Peru declara a ayahuasca como patrimônio cultural

O governo do Peru declarou como patrimônio cultural da nação os conhecimentos tradicionais e usos da ayahuasca praticados por comunidades indígenas em sua floresta amazônica. A ayahuasca é mais conhecida no Brasil como Santo Daime. A decisão do governo peruano, assinada pelo diretor do Instituto Nacional de Cultura, Javier Ugaz Villacorta, foi publicada na edição de sábado de El Peruano, o diário oficial do país.
Na declaração de reconhecimento, o governo peruano afirma que a ayahuasca tem qualidades psicotrópicas, isto é, que atuam sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, sendo conhecida no mundo todo como uma planta indígena que transmite sabedoria para os iniciados sobre os próprios fundamentos do mundo.
Também afirma que os efeitos produzidos pelo seu consumo é equivalente à entrada nos segredos do mundo espiritual. Segundo o Instituto Nacional de Cultura, o ritual da ayahuasca está se estabelecendo como o centro da medicina tradicional e é um dos pilares da identidade dos povos amazônicos, sendo o seu uso necessário e indispensável para todos os membros da sociedade amazônica peruana.
A ayahauasca é uma bebida obtida a partir do cozimento do cipó jagube (Banisteriopis caapi), conforme foto acima, com a folha chacrona (Psichotria viridis), na foto abaixo. Segundo o governo peruano, a ayahuasca conta com extraordinária história cultural em virtude de suas qualidades psicotrópicas.
Virtudes terapêuticas
O Instituto Nacional de Cultura assinala que o uso e resultados obtidos com ayahuasca são necessários para todos os membros das sociedades amazônicas em algum momento de suas vidas e indispensáveis para que assumam o papel de portadores privilegiados, seja através de comunicações com o mundo espiritual ou para os que se expressam plasticamente.
O governo peruano afirma que os efeitos que a ayahuasca produz têm sido amplamente estudados por causa de sua complexidade e são diferentes dos que usualmente produzem os alucinógenos.
- Parte dessa diferença consiste no ritual que acompanha seu consumo, que conduz a diversos efeitos, porém sempre dentro de uma margem culturalmente delimitada e com propósitos religiosos, terapêuticos e de afirmação cultural - afirma Javier Villacorta.
No entendimento do governo peruano, a prática de sessões rituais de ayahuasca constitui um dos pilares da identidade dos povos amazônicos e seu uso ancestral nos rituais tradicionais, garantindo continuidade cultural, está vinculado às virtudes terapêuticas.
- Busca-se proteção do uso tradicional e do caráter sagrado do ritual de ayahuasca, diferenciando-o de usos ocidentais descontextualizados, consumistas e com propósitos comerciais - assinala a declaração do Instituto Nacional de Cultura.
Reconhecimento no Brasil

O governo também analisa, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), um processo de reconhecimento do uso da ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
No final de abril, no Centro de Iluminação Cirstã Luz Universal - Alto Santo, fundado pelo mestre Raimundo Irineu Serra, em Rio Branco (AC), O ministro Gilberto Gil, da Cultura, recebeu documento com pedido de representantes dos centros que integram os três troncos fundadores das doutrinas ayahuasqueiras.
A solitação mereceu o endosso do governador do Acre, Binho Marques (PT), do deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), presidente da Assembléia Legislativa, e da deputada federal Perpétua Almeida (PC do B), articuladora do projeto de reconhecimento do uso ritual da ayahuasca.
Segundo o governador, “é muito fácil construir prédios, mas é muito difícil construir uma fortaleza cultural como esta”.
- É a nossa reserva moral, a nossa fonte de sabedoria. Eu mesmo, em momentos de descrença, de não ter mais esperança no futuro, foi aqui que encontrei sabedoria e iluminação e muita crença no futuro. Perenizar essa sabedoria, essa cultura e essa iluminação é importante para o Acre. O Acre agradece. Mas eu tenho certeza que o Brasil vai agradecer, não só o Acre - afirmou Binho Marques.
No dia 21, o programa SBT Realidade apresentará ao país os três troncos fundadores das doutrinas ayahuasqueiras (Alto Santo, Barquinha e União do Vegetal), que solicitaram ao Iphan o reconhecimento do uso da ayahuasca em rituais religiosos como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
ja tomei o cha de sto daime, tem um gosto horrivel, é o mesmo que tomar agua com terra…as alucinações são pessimas, experiencia que jamais quero repetir, vc atinge total descontrole mental e fisiologico, não vejo cultura nenhuma nisto, me senti mal durante uns quatro dias seguidos, não aconselho tal experiencia
Comentário por josé carlos orsi climeni — julho 15, 2008 @ 9:04 am
Pela quantidade de maconheiros que bem sei praticarem ativa e avidamente tanto a União do Vegetal como o Santo Daime, e pela quantidade de desajuizados, utópicos e sonhadores, para não dizer místicos imbecis que em nada contribuem para as necessidades reais de um mundo real e que precisa cada vez mais e mais de pensamentos sóbrios e consistentes para a defesa de valores, penso eu: “grande bosta”.
Comentário por Breno Barros — julho 15, 2008 @ 9:21 am
Deviam declarar o LSD como patrimônio cultural também. Afinal “conta com extraordinária história cultural em virtude de suas qualidades psicotrópicas” …….
Comentário por Rainor — julho 15, 2008 @ 9:24 am
O sangue de JESUS tem poder, somente isto tenho a dizer sobre a matéria. Infelizmente há pessoas buscando alternativas com chás alucinógenos para entrar no campo espiritual!!! Tenho familiares envolvidos nesta seita e fico muito triste, pois não vejo nenhuma mudança de vida (em todos os campos) então, qual a diferença…. Sou absolutamente contra, buscai a DEUS enquanto se pode achar…Sobrio, lúcido, lendo somente a palavra (Biblia).
Bom dia a todos
Comentário por Elizanita Albuquerque — julho 15, 2008 @ 9:25 am
Acho interessante o País defender um produto nacional, diferente aqui no Brasil que vários e vários produtos típicamente brasileiros foram patenteados fora do país: o que ainda não está claro é que como a tal substância obtida dessa planta poderá ser defendida a nível espiritual, visto que já foi mais do que provado que seus efeitos são sim, alucinógenos. Há que se tomar cuidado nos conceitos.
Comentário por Mariana _DF — julho 15, 2008 @ 9:31 am
Já participei de vários rituais e posso afirmar que é indiscritível a sensação que temos antes, durante e depois….., a cumplicidade entre os participantes, a amizade e o entendimento da vida espiritual.
Quem é contra o Santo Daime, posso dizer que não sabe o que está perdendo e nunca vai alcançar algo tão belo na vida, que é a elevação espiritual. Fiquem com Deus!!
Comentário por Mari — julho 15, 2008 @ 9:34 am
Achei muito interessante a reportagem e acredito que a medida é muito positiva no que tange a continuação de uma atividade cultural peruana.
Já no Brasil eu não sei o quanto isso seria cultural. Naturalmente foi apenas um pedido e não se sabe ainda o que será decidido.
Em todo o caso, para a nossa falsa sociedade cristã - falsa porque tem seitas por todos os lados e são poucas as que vejo seguir o que Cristo realmente ensinou (vide comentários ) - tudo é pernicioso e nada de cultural vai realmente ser avaliado.
Comentário por Gustavo — julho 15, 2008 @ 9:36 am
…
Deixando de lado os debates práticos, intelectuais, sobre a questão “patrimônio imaterial”, legislação e tudo o mais (isto não tem muito a ver com o que desejo abordar agora), é interessante notar que muitas culturas (algumas bem diferentes entre sí) fizeram e fazem do uso da ayahuasca um suporte, inspiração, fonte de iluminação e comunhão com o divino.
Nunca é demais buscar-se autonomia no encontro com o sagrado que nos habita, pois isso nos libera da obrigação de aceitarmos a posição de ovelhas no rebanho, todos dependentes da palavra (de segunda ou terceria mão, diga-se de passagem) de padres, pastores e dirigentes dos mais diversos. Se a fonte existe, porque não beber dela?
