Terra Magazine

agosto 14, 2008

Esquerda faz “desmanche social” para manter poder

Altino Machado às 12:07 am

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Uma realidade bem diferente da imagem politicamente correta que se conhece do Acre, dominado por três governos consecutivos do PT de Chico Mendes, Marina Silva e dos irmãos Jorge e Tião Viana, começa a emergir formalmente de uma análise sobre participação da sociedade e da governança de espaços de definição de políticas públicas do Estado.

Financiado pelas organizações Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), com apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e WWF-Brasil, o estudo foi conduzido pelo agrônomo Luis Meneses, 39, ex-coordenador do Programa Amazônia do WWF, que atualmente é consultor em governança institucional e gestão de programas ambientais.

A análise, suficientemente ácida para ferir o brio do “governo da floresta”, expõe o desmanche social promovido pelos partidos de esquerda, sobretudo o PT, para tentar se perpetuar no poder político do Acre. Expõe da mesma maneira a relação incestuosa à qual se submeteram diversas lideranças do movimento social.

Segundo a análise, as organizações de base reconhecem que o crescimento político do movimento de esquerda no Acre fez aumentar a ingerência de políticos junto ao movimento sindical. A situação tem reforçado um paternalismo onde sindicatos sentem-se subordinados ao governo e aos políticos e não podem se manifestar contra nada em função do estabelecimento de convênios e outros benefícios próprios de quem controla os cofres públicos.

No final dos anos 80, sendo a maior expressão do movimento social acreano, Chico Mendes forçou o Banco Mundial a financiar um plano de mitigação dos impactos socioambientais decorrentes do asfaltamento do trecho da BR-364 entre Porto Velho (RO) e Rio Branco. Atualmente, seus antigos aliados constroem rodovias sem respeito às leis ambientais e defendem ou calam diante dos impactos gerados por diversas obras de infraestrutura na região.

O “governo da floresta”, que começou em 1999 com o engenheiro florestal Jorge Viana, poderá ter continuidade com o senador Tião Viana, a partir de 2011, como “governo do petróleo”.  Existem até pretensos ambientalistas que aderiram à atividade agropecuária que tanto criticavam e se tornaram destacados articuladores e defensores do plantio de cana-de-açuçar para produção de etanol na região.

O marasmo do movimento social é crescente, não existe mais articulação, e isso resulta no arrefecimento do papel contestador e aguerrido dos anos 70 e 80, quando foi capaz de impulsionar uma ruptura na política local com a eleição de lideranças que hoje são respeitadas dentro e fora do país. Além disso, a cultura do cargo público comissionado tem enfraquecido a atuação do movimento e gerado confusão de papéis na interlocução com a sociedade.

- Isso é constatado pelas organizações entrevistadas e também foi observado em relação à ascensão do PT ao Governo Federal. Esses quadros, que representam as melhores cabeças do movimento, quando no governo, tendem a compreender que participação das organizações do movimento podem ser substituídas pelo histórico pessoal e político dessas pessoas - afirma Meneses.

Na semana passada, ao tomar conhecimento da existência da análise,  o governador do Acre, Binho Marques (PT),  conversou rapidamente com Luis Meneses e manifestou intenção de instituir no Estado um mecanismo de certificação de organizações não-governamentais.

Leia a entrevista com Luis Meneses a seguir:

Firmou-se no Brasil a imagem de que no Acre a sociedade civil tem espaços ideais de definição de políticas públicas. O Acre é mesmo uma ONG, conforme disse certa vez a economista Maria da Conceição Tavares?

Essa imagem remonta a outros tempos - o final da ditadura e inicio da reforma democrática do país, quando os governos civis tinham um posicionamento de direita ou de centro. Nesta época, a sociedade civil no Acre fez a diferença, pois se fez ouvir internacionalmente quando o movimento social extrativista descobriu a afinidade com o movimento ambientalista na pessoa do Chico Mendes. Neste embalo e nesta oportunidade de recursos, surgiram importantes ONGs que defenderam direitos e propuseram novas formas e idéias de relação e atendimento  ao povo da floresta. A Comissão Pró-Índio e o Centro dos Trabalhadores da Amazônia, as mais antigas, lutaram por direitos de acesso a territórios. Foram pensadores e realizadores de uma nova forma de atender as comunidades extrativistas e indígenas, se dedicando à educação, saúde e, posteriormente, à viabilidade econômica das florestas como forma de geração de renda. No cenário político conservador do Acre de então, o movimento social e as ONGs pouco conseguiam influenciar as políticas públicas dos governos. A estratégia do barulho, da mobilização pública e da reivindicação,  por vezes surtia algum efeito positivo para os interesses destes grupos. Há uma década, as ONGs do Acre desempenharam um papel de projeção de novas idéias em relação a floresta e seus povos. Isso se fez ouvir no país e lá fora, em maior grau, do que aqui no próprio Estado. Com o advento do governo petista, mais conhecido como “governo da floresta”, o papel das ONGs e das organizações do movimento social muda e, infelizmente, enfraquece.

