Grandes hidrelétricas ameaçam a Amazônia
A construção de 79 hidrelétricas previstas para a Amazônia pode contribuir com aumento de um terço da área naturalmente alagada na região, que passaria de 300 mil km² para 400 mil km²

O aumento da área alagada será prejudicial para a vegetação, fluxos d’água, biologia dos rios, biodiversidade, além de contribuir para o aumento das emissões de gases tóxicos para a atmosfera, sobretudo o metano, cuja molécula polui 24 vezes mais que uma molécula de gás carbônico.
O alerta é do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que realizou uma pesquisa, no entorno do lago da Usina Hidrelétrica de Balbina, sobre a capacidade de espécies arbóreas absorverem carbono da atmosfera e de influenciar no ciclo de chuvas na Amazônia. Balbina está localizada no rio Uatumã, no município de Presidente Figueiredo (AM), a 107 quilômetros de Manaus..
Os resultados da pesquisa fazem parte da terceira tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências de Florestas Tropicais, que será apresentada nesta terça-feira, em Manaus, por Ulysses Moreira dos Santos Júnior e seu orientador José Francisco de Carvalho Gonçalves.
Os dois pesquisadores do Inpa estudaram 10 espécies arbóreas, sendo sete adaptadas ao período de cheia e três não adaptadas. A pesquisa fez o levantamento de cerca de 200 árvores num raio de 100 km a montante (acima) e a jusante (abaixo) da barragem.
- As plantas tolerantes ao afogamento mantêm a capacidade de dissolver carbono relativamente moderada. Mas as plantas sensíveis aumentam a temperatura interna das folhas, o que leva ao colapso do metabolismo celular - assinalam os pesquisadores do Inpa.
Intitulado “Fisiologia e indicadores de estresse em árvores crescendo em ambientes alagados pela hidroelétrica de Balbina na Amazônia Central”, o trabalho faz um apanhado histórico de projetos desenvolvimentistas do governo federal, a partir de 1985, que prevêem a construção de 79 hidrelétricas na região amazônica.
- Balbina é um dos piores exemplos de construção de hidrelétricas, por isso resolvemos estudar o impacto dela na vegetação marginal.
De acordo com os cientistas, a questão é quando se pensa nas implicações nos contextos amazônico e do aquecimento global, ou seja, aumento da temperatura. Eles questionam como as plantas irão se comportar em cenários extremos, mas não sabem com certeza quais espécies poderão sobreviver.
Impacto global negligenciado
Em relação à capacidade de assimilar carbono, as plantas tolerantes ao alagamento tiveram uma redução de 11%. Já as plantas não tolerantes tiveram uma redução de 85%.
- Com a diminuição da capacidade de realizar esse tipo de tarefa, há aumento dos níveis de gases responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera - alertam.
A transpiração (troca de água com o ambiente externo) das folhas foi outro fator agravante destacado pelos pesquisadores. As plantas tolerantes ao alagamento tiveram uma redução de 15,5%.
Segundo eles, existem duas implicações. A primeira, que as plantas perderão a capacidade de trocar calor lantente com a atmosfera. Isso quer dizer que, se a planta trabalhava em uma temperatura “ótima”, terá que trabalhar em uma temperatura maior. Dessa forma, perderá sua eficiência. A segunda implicação é a diminuição da quantidade de vapor e compostos volatéis emitidos, que contribuem com a temperatura do ar e a dinâmica de formação de nuvens.
- Fizemos um teste sobre a capacidade da planta assimilar carbono, conforme a temperatura da folha. Observamos que, conforme a temperatura da folha aumenta, a capacidade de assimilar carbono diminui. As espécies foram expostas até 42ºC. Não se sabe até que temperatura uma planta pode suportar.
Santos Júnior e Carvalho Gonçalves explicam que quando as plantas tolerantes ao alagamento foram expostas a 42ºC, a média em assimilar carbono foi de 44%, enquanto nas que não são tolerantes, no período alagado, a diminuição foi de 67%.