Preocupante é apenas o fato de, ocasionalmente, a substância deixar de ser ferramenta de auto-conhecimento e transcendência para virar muleta psicológica para alguns… conheço pessoas que a usam, no mínimo, duas vezes por semana e aí já acredito que o consumo tenha virado um hábito capaz de, até mesmo, ofuscar um tanto a autonomia e a integridade do usuário, que passa a depender dos insights e “mirações” vivenciados durante o processo para dirigir seus passos no dia-a-dia, por menores e banais que eles sejam.
Num contexto ritual (seja ele daimista, da União, xamânico e etc) acredito muito na utilidade de seu uso (eu mesma já provei), porém, como válvula de escape dos problemas da vida… well, bem, cada um escolhe por sí mesmo as algemas que o limitam.
Mas é válido que se preserve a liberdade de cada um acessar o conhecimento a seu modo e, se usar ayahuasca for uma das portas de entrada para um nível superior de consciência e atitudes, que ele seja festejado, usado e preservado.
…
Comentário por Érica Marin — julho 15, 2008 @ 9:37 am
As doutrinas que utilizam o Ayahusca como instrumento de ascensão ao divino são originárias de comunidades indígenas. Seus conhecimentos e sua cultura são extremamente diferentes do que ocorre nos grandes centros urbanos. Para alcançar o mesmo objetivo que os nativos é preciso entrar em sua cultura e em seu conhecimento. Eles não fazem isso pela alucinação ou para escapar da realidade mundana - como muitas pessoas fazem com o lsd - mas sim pela busca do sagrado, do divino, do poder da natureza e do auto-conhecimento. Não se pode ter como referência a prática errônea das doutrinas ayahusqueiras nas cidades. É preciso conhecer o ritual em sua raíz para entender o seu significado e importância para as comunidades indígenas e assim, poder preservá-las. Há que se conhecer para fazer uso correto e para se obter resultados desejáveis. O ritual é parte importantíssima, não se deve tomar o chá sem a presença de condutores. Além disso, o ayahusca funciona como uma purificação para alma. Há que estar preparado para recebê-lo e compreende-lo. As comunidades indígenas precisam do apoio de quem as conhece e compreende. Não adianta criticar se não há conhecimento. Sugiro que, se não podem entrar em contato com doutrinas sérias que fazem uso correto da planta sagrada, assistam ao documentário transmitido pelo sbt e depois revejam seus conceitos.
Comentário por Thalita Dalbelo — julho 15, 2008 @ 9:52 am
ACREDITO QUE SO A LIBERAÇÃO DE TODAS AS DROGAS TERIA EFEITO SATISFATORIO A ECONOMIA DO PAÍS, COM RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS OCASIONANDO O TÉRMINO DO TRAFICO E DE GRANDE PARTE DA VIOLÊNCIA, AFINAL TODAS FAZEM MAL MESMO,COMO O TABACO E O ALCOOL !
Comentário por cavalera — julho 15, 2008 @ 10:06 am
Senhor José Carlos Orsi Clementi:
Gostaria de salientar que a natureza, sem sombra de dúvida, deve estar arrependida de ter colocado ser tão desprezível neste plano.
Em segundo lugar, o Daime de tudo tudo difere das práticas e rituais do ayahuasca. Segundo, aprenda a escrever corretamente a língua portuguesa para depois manifestar a sua opinião.
Comentário por Denis Abate — julho 15, 2008 @ 10:33 am
É preciso relativizar a cultura para não sermos preconceituosos. Ninguém é obrigado a fazer uso mas, naquelas culturas em que a planta tem um caráter sagrado devem ser preservadas. É uma ignorância extrema querer comparar os valores da nossa sociedade, individualista e consumista, com as culturas indígenas que tem em seus rituais manifestações da sua identidade, como neste caso em que a planta é utilizada com fins espirituais. Não somos obrigados a utilizar o mesmo padrão que eles utilizam mas, não devemos tentar impor os nossos valores para eles, chega de o “branco” interferir e tentar impor o seu modo de vida para as civilizações indigenas.culrura do Indio. ndem
Comentário por José Roberto Saldanha — julho 15, 2008 @ 10:41 am
PRESTEM ATENÇÃO NESTE MARAVILHOSO HINO DO MESTRE IRINEU E TIREM SUAS CONCLUSÕES:
117. DOU VIVA A DEUS NAS ALTURAS (valsa)
Dou viva a Deus nas alturas
E a Virgem Mãe nosso amor
Viva todos ser divinos
E Jesus Cristo Redentor
Eu peço a Deus nas alturas
Para vós me iluminar
Botai-me no bom caminho
E livrai-me de todo mal
Eu vivo aqui neste mundo
Encostado a este Cruzeiro
Vejo tanta iluminária
Do nosso Deus verdadeiro
Esta iluminária que eu vejo
Alegra o meu coração
Estas flores que recebemos
Para nossa salvação
Comentário por Plínio Nascimento Júnior — julho 15, 2008 @ 10:49 am
Prezados mais vale o respeito pelas diferenças. Jesus fundou a busca pela consciência e não a igreja, Jesus quer a paz entre os homens e não o julgamento, Jesus quer a união dos povos e não o separatismo religioso.
O chá vém trazendo conforto espiritual e transformações consideráveis para um bom número de instituições que o usam em rituais religiosos. Há estudos significativos que comprovam as bem feitorias desta bebida e o quão segura a mesma é, no sentido de não viciar os usuários e ao mesmo tempo trazer mais clareza na vida das pessoas.
O importante é a busca que cada um faz pela sua própria elevação espiritual - o que transforma o homem é a busca pela espiritualidade e não propriamente a religião, a consciência é uma porta que se abre pelo lado de dentro, do nosso eu mais alto!
grato
Comentário por Andre Alvarez — julho 15, 2008 @ 10:49 am
Meu povo, quem criticou já participou de uma sessão? Acabem com o preconceito, não falem de que não conhecem. Sou da União do Vegetal, graças à Deus e nunca vi maconheiro, viciado, desajuizado e sonhador frequentar sessão. Vejo e convivo com pessoas conscientes, que valorizam o trabalho e a família antes de tudo e companheiras. Agradeço a Deus todo dia por ter conhecido essa religião, e por poder criar meus filhos sob o símbolo da luz, da paz do amor. Vamos evoluir, pessoal. Uma religião originária da natureza, como pode ser viciante? A natureza é viciante? A natureza é perfeita, só não vê quem não quer. Até mais e cuidado com os pré-julgamentos, porque a alienação faz a pessoa perder coisas inimagináveis.
Comentário por Daniela Araújo — julho 15, 2008 @ 10:50 am
Tomo ayuaska a um tempo e acho muito importante a bebida ser tombada como patrimonio da humanidade, mas sobre tudo como q o termo humanidade seja realmente colocado como deve. Essa bebida sagrada não deve ser de um ou de outro, e sim de todos que encontraram nela o conhecimento, a verdade, a harmonia, o amor e tudo de bom que so a ayuaska proporciona a seus adeptos. Muita luz a todos!
Comentário por Lincoln Ribeiro — julho 15, 2008 @ 11:04 am
O Comentário da nossa Amiga Daniela foi perfeito!!! o pré-julgamento faz pessoas alienadas e sem cultura julgarem com tanta ignorância.
Comentário por Kelly — julho 15, 2008 @ 11:20 am
SÓ PARA OS FARISEUS DESTA EPOCA…
“E NO TERCEIRO DIA, DEUS FEZ PLANTAS E ERVAS, PARA QUE O HOMEM FIZESSE BOM USO DELAS….”
“O QUE CONTAMINA O HOMEM NÃO É O QUE ENTRA EM SUA BOCA…E SIM O QUE SAI DELA…POIS O QUE SAI DELA PROVÉM DO CORAÇÃO….”
HIPOCRITAS AO INVÉS DE UNIR FORÇA PARA CRITICAR E OFENDER UMA PRATICA MILENAR QUE É O USO DE PLANTAS SAGRADAS, PORQUE NÃO USAM DE SUA LINGUA AFIADA PARA TECER COMENTARIOS A RESPEITO DA VIOLENCIA, PORNOGRAFIA, CORRUPÇÃO, PROMISCUIDADE…. ENTRE OUTROS MALES QUE SÃO UM CANCER NA SOCIEDADE…….