Como explicar o fato de que o movimento social definha no Acre na mesma proporção em que se conquista poder político?

Primeiramente, é importante definir dois fatores internos do movimento social e ambientalista que estão associados a este definhar, associados a uma crise financeira e outra de lideranças. Hoje, o movimento social e ambientalista, que são as organizações de representação de trabalhadores rurais e urbanos, de povos indígenas, e as ONGs com atuação urbana e rural, se encontram com sérios problemas de recursos para manutenção de suas atividades e pagamento de dívidas, principalmente trabalhistas. Esta situação tem origem na diminuição do fluxo de recursos financeiros, principalmente internacionais. Recursos de agências de cooperação bilateral, aquelas associadas a governos, e fundações internacionais que ajudaram o movimento socioambientalista a se estruturar na Amazônia. Houve uma redução significativa após o 11 de setembro em função de prioridades mais associadas com a redução do terrorismo.  Outro problema, está associado à visão estratégica dessas organizações em um mundo de constantes mudanças. Esse fato está diretamente relacionado com a crise de liderança do movimento social e ambientalista. Essa crise nasce no empréstimo dos seus melhores quadros ao governo e se agrava em função da não renovação e não formação de novas lideranças.

Como assim?

Na relação com o governo, a partir do momento que este adota pautas de políticas que eram bandeiras do movimento, ocorre uma nova demanda para o movimento. O papel reivindicatório é trocado por uma necessidade de proposição, de auxiliar no desenho, na estratégia, na forma de fazer acontecer aquela política. E aí a falta de visão estratégica e de conhecimento sobre como fazer a máquina funcionar impedem uma relação mais qualificada entre governo e sociedade.

Por que ocorre de modo tão atabalhoado a governança dos espaços de definição de políticas públicas justamente quando se tem à frente deles pessoas que tiveram razoável inserção na organização das demandas da sociedade?

Governança de processos, projetos, organizações e espaços devem ter três aspectos desenvolvidos: estrutura (quem faz o que, relacionado à definição  de papéis e responsabilidades), funcionamento (o como) e o indivíduo, tendo em vista o desenvolvimento do indivíduo para desempenhar aquilo que se espera do projeto ou da organização. O que se observa na gestão destes espaços é que não há uma abordagem que pense nestas diversas dimensões. A estrutura é mais bem pensada e rígida, e visam propiciar o controle do estado sobre o espaço.  O funcionamento não está baseado nas reais necessidades daquele coletivo e no cumprimento de suas competências. Os regimentos internos destes espaços são cópias uns dos outros. São leis mortas que o governo não cobra porque sabe que não faz sua parte adequadamente.  Por sua vez, a sociedade também não cobra porque igualmente não desempenha suas funções adequadamente.

Então o que falta?

Falta profissionalização da gestão destes espaços e isto requer pessoas com habilidade de empreender as dinâmicas requeridas por esses espaços. Falta estrutura adequada (espaço, recursos, staff) e falta qualificação de representante para quem participa. Outro fator interessante é a origem das pessoas do governo. Como a maioria dos integrantes do governo tem origem no movimento social, essa maioria parece considerar que este fato da origem já qualifica a participação do movimento social nas definições de políticas.

No final dos anos 80, Chico Mendes forçou o Banco Mundial a financiar um plano de mitigação dos impactos socioambientais da BR-364. Atualmente, seus antigos aliados constroem estradas ou se calam diante dos impactos delas e de outras obras de infraestrutura na região. O que está acontecendo?

Na minha opinião e de outras pessoas da sociedade civil que foram entrevistadas neste trabalho da UICN, WWF e GTA, a identidade partidária faz com que a participação do movimento social e ambientalista não seja tão forte, pois devem aceitar, não contrapor e ter paciência com as propostas do governo. Por isso, vemos que o papel de contestação que o movimento social e ambientalista sempre teve nos governos é arrefecido. Esse fato pôde ser observado no Ministério do Meio Ambiente. Como a ministra era Marina Silva, não se podia bater forte. Ela gozava do voto de credibilidade do movimento. Embora sofresse críticas, as críticas não eram tão duras.

O que mais contribui para o marasmo do movimento social decorrente do que você chama de “silenciosa acomodação política dos conflitos”?

