Terra Magazine

julho 29, 2008

Pará lidera ranking de desmatamento, diz Imazon

Altino Machado às 12:20 am

O desmatamento na Amazônia Legal atingiu 612 quilômetros quadrados este mês, de acordo com dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Houve um aumento de 23% em relação a junho de 2007, quando o desmatamento atingiu 499 quilômetros quadrados na região.

No período de agosto de 2007 a junho de 2008, o acumulado do desmatamento totaliza 4.754 quilômetros quadrados, contra 4.370 quilômetros quadrados no período anterior. Isso representa um aumento de aproximadamente 9% na área desmatada no período atual em comparação com o anterior.

Os dados fazem parte do Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal, assinado pelos pesquisadores Carlos Souza Jr., Adalberto Veríssimo e Anderson Costa.

A maioria do desmatamento ocorreu no Estado do Pará (63%), seguido por Mato Grosso (12%), Rondônia (11%) e Amazonas (10%). Os demais estados contribuíram com cerca de 4% do desmatamento. No Acre, Roraima e Tocantins, o desmatamento somado foi apenas 4,2% do total.

A maioria do desmatamento (68%) em junho ocorreu em áreas privadas, sob diversos estágios de posse ou devolutas. O desmatamento nos Assentamento de Reforma Agrária alcançou 18% enquanto nas Unidades de Conservação 10% e nas Terras Indígenas 3%.

No período de agosto de 2007 a junho de 2008, o Mato Grosso manteve a liderança na área total desmatada na Amazônia, com 2.074 quilômetros quadrados (43% do total), seguido de perto pelo Pará, com 1.936 quilômetros quadrados (40% do total), e, mais distante, Rondônia com 452 quilômetros quadrados (9% do total). Esses três Estados contribuíram com 94% do total desmatado nesse período.

De acordo com o Imazon, na comparação dois últimos períodos (agosto de 2006 a junho de 2007 e agosto de 2007 a junho de 2008), o desmatamento cresceu em Tocantins (+383%), Acre (+77%¨), seguido do Pará (+46%), Roraima (+29%), Rondônia (+19%) e Amazonas (+5%).

Segundo os pesquisadores, houve queda em Mato Grosso, onde o desmatamento recuou 14% . Embora o aumento tenha sido expressivo no Tocantins, Acre e Roraima, em termos absolutos a contribuição desses Estados no total desmatado na Amazônia é muito pequena.

Geografia do desmatamento

Os municípios paraenses próximos das BR-163 (Novo Progresso e Itaituba) e da Transmazônica (Brasil Novo, Altamira, Pacajás, Novo Repartimento, Itupiranga e Marabá, bem como em São Félix do Xingu), concentram em junho o desmatamento.

Em Rondônia, o desmatamento foi mais intenso no município de Porto Velho e, no Mato Grosso, foi mais disperso. Do ponto de vista fundiário, a grande maioria (68%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou em diversos estágios de posse.

O desmatamento foi mais crítico nos municípios de Altamira (39,9 quilômetros quadrados), seguido do São Félix do Xingu (38,3 quilômetros quadrados) e Novo Progresso (38,1 quilômetros quadrados). Esses três municípios estão localizados no Estado do Pará e fazem parte da lista dos 36 municípios críticos, segundo decreto do Ministério do Meio Ambiente.

O restante (18%) do desmatamento aconteceu em áreas de Assentamento de Reforma Agrária e cerca de 10% foi registrado nas Unidades de Conservação. O desmatamento em Terras Indígenas detectado pelo
SAD foi inferior a 3%. As Terras Indígenas mais desmatadas foram a Trincheira/Bacajá (PA), com 5,46 quilômetros quadrados, e Jacareúba/katiwixi (AM), com 4,73 quilômetros quadrados.

Nos Assentamentos de Reforma Agrária, o desmatamento atingiu 112 quilômetros quadrados em junho de 2008. Os Projetos de Assentamentos que mais sofreram com o desmatamento foram Jacaré-açú no município de Novo Repartimento (Pará) e Jatapu em Caroebe (Roraima).

O desmatamento nas Unidades de Conservação alcançou 10% do total registrado na Amazônia pelo SAD. A situação foi mais crítica na APA Triunfo do Xingu (Pará) que perdeu 21 quilômetros quadrados de floresta e na Flona do Jamanxim, onde o desmatamento atingiu 11,8 quilômetros quadrados.