AS PLANTAS NOS FORAM DADA POR DEUS….DIFERENTE DE COCAINA, CRACK , ANTIDEPRESSIVOS, ANABOLISANTES, ARMAS, BOMBAS… QUE FORAM FEITOS PELAS MÃOS DO HOMEM…
GRAÇAS AO BOM DEUS NEM TODOS SÃO GADOS…..
UM ABRAÇO
MR BECKBRAZIL
Comentário por MR BECKBRAZIL — julho 15, 2008 @ 11:27 am
Bom Dia
Posso dizer com conciência que me sinto bem, tenho tido exito na minha vida pessoal, e aprendido o valor da simplicidade que Deus esta presente em cada um de nós, seja em qualquer religião.
Grato
Comentário por Marcos — julho 15, 2008 @ 11:29 am
Parabéns pela iniciativa, a cultura e os valores tem que ser respeitados, graças a pessoas ignorante preconceituosas e ruins que vivemos em guerra. Separatismo religiosa não! Todos somos irmãos, Católicos, Umbandistas, Santo Daime, Envangélicos, respeitem as diferenças.
Comentário por San Junior — julho 15, 2008 @ 11:31 am
Tem idiota fumando maconha, bebendo até cair, lendo a bíblia, respondendo a esse blog, tomando o chazinho do Daimão. Tem lugar pra todo mundo nesse mundo. Sem preconceitos. Afinal, quem é mais imbecil? Uma pessoa que toma um chá de plantas naturais e viaja sei lá pra onde, ou uma pessoa que acredita na estória de uma virgem que pariu o Pai o filho e o Espírito Santo?
Comentário por Digão — julho 15, 2008 @ 11:38 am
Ja tomei e achei a experiencia incrivel. Desde entao vejo o mundo de uma outra maneira.
Comentário por Advair — julho 15, 2008 @ 11:45 am
Fico feliz em ver essa movimentação de pessoas interessadas em defender a ayahuasca e reconhecer seu valor. É importante reconhecer as diversas manifestações culturais existentes no nosso país e saber dar o devido valor e respeito a cada uma delas. Lamentavelmente, percebo também que as críticas dirigidas ao chá partiram de pessoas que desconhecem os rituais e as doutrinas que dão sustentabilidade ao uso do chá, e se digo isso é porque percebo os conteúdos dos comentários bastante limitados, movidos por preconceitos e de total desconhecimento da importância que desse chá representa para as pessoas que acreditam nele como um importante veículo para o desenvolvimento humano.
Comentário por Harim — julho 15, 2008 @ 11:53 am
Vejam o que se passou com o Filho de Deus há dois mil anos. Pode até ser que ainda não se lembrem, mas sabemos como ele foi recebido. Tudo aquilo se passou pra enfim podermos aprender a reconhecer e dar seu devido valor. Esta aí o Santo Daime, ou simplesmente Daime, ou mesmo Vegetal, Ayahuasca, como queiram. Está aí novamente passando pela mesma provação. Só o tempo é quem poderá dar as provas.
Para aqueles que não conhecem esse trabalho espiritual, cuidado no julgamento. Quando o tempo chegar poderão se surpreender.
Para aqueles que o conhecem, seja em uma linha ou outra, que se respeitem e aprendam a se respeitar. De Irineu a Gabriel, assim como Daniel, Sebastião e também Francisco, bem como todos os seus companheiros e discípulos, tanto os que se foram quanto os que aqui ainda estão, todos têm seu valor, todos têm seu lugar.
Que se fale um pouco menos e que se faça um pouco mais. Que cada um aprenda a cuidar de si.
Menos disputa, menos perseguição, e mais cuidado, e mais respeito.
Ouçam o que o Mestre diz e vejam o que é que Ele quer.
E caprichem, mas caprichem mesmo, porque Ele está vendo tudo e é quem tem o poder de fazer e desfazer, é quem dá a quem merece e quem coloca cada qual em seu lugar.
Sigam com Deus.
Comentário por Bruno Queiroz Correia — julho 15, 2008 @ 12:31 pm
Nunca tomei, porém sou contra o pré-julgamento. Devemos respeitar cada maneira que o ser encontrar em busca de conhecimento.
Existem varias formas de nos conhecermos e criarmos novos horizontes, só sou contra uma coisa, de que passa a ser o sentido da sua vida. Um dia irei experimentar sim, pois tenho um amigo que vai. Mas sou contra isso virar uma espécie de religião.
Porém cada um tem que ter consigo coisas definidas e todos devemos respeitar, até podemos opinar, mas devemos sempre RESPEITAR. Abraços
Comentário por Renne — julho 15, 2008 @ 12:33 pm
Prezados srs.,
O uso da ayahuasca é feito não apenas pelo Santo Daime, mas também pela UDV e diversos grupos autônomos ou xamãs autóctones, que vivem no Alto Amazonas, no Mato Grosso etc.
Observo que alguns comentaristas confundem o uso da ayahuasca com o da maconha. Realmente, no Santo Daime, por força da presença de hippies que levaram a maconha (também chamada de “santa maria”) para o falecido padrinho Sebastião, ocorreu esta confusão. No entanto, isso jamais ocorreu com a Uniao do Vegetal, seita na qual os discípulos têm prazo determinado, após se afiliarem e aceitarem o estatuto da entidade, para abandonar todos os vícios, tais como uso de drogas, cigarros e bebidas alcoólicas.
Vale lembrar que não existem casos de dependência por ayahuasca. Não se trata, portanto, de uma droga com potencial para comercialização ou para o tráfico. Justamente porque, em si, a união destas duas plantas traz insights tanto do mundo sutil como do mundo interior da própria pessoa. Não há reações repetidas ou padronizadas, ou estados de euforia e prazerosos. Se uma pessoa tem pesadelos e vê coisas horríveis, em geral está apenas contemplando o próprio interior, o que está dentro dela mesma. Mais: na UDV, essa fase -que é considerada a mais baixa de todas- é chamada de “miração”. Depois que o discípulo começa a se enxergar, raramente estas imagens voltam a aparecer. No entanto, a pessoa começa a ver-se e a perceber-se como realmente é, num profundo trabalho de autoconhecimento.
É evidente que tudo isso deve ser conduzido por pessoas de conduta reta e ilibada, e não por aventureiros que acham que se encontrando diante de uma fogueira e misturando cigarros, álcool, maconha e ayahuasca, chegarão à visão do paraíso. Quem faz isso tem a mente primária e uma compreensão baixa das coisas, e, claro, o tiro pode sair pela culatra e o tal indivíduo pode entrar na (merecida) peia, para aprender a respeitar o conhecimento dos mundos mais sutis, nos quais as leis e o livre arbítrio são bem diferentes deste nosso mundo, onde tudo é permitido.
Comunguei do Vegetal por anos e me afastei, também há tempos, por haver compreendido que há outras formas de se buscar o autoconhecimento. No entanto, não desprezo o Vegetal e reconheço que aqueles que o usam, com seriedade e sinceridade, estão em busca de si mesmos, de melhoramento e aperfeiçoamento como seres humanos. Não são apenas vulgares baladeiros.
Quanto ao gosto, realmente é ruim. O que também é uma metáfora: de algo amargo pode sair algo bastante doce: o mel do conhecimento.
Comentário por Marcio — julho 15, 2008 @ 12:36 pm
Caro josé carlos orsi climeni:
Não é que a bebida seja tão amarga e a experiência decorrente de sua bebida seja tão ruim, o que a Ahyuasca nos proporciona é um reflexo daquilo que somos, um espelho da verdade que nos permite enxergar e mudar o que nos tem sido prejudicial. Sendo assim, melhor que o senhor demosntrar todo o seu rancor em relação ao Vegetal, seria tomar uma atitude para acabar com o amargor e a ruindade que tem feito mal ao seu espírito, deixá-lo mais leve e propício para receber os ensinamentos que sábios da cultura amazônica deixaram para que cuidássemos melhor de nossa vida e do Planeta em que vivemos.