Este marasmo, que se traduz na falta de articulação e comunicação entre as organizações da sociedade civil e no arrefecimento do papel contestador e aguerrido do movimento social e ambientalista, pode ser decorrente de fatores como ausência de um projeto político do coletivo dessas organizações. Na verdade não há mais uma bandeira de luta definida do que a sociedade civil quer para o Acre e, preocupante, boa parte das ONGs está sem estratégia de longo prazo para suas próprias organizações. As organizações estão reativas às pautas do governo e sem capacidade de intervir e propor políticas. Outro fator está associado ao compadrio partidário, onde há dificuldade de discutir questões em função das alianças atuais e históricas tendo em vista as relações pessoais e políticas.

A migração de quadros do movimento social para o Governo enfraquece a atuação do próprio movimento gerando uma confusão de papéis destas pessoas na interlocução com a sociedade?

Sim. Isso é constatado pelas organizações entrevistadas e também foi observado em relação à ascensão do PT ao Governo Federal. Esses quadros, que representam as melhores cabeças do movimento, quando no governo, tendem a compreender que participação das organizações do movimento podem ser substituídas pelo histórico pessoal e político dessas pessoas.

O governo do Acre dá sinais de que considera o extrativismo inviável para o desenvolvimento econômico e já estamos com um pé no agronegócio da produção de etanol. Existe o risco de passarmos de “governo da floresta” para “governo do petróleo”. O que a sociedade pode fazer para preservar a identidade que a levou a conquistar tanto poder no Acre?

As ONGs que têm sobrevivido a essa crise, que não é só acreana, mas amazônica, têm se firmado como os chamados think tanks, ou seja, núcleos de pensamento. Essas organizações, que podemos citar como Ipam, Imazon, ISA, que, historicamente, têm investido em pesquisa e geração de conhecimento, desempenham um papel fundamental e reconhecido hoje, que é o de propor e contrapor políticas públicas. Precisamos de ONGs que ajudem a pensar mais estrategicamente o desenvolvimento do Acre. Para isso, precisa de investimentos e tempo na formação de quadros. Outra oportunidade mais imediata, está na segunda fase deste processo proposto por UICN, WWF e GTA, de elaboração de uma agenda de políticas socioambientais da sociedade civil do Acre. A proposta é gerar metas e estratégias de pautas políticas prioritárias para um coletivo de organizações que permita avançar nas prioridades e interesses destas organizações. Este processo da agenda também tem importância fundamental de propor uma reflexão da forma de atuação do coletivo de organização quanto à discussão de políticas públicas e buscar uma nova governança do processo que permita fortalecer o movimento na sua relação com o governo estadual.

O seu diagnóstico assinala que organizações de base dizem que o crescimento político do movimento de esquerda no Acre aumentou a ingerência de políticos junto ao movimento sindical, reforçando um paternalismo onde sindicatos sentem-se subordinados ao governo e aos políticos, não podendo se manifestar contra em função do estabelecimento de convênios e outros benefícios. Como romper essa relação incestuosa?

As organizações precisam encontrar seu propósito e sua função para o século 21, desenvolver análises de contexto e visões de longo prazo. E assim começar a talhar as lideranças que precisa para alcançar os seus projetos. Tendo rumo e identidade, e, claro, controle interno de suas bases, é menos provável que esta ingerência política se perpetue baseada no interesse de poucos.

O movimento dos povos indígenas pela conquista de seus territórios inspirou, por exemplo, as lutas dos trabalhadores rurais no Acre em defesa da floresta. Agora, ambos se mostram desarticulados, embora haja várias organizações atuando em nome deles. Ainda existe algo de novo a ser dito pelas populações tradicionais da Amazônia?

Interessante observar que a projeção e conquista de direitos destes povos estão muito associados a lideranças com carisma interno e externo e visão estratégica  que traga novos referenciais e bandeiras. Hoje, tanto o movimento indígena quanto o extrativista, carece de lideranças com este perfil. E tampouco as ONGs de assessoria, como são chamadas, respondem às demandas destes povos ou têm legitimidade para desencadear processos de mudanças necessárias de ordem política.  Estes povos não querem mais intermediários, mas também não possuem hoje a qualificação necessária que lhes permita influenciar políticas com a qualidade,  que leve aos resultados esperados.  A qualificação de lideranças é algo fundamental para que estes movimentos consigam atingir outros patamares. E, nesse caso, vejo que os povos indígenas têm avançado muito mais que os extrativistas. Hoje em Rio Branco, existem mais de 12 índios cursando universidades. Isto trará resultados para dentro das aldeias e na visão política do movimento indígena.

O governador petista Binho Marques, que é originário do movimento social, prometeu que o Acre será o melhor lugar para se viver na Amazônia até o final de 2010. Você acredita que seja possível a reversão dos indicadores sociais até lá?