- A contribuição das usinas hidrelétricas para o aquecimento global está sendo negligenciado, uma vez que a maioria dos estudos são concentrados apenas em grandes extensões de florestas.
TAlvez a área alagada fosse suportável se o desmatamento não tivesse desvastado áreas significativas da floresta. Até hoje não entendo como não há leis q coloquem os governos do Pará e do Mato Grosso como tendo cometido crime contra o patrimônio nacional. Como foi cometido isso, sem q o Senado , a Câmara dos Deputados e o próprio Ministério Público não tenham reagido a tempo?
Comentário por ubiratã — julho 30, 2008 @ 10:12 am
É BESTEIRA ESTE NEGÓCIO DE DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA COM HIDROELÉTRICAS. OS LAGOS PODEM PROPICIAR A EXPLORAÇÃO RACIONAL DA PICICULTURA.
Comentário por CLAUDIO JOSÉ DE LIMA — julho 30, 2008 @ 11:19 am
“É BESTEIRA ESTE NEGÓCIO DE DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA COM HIDROELÉTRICAS”
Sim tudo em relação à Amazônia é besteira, um estudo cientifico sério merece mesmo esse tipo de comentário, quem sabe as gerações futuras não lembrarão da nossa apenas pelas besteiras que fizemos em ralação a Amazônia.
Comentário por Magão — julho 30, 2008 @ 11:41 am
O Comentário do Claudio me parece meio sem noção…. “Besteira este negócio de destruição da amazônia com hidrelétrica”, será que ele nunca aprendeu que pra tudo há um limite? e logo no começo do texto, é bem explicado - “O aumento da área alagada será prejudicial para a vegetação, fluxos d’água, biologia dos rios, biodiversidade, além de contribuir para o aumento das emissões de gases tóxicos para a atmosfera, sobretudo o metano, cuja molécula polui 24 vezes mais que uma molécula de gás carbônico” …… De fato durante todo esse tempo, nunca perceberam o quanto destruiram a amazonia? que os grandes culpados nunca serão realmente culpados? o tempo está se esgotando…e nada vejo fazerem (por parte dos governantes) algo que realmente tente salvar a Amazonia….lamentável!
Comentário por Patricia — julho 30, 2008 @ 11:57 am
Besteira é alguém falar esse tipo de coisa, Claudio.
Os reservatórios alteram sim a dinâmica das águas e consequentemente da floresta. Além disso, reservatórios extinguem 90% das espécies de peixe que habitam o local impactado.
E a área alagada? Alguém já parou pra pensar que a floresta morre na área de alagamento e que isso equivale ao desmatamento causado pelos plantadores de soja, criadores de gado e madeireiros? Em pequenos empreendimentos isso não representa quase nada, mas e no caso dos grandes reservatórios como o de Balbina, Serra da Mesa, Tucurui e Itaipu?
As pessoas só falam esse tipo de coisa porque não têm fundamentação e base de conheciemento para opinar. Experimente acompanhar a construção de uma hidrelétrica e o impacto que ela causa.
Comentário por André — julho 30, 2008 @ 12:01 pm
Besteira! Isso é coisa dos americanos e dos europeus que já devastaram tudo e não querem que nós possamos nos desenvolver. Todo mundo sabe que as maiores reservas de minerais e petróleo do Brasil e do Mundo está na Amazônia.
Se o Brasil quiser ser realmente independente, vai ter que construir a bomba atômica para poder se defender das agressões que irão acontecer nos próximos anos, quando o Mundo estiver sem água e sem minerais.
O Brasil é a potência do futuro, e isso não se discute. Só temos que ter um Presidente com colhões de enfrentar a realidade e preparar o País para os ônus e os bônus de ser um país com muitos recursos, onde todos invejam.
Comentário por Elias Tenório — julho 30, 2008 @ 12:06 pm
Vivem dizendo que precisamos ocupar a amazônia , mas na hora H ficam com essa estoria de que construir hidrelétricas , fazer bases para o exercito ou outra obra qualquer vai acabar ou criar um deserto na região.
Ora , ora pessoal isso é conversa de ambientalistas e de ongs que na verdade querem preservar para entregar para os gringos como combinado, com muita riquesa mineral , biológica e etc., só isso conversa pra boi dormir.