Espero que o senhor possa encontrar seu caminho de paz. Esteja com Deus.
Comentário por Fabiano Scodeler — julho 15, 2008 @ 12:37 pm
crianças podem tomar o chá? se não, a partir de que idade pode? o ritual é aconselhável para crianças?
após tomar o chá quanto tempo precisa-se esperar para pegar na direção?
o bafômetro acusa chá alucinógeno?
se eu cometer um crime durante uma alucinação do chá serei considerado inimputável, semi-imputável ou o que?
Comentário por Rodris — julho 15, 2008 @ 12:38 pm
Amigos.
Desconheço a União do Vegetal, contudo, tenho amigos que a ela pertencem. Sei que deixaram de beber e fumar. Portanto vamos respeitar.
Agradeceria, que me informassem, a respeito de centro de estudos da União do Vegetal, nas cidades de Goiânia e Brasília. Muito Obrigado.
Comentário por crescervoce — julho 15, 2008 @ 12:53 pm
Fico muito feliz dos governantes respeitarem essa tradição cultural milenar. Aos que rejeitam o uso do chá, seja por mero preconceito, desconhecimento ou experiência pessoal com o uso ruim, espero apenas que respeitem o uso do chá, que é utilizado como ritual sagrado por várias religiões e têm feito a diferença na vida de muitas pessoas. Quem busca o auto-conhecimento e o respeito ao próximo também busca Deus. Luz, paz e amor para todos!
Comentário por André — julho 15, 2008 @ 1:00 pm
OS IMPERIOS SANGUINÁRIOS, ONTEM OS ESPANHÓIS, HOJE OS YANKEES, NÃO CONSEGUIRAM ACABAR COM A CULTURA ANDINA E AMAZONICA. PARA AS RELIGIÕES HEGEMÔNICAS, O SANTO DAIME É AMEAÇADOR, PORQUE DÁ UMA BANANA PARA A HIPOCRISIA. PARABÉNS AO PERU.
Comentário por LUIS LEPORE — julho 15, 2008 @ 1:05 pm
Bem, o governo do Peru só está fazendo o que o Brasil tentou fazer há um tempo atrás, quando o Ministro da Cultura tentou transformar o Daime em patrimônio cultural. E até agora? Nada.
Eu já tomei o Daime e foi a experiência mais incrível da minha vida. E nunca vi por lá maconheiros, desajustados ou algo que o valha. O que se vê, é algo que não se ve nunca nas ruas: a solidariedade, sorrisos entre pessoas desconhecidas, comunhão.
Enfim. A crítica negativa, quando nunca se teve a experiência é a alternativa mais fácil quando se tem medo.
Comentário por Gabriela — julho 15, 2008 @ 1:17 pm
Eu já participei de reuniões para tomar o chá do Santo Daime e não vejo nenhum problema, hoje não tomo mais. O grande problema é que na maioria dessas reuniões, nos intervalos, as pessoas fumam maconha, que a meu ver, não está certo.
Comentário por Mauro — julho 15, 2008 @ 1:22 pm
Com tanto materialismo e loucura de nossos tempos, sugiro aos amigos “intelectuais” que deixem a Coca-Cola e seus pensamentos racionais um pouco de lado e se permitam a uma autêntica experiência com Yagê.
Depois disso, podem falar o que quiserem. Aliás, podem dizer alguma coisa com certo conhecimento e sem essa tenebrosa carapuça de preconceito e condicionamento cultural.
Parabéns Perú, Brasil e toda América do Sul, por valorizar e proteger suas verdadeiras riquezas, essas restantes que colonização alguma conseguiu dizimar.
Comentário por Daniel — julho 15, 2008 @ 1:33 pm
Quanta informação hein…
concordo que devemos ser anti-preconceituosos, cada um na sua, se não tem conhecimento não critiquem, nunca tomei, mas se tive-se a opurtunidade e realmente percebe-se que é algo sério, experimentaria, as pessoas estão embriagadas de tanto consumismo e exibicionismo, deixam de lado a vida simples, sem ter a mente elevada.
Aproveito e faço critica a tv globo que está exibindo documentário sobre o uso da maconha:
aquilo que mostram é algo cinematografico, ele não é um mero viciado ele é um doente mental. Acordem.
Lembra do filme Bicho de Sete Cabeças com Rodrigo Santoro?
Paz de jah.
Comentário por Leonardo — julho 15, 2008 @ 1:40 pm
Em primeiro lugar, a manchete dessa notícia está errada, o Perú não pode considerar o Santo Daime patrimônio nacional, já que essa religião nasceu no Brasil!!!
Segundo, assim como toda religião, o Santo Daime é bom para algumas pessoas e para outras não… Como se costuma dizer nos próprios rituais: “O Daime é para todos, mas nem todos são para o Santo Daime”… O que isso quer dizer, simplesmente que tem gente que não se adapta a essa religião, assim como outras pessoas não gostam de Budismo, Umbanda ou das Igrejas Evangélicas, o fato é que a bebida tem sido muito estudada e ela inclusive é utilizada no tratamento de dependentes químicos, então por favor não digam que isso é coisa de maconheiro, pq a bebida nada tem a ver com drogas… Acho que é uma questão de respeito, eu já frequentei cultos de igrejas evangélicas e pra mim tudo o que foi dito não surtiu efeito, para mim, ali não havia verdade, como eu já disse, é uma questão de cada pessoa, religião é muito pessoal e não devemos tratar com desrespeito nenhuma delas. Agora, achei louvável o que o Perú fez e espero que o Gilberto Gil logo faça o mesmo por aqui.
Comentário por Tom Anaya — julho 15, 2008 @ 1:44 pm
Tomo Santo Daime há 10 anos e graças a ele a minha vida mudou para melhor. O reconhecimento da bebida ayahuasca e das doutrinas que a acompanham como patrimonio da cultura imaterial dos povos amazônicos é altamente benéfico a todos que se utilizam desta Santa Bebida.
Trabalhei durante quase quatro anos com populações tradicionais do Juruá, a regiao mais stentrional do Estado do Acre, Brasil. lá visitei várias etnias que cultuavam seus rituais xamânicos e obtive permissao dos pajés para participar de tais eventos místicos. uma experiencia incomparável… e fez de mim uma pessoa que acredita na cura que vem da floresta. em 2004, em viagem de campo contraí os dois tipos de malária existentes na selva amazonica: a falsípara e a vivax. depois de uma recaida da primeira manifestação da doença e uma manifestação da malária vivax, saí ainda com febre e dores de cabeça e no corpo, para uma caminhada espiritual que sai de Camanducaia, sul de Minas à Aparecida do Norte, São Paulo. foram 180 km de caminhada nas montanhas, ingerindo o Santo Daime duas vezes ao dia.ao final do quarto dia de peregrinação estava curada. nao havia mais nhnhum sintoma da doença. estive no Hospital Emílio Ribas para checar e realmente não havia mais indicios do protozoário no sangue.
Devo isso ao Santo Daime.
Salve esta Santa Bebida em todas as manifestaçoes culturais louváveis!
Comentário por Silvana — julho 15, 2008 @ 1:51 pm
Depois de ler mais alguns relatos acima, devo alertar para o seguinte: frequento o Santo Daime e nunca vi nem hippie nem ninguém fumando maconha durante os rituais, acho que quem faz parte de qualquer doutrina que faça uso de plantas de poder deve ter o entendimento exato do que são essas plantas… Como diz um amigo meu: “Droga e gente compra na drogaria”, as plantas de poder estão aí para nos ensinas, cabe a nós sabermos acessar seu lado de luz, afinal, Ayahuasca, Santo Daime ou União do Vegetal, são apenas nomes diferentes para a mesma bebida, não é mesmo?
Abs
Comentário por Tom Anaya — julho 15, 2008 @ 1:58 pm
No passado , eu bebia alcool ,usava droga. Depois que conheci essa bebida sagrada, encontrei Jesus e meu Deus. Hoje já liberto da escravidão do vicio, venho encontrando forma de auxiliar meus semelhantes.