Essa é uma meta ambiciosa em função do prazo e interessante porque incorpora a dimensão emocional da felicidade como meta política. Hoje, na Europa, políticos têm levantado a bandeira da felicidade em países cujos problemas não são saúde ou educação ou infra-estrutura, mas muito mais de suicídios, drogas, entre outros, que estão associados  à “infelicidade do indivíduo”. O desafio acreano é abrange os direitos básicos a e infra-estrutura e, muito importante, o desenvolvimento do indivíduo. Neste sentido, as políticas locais e nacionais têm sido pouco consistentes e persistentes para termos cidadãos preparados para o século 21.

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7 Comentários »

  1. Olá Altino, gostaria muito de ler a análise do agrônomo na íntegra. Você pode me ajudar?

    Abraços

    Eduardo

    Comentário por eduardo carneiro — agosto 14, 2008 @ 11:11 am

  2. Por gentileza,
    este trabalho está já está circulando; onde podemos encontrar?

    Grato

    Porfiro

    Comentário por Jose Porfiro — agosto 15, 2008 @ 1:41 pm

  3. Caro Altino, prezamos seu blog como um importante espaço de debate, porém gostaríamos de deixar claro que suas avaliações políticas feitas a partir de um estudo técnico encomendado pela UICN, WWF-Brasil e GTA, não representam o nosso posicionamento institucional e nem o objetivo para o qual o estudo foi elaborado.

    Qualquer um que ler o trabalho vai notar seu caráter técnico e propositivo, que reflete a intenção das instituições em contribuir para o debate e aprimoramento das políticas e da governança sócio-ambiental no Estado do Acre.

    É bom enfatizar que o estudo é uma análise da participação da sociedade civil nestes espaços e traz em si um forte componente de auto-crítica por parte destas organizações.

    Respeitamos sua leitura política, assim como respeitamos todos os posicionamentos políticos. Porém para ser justo com os leitores e permitir que cada um possa fazer a sua avaliação e construir um posicionamento a cerca do mesmo, recomendamos a todos que leiam ao menos seu resumo e a entrevista do consultor responsável na íntegra.

    Por fim, observamos que há um forte movimento por parte do Governo em pensar a reestruturação da gestão sócio-ambiental no Estado. Este momento é extremamente rico e pode gerar as condições necessárias para que governo e sociedade construam novas formas de participação.

    Marcelo Arguelles - UICN
    Alberto (Dande) Tavares - WWF-Brasil
    Joci Aguiar - GTA/Regional Acre

    PS - Aqueles que quiserem ter acesso ao estudo ou ao seu resumo, porfavor envie uma solicitação para marcelo.arguelles@sur.iucn.org

    Comentário por Dande — agosto 18, 2008 @ 4:15 pm

  4. Mais um racista e equivocado neste país. Baiano que não trabalha deve ser a puta da mãe dele.Já estamos cansados desta história.O brasil inteiro está corrompido cheio de larápios e principalmente mineiro corrupto. Mais na hora de ofender só dá baiano. O sr. Acabou com qualquer credibilidade que sua fala poderia apresentar.Você é um pária e não será a mim que prestará contas.