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10 Comentários »

  1. BOM DIA

    VENHO POR MEIO DESTA MOSTRAR A MINHA INDIGNAÇÃO COM ESSE GOVERNO QUE SÓ PENSA EM R$ R$ R$ … SERÁ QUE É TÃO DIFICIL ASSIM PRESERVAR O NOSSO PATRIMONIO ???

    E VIVA A MEDIOCRIDADE …

    Comentário por Rodrigo — julho 29, 2008 @ 8:56 am

  2. já fiz, e este spam word não aceitou de burro, tem algum bug, e apagou o meu comentário, que não farei novamente.

    Comentário por Ricardo — julho 29, 2008 @ 9:19 am

  3. VERGONHA NACIONAL…..

    Comentário por Fábio — julho 29, 2008 @ 9:22 am

  4. Eu fico me perguntando, são tantas as maneiras de acabar com o desmatamento. Mas parece que nossos governantes não vêem isso, mas isso é claro, prq acabar com o desmatamento, se as áreas desmatadas são da grande maioria de propriedade de deputados e governadores, o Governador do Mato Grosso (da gestão passada), possui uma extensão de terra de 80 mil Ha no MT, em área de floresta, na região da Bahia os grandes donos de terras são Americanos, os mesmos que pedem pela proteção da nossa floresta, são os mesmos que estão desmatando ela.

    Ai fica a pergunta, será que eles iram impedir o desmatamento ou punir os mesmos? Acho que não…

    O governo diz que não tem como acompanhar todas essas áreas. “Pura mentira”
    Uma solução barata e eficaz é acompanhar pelo http://www.Inpe.br o desmatamento, colocando um pessoal em pontos estratégicos.

    Comentário por Patrick — julho 29, 2008 @ 9:37 am

  5. Temos que derrubar a floresta sim! Temos que produzir! Temos que gerar riquesas! Esta histórinha de preservação, de manutenção de um “jadim” amazônico inalterado reproduz um único pensamento: de que somos um país, um povo que pode se dar ao luxo de deixar 60 % do seu território inalterado para parecer bonzinho aos olhos do mundo. Vejam a China, a India, os Estados Unidos, e a Europa, será porque ninguem fala, reclama ou questiona a inexistência de florestas em seus respectivos territórios ou a devastação em suas áreas. Acorda Brasil… vamos crescer, desenvolver… quando precisarmos alimentar nossos netos e vermos nossas terras intactas e nas mãos dos outros veremos o erro de não termos crescido.

    Comentário por Murilo — julho 29, 2008 @ 10:22 am

  6. Que triste!
    Nossos filhos, e os das pessoas responsaveis por tanta destruicao, pagarao muitissimo caro por tal falta de repeito com a NOSSA terra!

    Comentário por edward — julho 30, 2008 @ 4:13 pm

  7. Criação do Chip !

    Grande foi esta descoberta do chip, pois através deste mecanismo estamos evoluindo e assim controlando diversas áreas que ate então era impossível de ter um controle expressivo em sua exatidão, o salto da evolução tecnológica é através do chip ele ira cada vês mais nos trazer conforto e bem estar….. CUIDADO tem que ter para que o chip não se transforme num vilão marcando o homem e assim sendo ele um escravo…..666
    Clik.

    http://fotolog.terra.com.br/ricardorico_fil:8

    Comentário por RICARDO ANTONIO FILGUEIRAS — julho 31, 2008 @ 10:10 am

  8. quando dizemos que o homem é o pior dos animais não estamos falando nenhum absurdo, qual é o animal que destroi se habitat?
    “nós” estamos cruzando o braço e fechando os olhos para um patrimonio que é nosso… vimos em pouco tempo que cada vez mais o desmatamento avança …nossas medidas anti-desmatamento não…. é triste pensar que nossa floresta…. esta desaparecendo nossa rica flora e fauna seram extintas e ai brasileiros o que iremos fazer?

    Comentário por cintia — fevereiro 23, 2009 @ 11:32 am

  9. minto populaçao de mais e vai cama a as arvore munto portande de mais ate que vem frutas pode morre casado eles quem ta matando

    Comentário por isabela — julho 14, 2009 @ 10:15 am

  10. O que existe é uma enganação, o que é desmate ilegal e o que é derrubada legal, na amazônia pode ser derrubada area de 20% da propriedade, então os órgãos pela incompetência não sabem analisar o que é legal e o que é desmatamento ilegal, e cololocam que tudo é desmatamento. E o pior de tudo que os órgãos de midia também sabem disso mas ningúem fala nada, pois é melhor discriminar que mora na região.

    Comentário por Roni — julho 14, 2009 @ 10:49 am

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