Comentário por Flávio — julho 15, 2008 @ 3:10 pm
A experiência da “força”, como chamamos a energia recebida do chá, é única.
O gosto realmente é bastante amargo, mas a vida nem sempre nos permite desfrutar só do doce do mel.
Confesso que já achei, como muitos que aqui escreveram, que era um ritual de “malucos”. Um erro ter pensado assim no passado.
Hoje, tenho plena consciência que o Daime é um caminho para se conhecer mais.
Enquanto estamos na “força” consiguimos repensar valores e princípios que nossa vida atribulada, do dia-a-dia ,nem sempre permite parar e pensar.
REDESCOBRI O VALOR DO PERDÃO. RECOMECEI A AMAR AO MEU PRÓXIMO. CONSEGUI, EFETIVAMENTE, COMEÇAR A VALORIZAR AS PESSOAS, MESMO SABENDO QUE ELAS, ASSIM COMO EU, NÃO SÃO PERFEITAS.
Isso é maior a experiência da força: rever conceitos e reafirmar outros, que muitas vezes tínhamos esquecido.
Comentário por Junior de Campinas/SP — julho 15, 2008 @ 3:14 pm
Por conta desta interpretação errônea de utilizar o termo ALUCINÓGENO, filósofos franceses criaram a nomenclatura ENTEÓGENO.para designar o estado de consciência dos indivíduos que participam do trabalho no Santo Daime que têm por objetivo primordial o auto-conhecimento e a “re-ligação” com a sua divindade interior.
Pessoas taxativas e carregadas de preconceito tendem a não alcançar estes nívies sutis de consciência.
Procuremos ser menos óbvios pois estamos no limiar de um enorme desequilíbrio ambiental e temos que ser, antes de tudo, inteligentemente conscientes e criativos.
Sugiro aos que ainda não compreenderam a profundidade deste trabalho que antes de emitirem opiniões equivocadas estudem mais sobre o pensamento humano, aprofundem-se no assunto porque é muito sério e extremamante digno.
Parabéns pelo reconhecimento de valorosa cultura.
Comentário por Marcelo Cravero — julho 15, 2008 @ 3:25 pm
Tenho dois filhos que por quinze anos usaram cocaina e crack, graças a Deus e ao santo Daime faz quase cinco anos que nem bebida de alcool usam, dos dois um continua tomando daime é o violeiro da igreja o outro por ser surdo, fez a sua cura hoje não frequenta por achar ruim não poder cantar, optei também pelo Santo Daime como minha religião por ter sido a única religião para os meus filhos se encontrarem com Deus e suas curas. Parabéns pela iniciativa, importante decisão historica.
Comentário por maria lucia — julho 15, 2008 @ 3:39 pm
Pela grande quantidade de comentários percebe-se que o assunto é polêmico. Bebo o Vegetal desde 2006 e posso garantir que ele só faz o bem, inclusive comprovado cientificamente. É só pesquisar que irão encontrar inúmeros trabalhos de farmacêuticos, biólogos, médicos, antropólogos, etc, atestando seus benefícios. O Vegetal é comungado por jovens, crianças (com restrições) e idosos. Os primeiros comentários a respeito deste assunto mostra um certo desconhecimento das pessoas, porém fico interessado em saber o por que dessas pessoas lerem esta matéria(?)
Comentário por Raul — julho 15, 2008 @ 3:52 pm
Sim, o uso da maconha é um absurdo praticado por algumas vertentes rebeldes do santo daime como o CEFLURIS… isto já é bem notório, não podemos misturar os muitos praticantes sérios da revolução cultural que promove e é promovida pela ayahuasca, seja como religião de contato com o divino ser e com a natureza seja como terapêutica ou ainda como fonte de conhecimento dos processos humanos, com esses irresponsáveis que permitem que crianças peguem um tarugo de pito para se viciarem desde cedo, dado pelas próprias “madrinhas”! O causador de tudo isso Foi um tal de Sebastião que se auto proclamou substituto do Mestre Irineu, ele que inventou o tal culto a santa maria que de santa não tem nada, continua sendo maria juana… então aos desavisados, não confundam as coisas e não misturem milhares de pessoas sérias que praticam um contato puro com a força que vem da floresta com esses tais que desonram as própria fonte da qual bebem!
A riqueza das culturas que a própria força traz, é que vem fazendo a potência de uma nação voltada para a divindade da floresta, mas sinceramente ainda espero que essas decisões por parte dos governantes, sejam ainda mais efetivas no combate as explorações predatórias e a dilapidação e venda do patrimônio e do solo do nosso país para estrangeiros por uma corrupção instituída que só vê cifrões a sua frente.
Comentário por fernandes ribeiro — julho 15, 2008 @ 4:20 pm
Hj sou uma pessoa bastante feliz, depois q conheci a UDV, eu vivia no mundo q não conhecia, hj estou com meus pés no chão, graça ao ensinis da UDV na sessão da hoasca.
grato.
Comentário por Ricardo Santos — julho 15, 2008 @ 5:31 pm
Sou Dependente Quimica, já fui internada várias vezes em decorrência de drogas como maconha, alcool e calmantes. Já tomei o chá e participei de dezenas de rituais em duas linhas bem distintas. Posso dizer com propriedade, que embora tenha me gerado alguns insight´s durante o trabalho, não me ajudou a me manter sóbria.
Sei que para minha vida prosseguir para cima e para frente, preciso manter minha sobriedade e recuperação. Lembro na época, que fiquei tao empolgada, que insisti para meu irmão ir comigo. Participou de alguns trabalhos, tinha tendência a esquizofrenia, surtou, e não voltou mais. Sofre as consequencias do uso do chá até hoje. Não sabemos mais o que fazer. Ele não consegue mais voltar e se fechou no seu mundo.
Quem não gosta de doutrinas ou dogmas, e tem problema com alcool, procure Alcolicos Anonimos. E quem tem problemas com drogas, Narcóticos Anônimos. Venho frequentando com regularidade esta última há nove meses, e venho seguindo a programação com muito carinho e gratidão. Desde então não tenho mais recaidas, e tenho um contato mais consciente e claro com meu poder superior.
Não tenho intenção de atacar nem defender, mas sei que Só por hoje, tudo que me altere o animo, qualquer quimica que altere minhas emoções, seja natural ou alopatico, me faz mal, não posso me dar ao luxo de cair de novo. Incluindo o chá Sei onde isso vai dar….
Comentário por A. M. — julho 15, 2008 @ 7:17 pm
Estou na UDV há 14 anos, ou seja, minha vida inteira. E concordo com Raul, os primeiros comentários expressam um desconhecimento do assunto.
Mas em relação ao primeiro comentário, posso dizer que a ayahuasca tem o efeito adequado em cada pessoa.
E quanto ao gosto, bom… o gosto não faz diferença exatamente pelo efeito espiritual, que importa muito mais do que qualquer sentido físico, como o paladar.
Luz a todos!
Comentário por Paula Marotti — julho 15, 2008 @ 8:26 pm
Boa Noite!!
Eu sou Daimista, hoje em dia compreendo muito mais a verdade que Jesus Cristo deixou para todos nós. Muitas pessoas se enganam achando que é a Biblia…. Mas se esquecem que ela foi escrita por homens que ali deixaram seu ponto de vista sobre o que aprenderam com o mestre. Mas nenhum deles realmente compreendeu a verdadeira mensagem que Jesus nos deixou que é o AMOR.
Amor esse que encontrei dentro da doutrina sagrada, coisa que vc não encontra em todas as casas que se dizem de DEUS. As pessoas que criticam o Santo Daime sem nem ao menos terem vivenciado alguma experiência, tenho apenas uma coisa para dizer a vocês….
Jesus Cristo nos deixou o amor, amor esse sem preconceitos ou diferença então não odeio vocês tão pouco as coisas que vocês dizem… Porque somos todos irmãos no AMOR de Cristo.