    Comentário por livia — agosto 28, 2008 @ 2:22 pm

  5. O Necessário Trivial + Completo ???

    Mais uma vez vou tocar num mesmo assunto sobre O Plano Estratégico de Rearmamento Militar das FAS. O Plano é necessariamente ambicioso, mas muito longo, até 2030.
    O Brasil é um país geograficamente grande e diversificado, com vários e diferentes teatros operacionais. As nossas fronteiras são altamente cobiçadas, pelos bandidos internacionais. Por enquanto não falei nada de novo, que a opinião pública não saiba.Um Plano Estratégico de Defesa deste porte, precisará com certeza de muitos recursos financeiros, durante diversas gestões governamentais. Tem o governo de preocupar-se em mobilizar fontes de recursos permanentes, por longo tempo, que permitam a realização, sem interrupção do processo contínuo de rearmamento e modernização das nossas FAs. A instituição de um Fundo Financeiro Permanente que possua recursos suficientes para o re–equipamento total das Faz, é extremamente necessário e urgente. O receio que este Plano de Defesa fique no caminho por falta de dinheiro ou ânimo forte, é deverás, amedrontador à soberania nacional, e à preservação de nossas mais Sagradas Instituições. Outro aspecto lamentável, que chama a atenção, é a falta de interesse do povo, da sociedade e, até, da própria Nação, extasiados com os programas sociais, atualmente, muito em moda.
    Sou profissional especialista em Gestão Pública, e posso afirmar que a nossa situação de Nação Independente é muito GRAVE. O remanejamento de tropas militares e a criação de outras Unidades Especializadas, para a região amazônica é muito oportuno, estratégico e sábio, responde com armas prontas à ambição imoral de potências estrangeiras. Mas ainda não é o bastante para a tranqüilidade da Nação Brasileira. Muitos brasileiros não tem a menor noção do que, realmente, está acontecendo naquelas “bandas” do território nacional. Acrescente-se o trabalho demoníaco desenvolvido pelas ONGs internacionais à serviço do inimigo e as ONGs nacionais que já venderam a consciência.
    Ambas operam na célula central da soberania nacional, sabotando e instigando o povo contra suas próprias forças armadas, por conta do acontecido no passado. Meu tempo de jovem foi exatamente no período mais rígido da ditadura. Com meu trabalho, paguei duas faculdades ( dois níveis superior) e fiz vários pós-graduação; com o tempo tornei –me, especialista em Gestão Pública. Pessoalmente, testemunhei vários ataques verbais contra o Presidente da Republica, em plena Av. Rio Branco no RJ, ao meio dia, sem nenhuma razão que o justificasse. Vivi a minha vida, fiz tudo que quis fazer, e respeitei o estado “legal” vigente da época. Não me meti com ninguém, pois não estava aparelhado para isso, e ninguém se meteu comigo. Sou contrário, decididamente, às todas injustiças e as covardia, mas nós, brasileiros, estamos aprendendo a fechar nossas próprias feridas. Para quem sabe ler “um pingo é letra”.
    “ Os senhores deveriam tomar conhecimento do debate entre os arrogantes alunos de uma universidade norte-americana e o nosso Senador Cristóvam Buarque sobre a nossa Região Amazônica, imputesse até São Francisco”. Portanto, a necessidade de armar nosso EB com os mais modernos equipamentos bélicos permanece como uma urgência altamente prioritária, a que o País, rapidamente, tem de responder. Por isso precisamos de reservas financeiras suficientes para atender, concomitantemente ao EB, a FAB, e a MG (FNs), e que sejam realizadas sem adiamentos, cancelamentos, ou mudanças, com substituição criminosa, para outros programas de governo, “engana joão”. Também imaginem, a Venezuela possuindo um transporte de infantaria ultra moderno, de origem russo, além de anfíbio (BMP-3), poderosamente armado com canhão e metralhadora ambos de alta velocidade e precisão !!!! Está na hora do governo e a sociedade brasileiras acordarem para a realidade !!
    Medidas jurídicas, contábeis, orçamentárias, financeiras, patrimoniais, e legais devem se traduzir pela inclusão de uma EMENDA CONSTITUCIONAL referendando o Plano Estratégico Militar, além da citação, em textos da LDO, PPA e LOAs. A disciplina na aplicação e execução de programas de despesas públicas é outra medida acauteladora, exigível dos governos.
    A criação de um tributo específico para o fortalecimento bélico das nossas forças é importante, se necessário for. A redução dos custos BRASIL ( com a diminuição dos tamanhos dos Poderes Executivo/Legislativo e Judiciário ), com a conseqüente economia de custos orçamentários, podem em conjunto, constituírem-se em FONTES de RECURSOS aplicáveis na imediata produção do Plano Estratégico Militar.
    Sabemos que para o EB - a IMBEL e a AVIBRÀS estão vivas, e , a 1ª é a herdeira judicial da Engesa, Bernardini, e Moto Peças, e portanto, o acesso aos modelos, destas empresas falidas, e que são do conhecimento geral é simples e imediato, requerendo um ajustamento e um aperfeiçoamento técnico. Como as cabeças pensantes que criaram estes projetos não faliram, apenas se dispersaram , se novamente requisitados, responderam o chamado e com certeza, farão este trabalho. Mais uma vez, deixo a idéia de formar uma COLIGADA da IMBEL +AVIBRÀS dedicada á produção de Equipamentos Pesados, retomando os antigos projetos do Tamoio, Osório, Sucuri, Charrua, Ogum, Jararaca, Cascavel e Urutu, etc..Em minha opinião, em nome deste passado de blindados, ao invés de assinar um contrato com a Fiat/Iveco, melhor seria, ativar uma empresa brasileira para executar todos os projetos antigos. O governo brasileiro não tem a menor noção do grande perigo que está correndo com a compra pela Venezuela, de blindados anfíbios transporte de tropas pesadamente armados, o russo BMP-3 ( repetindo o BMP-3 é anfíbio, poderosamente armado, caça tanques, se desloca com muita velocidade em quaisquer terrenos alagados, tem todavia, uma blindagem fraca, não agüentaria impactos diretos de 120mm ou 125mm, deve atacar e se esconder) capaz de danificar quaisquer blindados do EB.Abra o olho Sr. Presidente do Brasil !
    Já li algumas críticas ao míssel Piranha da AVIBRÁS, então, se procedente, vamos através de investimento na pesquisa e estudos aperfeiçoar modelo fazendo-o igual ou o melhor que o das outras nações. Repito, o que disse um acordo de cooperação militar mútuo entre o Brasil e a Alemanha ou a Rússia, seria bem vindo !!!
    A FAB tem a EMBRAER e a HELIOBRÀS bastariam aumentar as encomendas, assinar um acordo de cooperação militar (Aviões e Helicópteros ), e ter reservas suficientes para cumprir os compromissos.
    Os FNs poderiam ser atendidos pelas opções acima citadas. A MG teria que responder se encontra-se em condições técnicas de produzir, inicialmente, Navios - Patrulhas, poderosa e modernamente armados.
    Os submarinos com se sabem, surgirão do Acordo Militar com a França. Submarino atômico, por que , se não temos o apoio estratégico de submarinos convencionais e, nem, uma grande esquadra para cobertura.????
    Da mesma maneira não adianta nada, termos colunas de blindados pesados sobre lagartas, se não possuímos blindados sob rodas ágeis e poderosamente armados, como caça-tanques, e também, se não temos cobertura área de aviões e helicópteros modernos muito bem armados para proteção do deslocamento blindado. Em função disto, é que insisto, é necessário constituirmos um Fundo de Reserva Financeira para as FAs do Brasil, e aproveitar, empresas bélicas vivas, vamos pela pesquisa e estudos, constantes, aperfeiçoar os modelos conhecidos e ou já existentes. O resto é pedir a DEUS para dar tudo certo !!!! Luiz.