Comentário por henrique de oliveira — julho 30, 2008 @ 12:07 pm
Quanta desinformação, hidrelétricas não atrapalham em nada, elas mudam a forma de economia da região pra melhor, isso sim, essa região amazonica é subdesenvolvida a mais de 500 anos e agora que começa a se desenvolver querem parar isso a todo custo, colocaram até a maior emissora de TV nisso, com falsas denuncias de que isso destroi a natureza, aquilo la tambem, etc e quem diz isso? os entendidos que moram em apartamentos nas praias do Sul e Sudeste e acham que entendem o que se passa por aqui.
Precisamos nos desenvolver sim, abrir caminho para o Pacifico, para o Atlantico pelo norte do Pais e deixarmos dessa dependencia secular do sudeste e sul do Brasil.
Acreditem, nós vamos chegar lá.
Comentário por James Holland — julho 30, 2008 @ 12:14 pm
Olha numa boa. Vocês ambientalistas enchem o saco. Se é hidrelétrica o problema é a área alagada, se é termoelétrica o problema é a poluição, se é eólica o problema é a morte das aves, se é nuclear o problema é o risco de vazamento e o lixo tóxico produzido, se é solar o problema é a poluição gerada para a construção das placas.
Ahhhh por favor, creio que para vcs o melhor seria voltarmos a era das cavernas, ops! Não não, pois os homens das cavernas derrubavam árvores para fazer fogueiras.
Cada um…
Cada um…
Comentário por Bruno Padilha — julho 30, 2008 @ 12:19 pm
talvez esse claudio seje alguém interessado na degradação da nossa floresta, talvez seje um filho de madeireiro, glireiro, garimpeiro, fazendeiro ou outro tipo de vírus que esta destruindo oque nos resta da floresta
Comentário por Bel — julho 30, 2008 @ 12:20 pm
Ocupar a amazônia exige entendimento da conjuntura internacional e a ação das grandes potências sobre as reservas mundiais de matéria-prima. Nesse caso devemos ocupar racionalmente antes que os EUA o faça de forma velada por ONGs e tropas alojadas na fronteira.
Além de assinarem Kyoto ainda invadem nações fracas com alegações infundadas e a imprensa mundial se cala. A ONU de joelhos diz amém e o Vaticano encomenda as almas dos inocentes que lutam pelo que é deles.
Lutemos pelo que é nosso, mas sem devaneios. Façamos uma reforma agrária, façamos uma política de exportação de produtos primários racional e voltada para os brasileiros e pensemos na Amazônia como parte de algo que precisa estar integrado ao nosso teritório e não nos mapas futuros das grandes nações militarmente poderosas.
Comentário por Beto — julho 30, 2008 @ 12:29 pm
Não vejo porque não construir hidreleticas, este estudo apresentado leva em conta um caso que ainda esta em andamento (Balbina), e as outras hidreleticas que já temos e sempre falaram. O problema é o seguinte: NÓS BRASILEIROS NÃO PODEMOS USAR A REGIÃO NORTE, TAMBÉM CONHECIDA POR AMAZÔNIA. VEM GUERRA POR AÌ GENTE.
Comentário por Ferreira Junior — julho 30, 2008 @ 12:52 pm
La vai o home, querer modificar a perfeição que a natureza demorou milhões de anos para construir… triste
Comentário por nikita — julho 30, 2008 @ 2:15 pm
Criação do Chip !
Grande foi esta descoberta do chip, pois através deste mecanismo estamos evoluindo e assim controlando diversas áreas que ate então era impossível de ter um controle expressivo em sua exatidão, o salto da evolução tecnológica é através do chip ele ira cada vês mais nos trazer conforto e bem estar….. CUIDADO tem que ter para que o chip não se transforme num vilão marcando o homem e assim sendo ele um escravo…..666
Clik.
http://fotolog.terra.com.br/ricardorico_fil:8
Comentário por RICARDO ANTONIO FILGUEIRAS — julho 31, 2008 @ 10:07 am