Comentário por Edgar Bruno Monteiro — julho 15, 2008 @ 9:27 pm
Srs. José Carlos, Breno, Elizanita Albuquerque (que abaixo assinados), com certeza absoluta voces não sabem do que tão falando. Voltem para suas igrejas e apreedam a ter respeito pelo culto das outras pessoas.
Comentário por JPT — julho 15, 2008 @ 10:24 pm
Prezados
Estou feliz de poder ser testemunha destes tempos. Tempos em que se vê e se percebe uma inspiração divina para o reconhecimento pelas autoridades do Sagrado que há na Hoasca (ayahuasca).
Disse um poeta quando esteve por aqui: “… podemos ser julgados por todos, mas não podemos julgar à ninguém…”. Hoje posso dizer que estou aprendendo que não vale muita coisa eu saber de cor e salteado o que tem num livro (mesmo que este livro seja sagrado), se eu não colocar em prática o que ele ensina (compreensão, amor, perdão), se eu não limpar o meu coração pra poder deixar a Luz de Jesus entrar.
Parabenizo as pessoas que estão lutando em prol deste reconhecimento institucional deste chá sagrado.
Atenciosamente.
Comentário por clayton gomes — julho 15, 2008 @ 10:35 pm
crescervoce.
Vc pediu o endereço da UDV Em Goiania e Brasília.
Seus próprios amigos que a ela pertencem podem informar.
Abracos.
Comentário por Márcio — julho 16, 2008 @ 12:58 am
BOM DIA!!!
BEBIDA SAGRADA, PONTO DE DIVERSOS MEIOS A QUEM QUER CHEGAR AO SEU PROPRIO INTERIOR, SOM DE SUTILEZAS E GENTILEZAS, O LIVRO QUE NÃO CONHECIA, COMPLEXO, MAS VERDADEIRO, FAZ TRANSFORMAR O PROPRIO ESPAÇO HABITADO, É O ESTUDO DA CONCIENCIA HUMANA………. É VIDA SÓ VIDA PLENA!!!!!! TOMO SANTO DAIME A UM ANO E É A MELHOR COISA QUE ACONTECEU…. PORQUE GANHEI OUTRA VIDA…………………
CONCIENTEMENTE………… SOBRIA E FELIZ……
Comentário por GEIZA — julho 16, 2008 @ 7:27 am
“crianças podem tomar o chá? se não, a partir de que idade pode? o ritual é aconselhável para crianças?
após tomar o chá quanto tempo precisa-se esperar para pegar na direção?
o bafômetro acusa chá alucinógeno?
se eu cometer um crime durante uma alucinação do chá serei considerado inimputável, semi-imputável ou o que?”
(Comentário por Rodris)
Olá Rodris!
Crianças podem e bebem o chá, sem problema algum, pois ele foi considerado inofensivo a saude, pelas autoridades responsáveis e pelos muitos pesquisadores academicos, brasileiros e estrangeiros!
o que acontece é que uma criança é diferente de um adulto e não necessita seguir uma periodicidade como alguém que já sabe o que quer e fez sua escolha em utilizar o chá periodicamente, inclusive para respeitar sua idade, formação e livre escolha… a idade certa, neste caso seria hipoteticamente após a maioridade, ou o adolescente que manifesta esse querer de livre e expontânea vontade!
para dirigir, é bom que a pessoa já não esteja mais na “Força” ou seja, nos efeitos mais intensos, mas com certeza, ao dirigir, o fara de forma muito mais responsável, respeitando as leis de transito e o limite de velocidade, como posso comprovar, isso quando se trata de pessoas “normais” e não de malucos por natureza
o bafômetro não acusa ayahuasca, pois não se trara de bebida alcóolica, e também não acusará em caso de teste toxicológico, pois não se trata de narcótico, nem subst. tóxica!
Dificilmente alguém cometerá algum crime sob o efeito da bebida, ela serve para livrar o ser humano da marginalidade, pelo contato que terá com a própria consciencia!! quanto ao termo “alucinação” que vc usou, ele é impróprio e errôneo, o mais certo é: Efeito de consciencia expandida!! miração, força espiritual!
Comentário por fernandes ribeiro — julho 16, 2008 @ 11:08 am
Miha mãe bebia o chá e Eu vivia criticando, chamando de droga e não queria tomá-lo de forma alguma. Com o passar do tempo resolvi experimentar, apenas por curiosidade. Hoje vejo o chá com outros olhos, não o considero droga. Encontrei uma forma de ficar mais próxima do mundo espiritual e de Deus. Em algumas seções encontrei ex-drogados, ex-alcóolatras, pessoas que procuraram ajuda para sair daquela vida que levavam e com o conhecimento dado pelo chá conseguiram reconstruir sua vida. Hoje sinto que estou me conhecendo cada vez mais, respeito todas as religiões, o importante é buscar por Deus, não importa em qual religião. Agora uma coisa que eu peço: “Não vamor julgar sem conhecer para não cometer o mesmo erro que Eu cometi um dia”.
Comentário por Núbia — julho 16, 2008 @ 12:18 pm
Quem julga sem conhecer o verdadeiro poder deveria permanecer calado ou buscar compreender a realidade do assunto.
Comentário por Alice — julho 16, 2008 @ 6:30 pm
É bastante interessante encontrar nas palavras criticantes de quem não tem o minimo de conhecimento muita arrogância, revolta, palavras de baixo calão e preconceito e por incrível que pareça, alguns até fundamenta sua ignorância com o próprio nome de Deus. Talvez um dia vocês conheçam o verdadeiro exemplo qualquer praticante dessas religão e vejam na prática o Caminho de muito Amor no coração. Desejo a vocês muita LUZ na consciência, Paz e amor na vida de vocês.
Comentário por serena — julho 16, 2008 @ 7:37 pm
ATENÇÃO
A decisão do governo peruano é diferente e mais avançado do que o pedido feito pelas religioes ayahuasqueiras do Acre. O Departamento de Cultura do Peru está reconhecendo o uso sagrado e rituais tradicionais da ayahuasca pelas comunidades nativas da floresta amazonica enquanto que as religiões ayahuasqueiras do Acre fazem o pedido de reconhecimento apenas dos usos religiosos da ayahuasca, uso religioso este que surgiu no Brasil há menos de cem anos. E veja o seguinte alerta:
- Busca-se proteção dos usos tradicionais e do caráter sagrado do ritual de ayahuasca, diferenciando- o de usos ocidentais descontextualizados, consumistas e com propósitos comerciais.
No entendimento do governo peruano, a prática de sessões rituais de ayahuasca constitui um dos pilares da identidade dos povos amazônicos e seu uso ancestral nos rituais tradicionais que garante a continuidade cultural, está vinculado às suas virtudes terapêuticas.
Constatando que o grande preconceito que prevalesce inconsciente entre os brasileiros, levou à aniquilação dos povos e culturas indigenas do centro-sul e nordeste brasileiro.
E para que não se repita o mesmo êrro no trato com as plantas e rituais sagrados indigenas da amazônia,
FAÇO MEU APELO AS ALMAS MAIS ELEVADAS DESTE PAÍS QUE SE BUSQUE ANTES O RECONHECIMENTO DOS CONHECIMENTOS TRADICIONAIS DOS POVOS ANCESTRAIS E DEPOIS ENGLOBE O USO RELIGIOSO DOS DIVERSOS GRUPOS DAIMISTAS E VEGETAIS.
PARA FAZER JUSTIÇA À ESTA TRADIÇÃO SAGRADA, QUE VEM ATÉ OS NOSSOS DIAS GRAÇAS À SOBREVIVÊNCIA DESTES POVOS AMAZÔNICOS.
E AGRADECÉ-LOS COM O NOSSO HUMILDE RECONHECIMENTO E RE-DESCOBERTA DOS VALORES SAGRADOS DESTE CONTINENTE, E POR QUE NÃO DIZER… “DO PLANETA”.
Odo -SP.