    Comentário por luiz pinelli neto — julho 27, 2009 @ 4:55 pm

  6. Decisão Firme e Coragem Imbatível (Já Atualizado ) !!!

    Precisamos de capacidade e determinação para mudarmos o Planejamento Estratégico da nossa Lei Orçamentária. O Plano Estratégico de Defesa já foi assinado, muito bem !!!. Agora precisamos programar, com disciplina e certa urgência, o comportamento legal das nossas despesas orçamentárias públicas, ou, vamos concluir, logicamente, que o citado Plano não é importante para a soberania nacional. Não restam dúvidas que decisão e coragem são importantes para o governo tornar a execução do Plano Estratégico possível, com isso ele governo deverá mudar seu pensamento de “fome zero”,” PAC disto ou PAC daquilo” para centrar no cumprimento legal do orçamento, e notadamente, com o Plano Estratégico que ele próprio aprovou. Deve ficar entendido que as Fas do Brasil, com este rearmamento bélico não pretende invadir nenhum país, ou anexar territórios, nem tampouco, se preparar para conter a suposta invasão do nosso grande “aliado” e “mui” “amigo”, mas simplesmente, operar viaturas e armamentos novos. Por falar em “aliados” é oportuno lembrar-nos da Historia das Grandes Civilizações, quando o mais forte, fazia acordos humilhantes com seus aliados, até a chegada arrasadora dos povos bárbaros que lutavam por sua existência. Mas, assim, mesmo, vamos investir pesado nas Fas, se forem necessários 1 bilhão, para renascer a industria bélica, vamos coloca-los imediatamente à disposição do EB, se para a MG forem necessários 4 bilhões e para FAB, 8 bilhões vamos aplicar nosso plano de redução de custos orçamentários na gestão pública, assim:

    1)-diminuir o tamanho da estrutura organizacional dos Poderes Legislativo ( podíamos extingui-los de vez, pois, só roubam ), Executivo, Judiciário;
    2)- acabar com as despesas públicas que estejam fora da Lei Orçamentária, isto é, “PACs” de todos os tipos;
    2)- acabar com as despesas orçamentárias de cunho político demagógico;
    3)-canalizar, em emergência, financiamentos e investimentos de recursos do BNDES, CAIXA ECONÔMICA, PETROBRÁS, PRÉ-SAL, E INSTITUIR um TRIBUTO específico para o rearmamento nacional, e, cadeia para os ladrões nacionais = este somatório de recursos ( economia de custos ) direcionar para um FUNDO de RESERVA FINANCEIRA NACIONAL p/ INVESTIR PESADO no ARMAMENTO das FAs;

