$ 65,00.
A cidade possui água encanada e uma precária rede de esgoto acomeçou a ser construída. Não existe cimento na cidade. Quem decide construir algo em alvenaria necessita encomendar o cimento em Tarauacá e paga pelo menos R$ 50,00 pela saca.
Uma viagem de barco, de Jordão até Tarauacá, demora em média cinco dias. A passagem de avião para Rio Branco, distante 450 Km em linha reta, custa R$ 400,00.
Nesta manhã o mercado da cidade estava praticamente vazio. Não havia carne e a conversa de cinco homens girava em torno da qualidade dos “mói” de tabaco negro produzidos na região, comercializado a R$ 15,00 o quilo.
Na porta do açougue, o aposentado José Francisco da Cruz, 68 anos, perguntou com a simplicidade do povo do lugar se o repórter era policial. Pareceu aliviado ao saber que a imprensa está na cidade para acompanhar, amanhã, a nona Assembléia Aberta, do programa de sessões da Assembléia Legislativa do Acre, que ocorrem nos municípios mais remotos do Estado.
- Isso é bom. Aqui é o fim da linha, moço - afirmou o aposentado.

Lamentável… inaceitável!
O prafeito é um fanfarrão…
Comentário por Lucas Paladino — novembro 5, 2008 @ 3:44 pm
Pega a população de lá e leva pra outra cidade e taca fogo nesse fim de mundo.
Comentário por Luciano — novembro 5, 2008 @ 3:48 pm
Tem o que comentar morar num lugar desses????
Comentário por Ronildo — novembro 5, 2008 @ 3:50 pm
isso e inaceitavel,podemos observar como o pais se preocupa tanto com as cidades e os moradores de cidades assim!
deviam dar mais atenção as esses tipos de problemas ao inves de se preocupar com coisas insignificantes.
o problema e que essa e a verdadeira face do Brasil!
Comentário por lucas — novembro 5, 2008 @ 4:01 pm
Aposto que quem mora lá não quer sair… Pergunta se existe corrupção, crime ou roubo nesse lugar…
Comentário por Daniel — novembro 5, 2008 @ 4:13 pm
Pelo menos não tem congestionamento la
Comentário por anonymous — novembro 5, 2008 @ 4:35 pm
só 6 automóveis??? vou arrumar minhas malas e vou pra lá já…e de pensar que tenho pegar a marginal tietê em hora de pico…p a r a í s o seu moço…
Comentário por denise rodrigues — novembro 5, 2008 @ 4:58 pm
Prezado Altino,
Macapá, capital do brioso Estado do Amapá, recentemente,
foi classificada como a pior cidade - em termos de IDH - do
País. Deve ser uma espécie de sucursal de Jordão.
Que República, heim?
Cordial abraço do
Bonfim Salgado
- jornalista, diretor-geral de jornalismo
do Sistema SBT-AP.
Comentário por José Bonfim Salgado — novembro 5, 2008 @ 4:59 pm
incrivel..mas ha tantas cidades onde a realidade dura e atrasada impera! no interior do maranhao o preço da gasolina tambem varia e a sujeira, a corrupçao, o povo ignobil e sofrido resiste e existe! ha muitos brasis dentro do nosso pais. ate quando,me pergunto…acho que naum vou ver o brasil livre das mazelas ha muito vividas desde o inicio da colonizaçao…se pelo menos a corrupçao acabasse,eu morreria feliz!
Comentário por luhe moreira — novembro 5, 2008 @ 5:52 pm
É necessário melhorar a qualidade de vida destas pessoas, tendo um governo do PT, e boa vontade, dinheiro existe para dar saúde , educação, para este povo. ( cade o dinheiro do pac)
Comentário por Antonio Carlos Ferreira — novembro 5, 2008 @ 5:54 pm
Bom o que dizer, sinceramente nao sei deve ser um lugar ótimo de se morar sem poluição sonora sem congestionamentos sem poluição do ar.. é realmente o dia que eu me aposentar pretendo encontrar um lugar trnaquilo d se viver e um lugar desses seria bom mesmo..
quanto ao preço dos produtos realmente se for viver ali com salario minimo kra vai ta laskado..
Comentário por Andrei — novembro 5, 2008 @ 7:25 pm
moro em bandeira mg aqui a gasolina custa 2.95 já é um absurdo imagina 4.30
Comentário por zenilio sousa alves — novembro 5, 2008 @ 8:07 pm
Morar em um lugar desses seria otimo, se nossos governantes tivessem vergonha na cara e realmente assumisse que o Brasil tambem e la nesta cidade, e investissem em saude, educacao e saneamento basico, PAC para esta cidade jamais vai chegar, tome vergonha Lula, o prefeito e do PT. Cade i investimento em cidade remota do Pais?
Comentário por Gelazio Carmesini — novembro 5, 2008 @ 8:31 pm
Caramba, não sei nem o que comentar sobre a cidade. Sobre a reportagem, excelente! Parabéns ao jornalista que foi pra Jordão.
Comentário por Marcio — novembro 5, 2008 @ 8:43 pm
Altino, as pessoas ficam espantadas com estes cantinhos da Amazônia. Para nós que vivemos por aqui e sabemos desse tipo de lugar não é tão novidade. No Pará, também existem localidades onde os objetos de consumo são artigos de luxo.
Um grande abraço
Aline Brelaz (Pará)
Comentário por Aline Brelaz — novembro 7, 2008 @ 10:21 am
Visitei esse municipio na gestão FHC atráves de um Projeto Social da UNESCO. Viajei 5 dias em um barco chamado recreio, dormindo em uma rede pelo rios região. A experiência é boa para quem está do lado de fora dessa realidade social, simplesmente precária a situação dessa gente.
Comentário por Rodrigo Boueri — novembro 10, 2008 @ 8:22 pm
Acorda Brasil!!!
Acorda Lula, governadores, prefeitos, vereadores, populaçào votante…!
Quem faz tem que fazer direito…
E a população tem que cobrar no corpo a corpo em cidades pequenas…
Acho que a imprensa tem que ir lá mais vezes, chamar bastante atenção…
No momento em certos casos, só se pode praticamente contar a corajosa imprensa.
Parabéns!!!
Comentário por Mônica Lacerda — novembro 17, 2008 @ 8:03 am
A vida deve ser bem dura nesse lugar! Tudo é muito caro e difícil. A única vantagem é o ar que não deve estar poluído. Quanto aos comentários sobre o PAC, saibam que a prefeitura tem que apresentar um projeto que tem de ser aprovado para então haver a liberação dos recursos. O prefeito é quem deve se mexer prá tentar melhorar a cidade. O povo tem que aprender a ler! Parece mentira isso em pleno ano de 2008!
Comentário por Marluza Brambilla — novembro 17, 2008 @ 9:28 am
Tive o prazer de conhecer Jordão. Realmente é uma cidade esquecida. Parece que estamos fora do Brasil. Mas é um lugar sossegado, onde a gente fica em contato com a natureza e os indigenas que são pessoas puras. O difícil é programar para sair de lá, pois a condução mais rápida,que é o avião, é imprevisível. Imagina um caso de urgência ? de doença? Tenho um filho que é dentista, prestando serviço para o municipio em parceria com a Funasa e preocupo muito com isso.
Comentário por valdeci — dezembro 9, 2008 @ 2:13 pm