Comentário por Yoshi-hiro Odo — julho 17, 2008 @ 11:35 am
Infelizmente, ainda há muita desinformação com relação aos benefícios do uso deste chá em contexto religioso sério. Há também grupos que se dizem religiões e promovem o consumo de drogas ilícitas, comportamento abertamente condenado pelas religiões ayauasqueiras sérias. O importante é perceber que nessas religiões sérias, notadamente a maior delas, a União do Vegetal, as pessoas que dela participam vêm obtendo benefícios significativos em suas vidas - do ponto de vista moral, intelectual e espiritual. É importante que o governo brasileiro siga o exemplo do Peru e reconheça também que este chá, usado em contexto religioso, é solução, e não problema, para inúmeras dificuldades por que passa nossa sociedade, pois essas religiões sérias promovem unicamente a união das famílias, o valor do trabalho e a prática da doutrina cristã no dia-a-dia de seus seguidores.
Comentário por Fernando Campos — julho 17, 2008 @ 11:55 am
Prezados dejejo que cada um ocupe o lugar de filho de Deus, que o chá seja sagrado para cada um que busque o sagrado dentro de sí; que a bíblia e outros meios também ocupem este lugar do sagrado no sentido de atender as necessidades de cada passoa. o importante é podermos nos manter sempre ligados na força superior, respeitando as diferenças e o próximo sem distinção.
Abraços
Andre Alvarez
Comentário por Andre Alvarez — julho 17, 2008 @ 12:07 pm
BEBO O CHÁ A 03 ANOS SALVOU MINHA VIDA MATRIMONIAL E PROFISSIONAL ME AFASTOU DE TUDO DE ERRADO QUE EU PRATICAVA SOU GRATO POR TUDO DE BOM QUE A U.D.V VEM TRAZENDO PRA MIM E MINHA FAMILIA PRA FRENTE É QUE ANDA PRO ALTO É QUE SE OLHA: LUZ PRA TODOS.
Comentário por JOAO DE JESUS — julho 17, 2008 @ 11:36 pm
Por que tanta agressividade? Por que não aprender a respeitar estes grupos religiosos que fazem uso da Ayahuasca? Nós (sou da União do Vegetal) respeitamos as outras religiões, a Verdade é uma só, o que mudam são as formas de contá-la, só existe Um Deus Verdadeiro, o que mudam são os nomes que as diversas religões o dão.
Não se achem melhores do que ninguém, não rebaixem ninguém, Jesus ama a todos nós, independente de quem sejamos, de qual religião sigamos, do que façamos.
Por favor, CONHEÇAM, principalmente na PRÁTICA o que são essas religiões, o que pregam em suas doutrinas, qual é o efeito do chá etc antes de CRITICAREM.
Grato.
Comentário por Raoni Carvalho — julho 21, 2008 @ 12:39 pm
Sobre a reportagemdo sbt !
A riqueza das imagens dos diversos segmentos, mostrou que realmente se estabelece e vem a tona uma cultura desconhecida para a maioria dos brasileiros, uma cultura de cunho original e legitimo, onde se pode constatar gerações de adeptos que a praticam…
Agora já era mesmo de se esperar que uma reportagem feita por essas emissoras comerciais, não expressem realmente a veracidade deste patrimônio sagrado e de profunda sabedoria dos povos simples e tradicionais, não contaminados pela presunção academica nos meios cientificos que jamais entenderá o contexto amplo do fenomeno, sendo que o escopo será sempre a comparação com substancias psicoativas de intoxicação organica, sem parar pra analisar sob o olhar das medicinas ancestrais e seus beneficios espirituais, regidas pelo plano divino de manifestação.
Sabemos muito bem que o desconhecimento pleno da profundidade deste fenomeno, pelos “medicos” e “toxicologistas” que nunca sairam das dependencias das universidades, é um meio de reafirmar a condição de portadores da verdade saida unicamente de livros e conceitos viciados na velha forma de ver o mundo, a forma unilateral do ensino academico!
mas as imagens falam muito mais… eu diria ao Tal Ronaldo Laranjeira que faça ao menos um experimentação desprovida de suas hipoteses e lance um olhar mais apurado sobre o que pensa que sabe, a coisa pode ir muito além do seu limitado ponto de vista!
acho que ele pensa que existem mais de 30.000 alucinados pela droga que descompensa o cerebro, incluindo senhores e senhoras de idade, crianças, homens com autoridade governamental, familias inteiras, entre outros tantos desajuizados e desinformados que ingerem um chá ALUCINÓGENO, para ficarem devaneando sem propósito diante do perigo a ser alertado por ele e outros doutores versados em suas hipoteses absolutas! Afinal o senso de responsabilidade e de persunção é tão alto que o move a fazer tais alertas! Acho que devemos levar em consideração o conteúdo desinformado de suas afirmações!
Comentário por fernandes ribeiro — julho 22, 2008 @ 1:23 am
A União do Vegetal é uma instituição de respeito que utiliza essse chá mistérioso a titulo de concentração mental, para mim socia dessa instituição, o vegetal, é a chave para o auto conhecimento, nos orienta na conduta do dia a dia e auxilia no firme pensamento. Só há benecificios para quem tem coragem, de conhcer o proprio coração…Fico feliz com o reconhecimento desse instrumento de auxilio ao ser humano, e me sinto grata pelo merecimento de fazer parte desse grupo. Ilana Roriz Malaquias
Comentário por ilana — julho 22, 2008 @ 9:16 am
olá gostaria de saber como adiquiri o chá aguardo resposta o mais breve
Comentário por vitor pimenta — julho 22, 2008 @ 12:51 pm
gostari de compra o chá aguardo resposta
Comentário por vitor pimenta — julho 22, 2008 @ 12:55 pm
VIVA A LIBERDADE DO SANTO DAI-ME!!
Com fé e discernimento nada de mal há nessa santa bebida.
Que a luz do esclarecimento e da verdade cheguem a todos os espiritos encarnados nessa jornada…
Obrigado SBT por essa bela matéria.
Comentário por walterisio carneiro — julho 22, 2008 @ 5:57 pm
Prezados irmãos, hoje é dia 22 de julho, dia de festa, é aniversário da UDV, e hoje tambem é o dia que colocarei o uniforme no nucleo Pupuramanta, conheci ayahuasca a tres meses atrás e desde entao procuro estar presente em todas as sessões, prefiro nao comentar as criticas, pois as mesmas mostram em suas palavras o desconhecimento da questao, preconceito e as peias de outros.
Antes de comungar o vegetal por intermédio de um amigo, participei de uma palestra importantissima no nucleo Janaína na qual tive conhecimento de todo o processo cientifico da ayahuasca, mas faltava eu comungar o chá e ver o lado espritual e toda ritualistica que envolve uma sessão…e quando veio a sessão de edventicio eu vi que, todos nos temos muito o que aprender e posso dizer que é uma religião fantastica onde com a doutrina de Jesus coloca voce de frente pra voce mesmo.
Acho que o ministro Gilberto Gil deveria aprovar o mais rapido possivel para que o Brasil nao fique tao atraz em relação a outros países que ja aprovaram (ex:Peru), desejo a todos Luz, Paz e Amor.
Comentário por Paulo Borges — julho 22, 2008 @ 6:22 pm
Bom..estive lendo um pouco sibre o tema , e incluso os comentarios..e bom deu pra perceber que muita gente naum tem ideia do que a ayauaska representa..por esse lado seria bom esse tema sair a tona ..mas por outro lado…temos que tomar cuidado com os politicos e com os fanatico-religiosos que podem querer usar dessa sabedoria indígena, a qual temos que ter muito respeito,como meio de manipulaçao …como vemos através da historia.até mais
Comentário por Tchairô Midam — julho 23, 2008 @ 12:17 pm
MEUS IRMAOS, sou da UDV a 15 anos e ontem esta UDV interou 47 que vem orientando as pessoas neste caminho do bem. Observando a manifestaçao das pessoas vejo que infelismente existe muito preconceito em relaçao ao CHA DA HOSCA o que posso dizer é que este liquido nao gera alucinaçoes e quando ele é ingerido a pessoa nao perde a consciência, vem mostrando para os seguidores a melhor maneira de agir para cumprirmos o mandamento de JESUS que é AMAR AO PROXIMO COMO A NÓS MESMOS.