    Por que assinar um contrato com a IVECO para construção de blindados sob rodas? Não seria mais estratégico renascer, com outro nome, a principal empresa produtora de material bélico, a partir da IMBEL e da AVIBRÁS ?
    A falta de dinheiro é uma coisa presente nas finanças do Brasil, mas incompetência crassa, é outra coisa!! Temos ainda vivas a AVIBRÁS e a IMBEL. A AVIBRÁS recentemente construí o Guará, blindado de 4×4, mas o EB não se interessou. Quem mostrou competência para fazer um 4×4, certamente, poderá fazer um 6×6, um 8×8, ou até um 10×10, até anfíbio. Repito o que disse, nossos engenheiros e técnicos militares são muito competentes. Se por acaso, for necessário assinamos, um acordo militar com a Alemanha ( não seria a 1ª tentativa ) ou Rússia, para acelerar a assimilação de conhecimentos atuais sobre blindados. Aliás, a Rússia é especialista em mísseis em várias versões, um acordo militar de cooperação entre a AVIBRÁS, e, este país, seria muito bom para o EB, pois, nada acrescenta falar mal dos mísseis Piranha da AVIBRÁS. Temos no passado, projetos bem realizados do, Urutu, do Ogum, do Charrua, do Sucuri, do Tamoio, do Osório, do Jararaca, e do Cascavel, cuja experiência resultante e o conhecimento de nossos engenheiros e técnicos militares, apesar do tempo ter passado, não se perderam, e nem, faliram. Competência não nos falta. O Centauro italiano é uma cópia descarada do Sucuri brasileiro.
    A IMBEL é a herdeira judicial dos acervos da ENGESA, da BERNARDINI, e da MOTO PEÇAS. A substituição do transporte blindado de tropas infantes M-113 do EB, poderia ser feito, também, usando-se o modelo aperfeiçoado do CHARRUA 01, construído agora pela AVIBRÁS ou a IMBEL, ou ambas as empresas, o blindado anfíbio transporte de tropas, com uma necessária modernização de blindagem, sem perder a condição de ser anfíbio para a região amazônica, com um super-sistema de armamento, artilhados e com mísseis anti-carro, anti-aéreo, ou anti-barcos de desembarques.Aliás, especialistas em mísseis que poderiam ajudar muito a Industria Militar de Armamentos do Brasil, seriam os russos, cuja comprovada experiência faz os EEUU temerem a aproximação com o EB. ( Por que ??? )
    Aliás, a nova viatura como pretendida - o CHARRUA 01, faria frente nas fronteiras da Venezuela / Brasil, ao violento russo BMP -3, a ser comprado pelo exército deste país.
    DEUS queira, que nossas FAs não sejam levadas ao sacrifício inútil, por causa da displicência governamental, nem tudo se resolve, com “tapinhas sindicalistas e cafezinho”. O BMP-3, que é ANFÍBIO, russo que o Chavez vai comprar ( ou comprou ) é excelente blindado. Se acontecer no futuro, que blindado do EB fará frente a ele na Amazônia ????. Gostaria que alguém do EB me explicasse, pois, de repente existe outra saída, embora seja eu , apenas, um civil consciente de seus devedores ???? Talvez o verdadeiro inimigo ( o grande falso amigo de sempre – com a 4ª Frota ) esteja no NORTE e, não seja o Chavez.
    Falta, na verdade, muito dinheiro para este Plano Estratégico virar realidade !!! Por enquanto é somente discursos políticos irritantes, de quem não quer decidir nada, só ganhar tempo. Vamos alistar e incorporar, os filhos, netos, bisnetos e todos ao parentes próximos de todos os governantes e políticos brasileiros nas nossas FAs e remete-los para frente de combate, mais pesado e violento, na região amazônica, se necessário for !!!
    Assim, com certeza, eles verão e sentirão, com exata realidade as verdadeiras necessidades do EB. Para quem sabe o mínimo da história do povos, sabe que isto pode bem acontecer. !!!!!!!
    Por falar em BMP-3 russo, por que o EB, não se utilizar, da AVIBRÁS e da IMBEL, ou, uma 3ª empresa coligada, nestes procedimentos de fortalecimento bélico do Plano Estratégico de Defesa ???? E vamos comprar diretamente da Alemanha 600 blindados Leopards 2 A 6. Luiz

    Comentário por luiz pinelli neto — julho 27, 2009 @ 4:56 pm

  7. Plano Estratégico de Defesa do Brasil 01

    Entendemos que os tanques blindados pesados M-60 A3TTS são excelentes tanques, embora antigos e adquiridos em 2ª mão dos nossos “eternos aliados do norte”.
    Apesar de boa blindagem, não possui saias laterais que poderiam oferecer certa defesa para armas portáteis anti-tanques, mas o grande perigo contra os tanques de quaisquer tipos ou blindagens são a munição em flecha. Acrescentemos que o grande peso destes tanques para a situação geográfica do Brasil, torna-se um complicador. Ele não poderá ser usado em qualquer terreno sem a devida cobertura aérea. Brigadas ou esquadrilhas de modernos helicópteros armados com a equipamentos de última geração, de altíssima velocidade, e guiados por sistema computadorizado são o ideal para a cobertura em deslocamento de colunas blindadas. A EMBRAER pode junto com a Rússia ( acordo de cooperação militar ) desenvolver, rapidamente, um projeto e modelo de novo helicópteros para o EB, FNs da MB, e, para a FAB, e produzi-los na quantidade necessária para cobrir o tamanho geográfico do território brasileiro.
    Quanto aos blindados brasileiros, é uma tremenda irresponsabilidade técnica, os projetos anteriores que ficaram perdidos no passado, e, até agora,não serem, inteligentemente, reaproveitados, a partir de novos estudos e pesquisas militares. O aperfeiçoamento técnico destes modelos (URUTU, SUCURI, CASCÁVEL, JARARACÁ, CHARRUA, e OGUM ), que afinal de contas requisitaram o emprego de milhares de horas de trabalho e pesquisas, os quais, “inexplicamente”, não foram respeitados (e falidos criminalmente ), pois, no final das contas resultaram em bons blindados, apesar da opinião e atitude traidora do governo. Na verdade além de constituírem, “repetindo”, na ocasião bons blindados, foram produzidos voltados à operação no terreno geográfico brasileiro. Recentemente vi um vídeo de manobras de um blindado sob rodas SUCURI num campo de provas, e senti, embora não seja um especialista militar, uma excelente solução para o EB na região amazônica brasileira. À propósito, o famoso BMP-3 blindado russo( o que a Venezuela deseja ), apesar de ter excelente velocidade com um temível sistema de armamentos, um misto de : canhão, metralhadora e mísseis - tem uma blindagem, relativamente, fraca. Dizem que é um blindado CAÇA – TANQUES. Pelo visto tem de atacar e fugir.
    Certamente, os SUCURI, JARARACÁ, CASCÁVEL, OGUM, URUTU, e, CHARRUA ( os dois últimos anfíbios ), modernizados após estudos específicos, mas já no modelo de 8 ou 10 rodas, com fortalecimento de blindagens e com um sistema de tiro de 120mm ou 125mm e mísseis anti-carro, anti- embarcação e anti- aéreo ( acordo de cooperação militar Russia ou China ) (sem perder a característica de ser anfíbios ). Seria o ideal para dar proteção e cobertura, aos deslocamentos das colunas de tanques blindados pesados no terreno brasileiro, principalmente, na região amazônica.
    Quando o EB contar com modernas esquadrilhas de helicópteros bem armados e blindados modernos sob 8 ou 10 rodas, aí sim, teremos segurança total para operarmos os M-60 A3 TTS e os Leopards 1 A.
    Não custa nada tornar a falar da necessidade de criar uma empresa bélica de produtos pesados, oriunda da IMBEL + a EVIBRÁS, aproveitando o capital técnico intelectual de engenheiros e técnicos militares de alta competência para voltarmos a produzir blindados, como disse, a partir das experiências anteriores. A informação em um BLOG de defesa sobre a proibição da IMBEL de produzir armamentos pesados em tempo de Paz deve ser investigada urgentemente !!!!!!!!
    Inclusive, servirá tecnicamente, também para modernizar todos os tanques pesados do EB comprados em 2ª mão, como o M-60 A3TTS que além da saia de proteção, talvez possa colocar uma torre de 120mm, tipo Abrams.
    Competência bélica técnica industrial o Brasil tem e muita, só falta o governo recolocar os recursos orçamentários/financeiros para serem aplicados no Plano Estratégico de Defesa. Aliás, não é por menos que os nossos “grandes aliados do norte” nos vêem com muita cautela, pois, sabem se tentarem tirar nossas riquezas na “marra” terão “uma calorosa recepção”. Este Plano Estratégico de Defesa será, necessariamente, muito longo, com aplicações contínuas durante várias gestões governamentais, face o relaxamento técnico em que foram colocadas as nossas FAs. Os governos devem imediatamente providenciar as Fontes de Recursos permanentes para alimentar os Fundos de Reservas Orçamentárias / Financeiras que permitirão a execução do plano militar, ou, será um simples “fogo de palha” de campanha política. Deve a sociedade brasileira estar atenta, junto com os Srs. Comandantes Militares, para se assegurarem que ninguém quer fazer “graça política” de patriota de última hora. Não adianta ficar falando em SOCIAL, se não garantirmos o solo pátrio com suas riquezas naturais. Esperamos que não seja mais um “Engana João”, para esta sociedade que dorme sempre “ em berço esplêndido “. Luiz

    Comentário por luiz pinelli neto — agosto 3, 2009 @ 10:39 pm

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