VITOR PIMENTA, O Sr quer saber aonde comprar este chá. O que eu posso lhe dizer é que algumas pessoas podem até vender, mas ele nao foi criado para ser comercializado, é um liquido que tem o objetivo de nos ligar com DEUS, por isso deve ser utilizado em rituais religiosos, se o Sr quer ter uma experiencia boa procure uma instituiçao da UDV em sua cidade que com certeza irao lhe receber muito bem
Comentário por Christiani Ramos — julho 23, 2008 @ 1:04 pm
Bebo da água viva. Bebo da fonte da água viva. Bebo na fonte. Vejo-me revelado. Bebo a chave da porta do conhecimento. Vejo o sagrado revelado e revelando-me os segredos que pairam sobre o visível e o invisível. Compreendo que a ciência humana nada mais que parte da ciência do criador. Compreendo que tudo é reflexo da luz do amor de Deus. Compreendo que, por mais fantástico que pareçam as invenções humanas, para o criador, nada há de fantástico. Compreendo que o visível nada mais é que aparência da realidade. Compreendo que sou mais que um corpo físico, que a lua é mais que um satélite reluzente, que o sol é mais que uma estrela encadescente. Compreendo que a evolução não está afeta a expansão do grau de conhecimento científico, mas a expansão da consciência pelo conhecimento das coisas espirutais. Compreendo que não há feito maior do que a transformação do nosso próprio ser. Compreendo que a morte não inexiste e que o sofrimento, embora necessário, pode ser evitado pelo uso da sabedoria. Compreendo que somos todos irmãos e que não há diferença nenhuma entre os filhos de Deus, porque, em essência, somos todos iguais e originários da mesma fonte criadora. Compreendo que não é necessário equipamentos sofisticados para enxergarmos muito além das estrelas. Compreendo a vontade de Deus, a sua Justiça e o seu Amor. Reconheço Jesus Pai, Homem e Deus. que Por isso, Bebo da água, Bebo da água da fonte, Bebo na fonte. Bebo a chave da porta do conhecimento. Bebo HOASCA.
Um abraço fraterno a todos os irmãos que compreendem estas coisas, aos que não compreendem e a todos que um dia irão compreender. LUZ , PAZ E AMOR.
Comentário por Marcos — julho 23, 2008 @ 10:45 pm
Olá a tod@s irma@s
Segue uma meteria jornalistica que traz um pouco mais de serenidade e poesia a este assunto aqui no Blog.
abraços fraternos
O Cipó da Alma Amazônica O Cipó da Alma Amazônica
06/06/2008 - 20:19
Moisés Diniz *
Ayahuasca é um termo de origem Quéchua, que significa ‘vinho das almas’ ou ‘cipó dos mortos’, designa o chá feito pelo cozimento de duas plantas originárias da floresta amazônica: o cipó Jagube ou mariri (Banisteriopsis Caapi) e as folhas da Rainha ou Chacrona (Psychotria Viridis).
Aya quer dizer ‘pessoa morta, alma, espírito’ e waska significa ‘corda, cipó ou vinho’. Assim a tradução, para o português, seria algo como ‘corda dos mortos’ ou ‘vinho dos mortos’.
A Ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a Ayahuasca como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía alma e vontade própria.
Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a Ayahuasca em seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja Nativa Americana.
O uso ritualístico da Ayahuasca é bem mais antigo que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina, sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos.
A mesma prática é realizada pelas índias da Amazônia, quando produzem a caiçuma da mandioca, bebida ritualística indígena fundamental na dança do mariri e no ‘contato’ com os deuses da floresta assombrosa.
As origens do uso da Ayahuasca nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da Ayahuasca ocorra desde 2.000 a.C.
Somente os ‘intelectuais de água salgada’, que lêem um tomo filosófico à tarde, bebem ‘whisky’ à noite e pegam sol pela manhã, para levantar argumentações contra o uso espiritual da Ayahuasca. Não conhecem a força e a beleza da espiritualidade amazônica e indígena.
A utilização da Ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em fraternidade econômica e religiosa.
Os ataques ao uso ritualístico-religioso da Ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.
Nunca é bom esquecer que a Ayahuasca é uma substância natural exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade.
A Ayahuasca é uma combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico. Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.
Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência dos usuários. Isso por si só já alça a Ayahuasca a um patamar superior no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.
Assim, a Ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus usuários consideram o ‘vinho das almas’ como um instrumento físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o autoconhecimento e a meditação.
Utilizar Ayahuasca aqui na Amazônia é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram ‘miscigenar’ sua fé.
Não foi necessário fazer como os negros escravos que deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra.
É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.
A Ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos, os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A Ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.
Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao tempo. Por isso é natural que a Ayahuasca atraia cada vez mais o homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista, ocidental, capitalista.
A Ayahuasca não é um chá que se consome como se bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu em castas, cores, fronteiras e etnias.
Não entrarei no debate acadêmico sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares, das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho competência para debater os pontos de vista da medicina, da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados do uso milenar da Ayahuasca pelos povos indígenas.
A milenar história amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos indígena por terem utilizado a Ayahuasca. Nenhum índio deu entrada no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés. Aliás, as mulheres indígenas, ‘apesar’ de beberem a Ayahuasca, não registram nenhum caso de câncer de mama.
A Ayahuasca não é ‘taliban’, seus usuários não se constituem em nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.
O uso ritualístico da Ayahuasca não provoca transes místicos ou de possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu, denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento, embriagando e elevando as forças vitais.
Depois de 4.000 anos de uso sagrado e ritualístico da Ayahuasca os estudiosos da civilização ocidental erguem argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do ‘contato’ aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos e coletivos.
Os sábios e avançados Incas utilizaram a Ayahuasca para consolidar-se como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática, da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo, uma história milenar, uma religião.
Só não puderam utilizar a sagrada Ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o ‘cipó dos mortos’, por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.
A Ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais, atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas e suavizou a dor ‘civilizatória’ das eras pós-colombianas.
Quando o Acre propôs, sob a iniciativa da deputada Perpétua Almeida, que o uso ritualístico da Ayahuasca fosse considerado patrimônio cultural imaterial é porque ninguém mata uma alma, ninguém prende um sentimento, ninguém aniquila uma vontade, ninguém encarcera uma opinião, ninguém enclausura uma fé.
A Ayahuasca é diferente de outras religiões, que nascem de visões, contatos divinos, que têm origem na cosmologia do céu para a terra. A Ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e natural para o infinito do sonho humano, a religião natural.
Uma verdadeira e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica! Combatê-la é bizarro, síndrome de colonizador!
* Aprendiz de escritor e deputado estadual – PCdoB/Acre
Comentário por José A. Rodrigues — julho 25, 2008 @ 11:04 am
O que me choca em alguns dos comentários que li aqui não é a não-concordância em compartilhar a Hoasca nem o fato de haver opiniões contrárias às religiões hoasqueiras. O que me choca, na verdade, é o desrespeito de alguns para com uma religião que nem conhecem (ainda que eu busque compreender as limitações de compreensão de cada um, e as minhas também). A simbologia do uso do vegetal para o espírito seria a mesma do uso da hóstia nas missas, do pedaço de pão nos cultos evangélicos, etc. Todos são rituais religiosos de respeito e de riqueza. Mas cada indivíduo se sentirá melhor em um, encontrará sua transcendência, seu infinito pessoal, sua luz no caminho, em uma religião diferente. Eu utilizo a Hoasca e nem por isso creio ser menos belo os rituais católicos, evangélicos, entre outros. Já até participei deles muitas vezes.
E só quem já teve experiência com a Hoasca é que sabe que não se trata de uma droga, um alucinógeno, mas se trata, na verdade, de um contato muito forte com a Natureza, que é Deus em sua essência, e com nossa origem. É como uma volta ao lar por meio da natureza, das plantas chamadas sociologicamente de enteógenas.
Quanto ao comentário que li de alguém sobre a experiência ter sido ruim, devo destacar que a minha primeira experiência também foi difícil: “apanhei”. E isso me afastou? Não, eu soube entender os motivos pessoais pelos quais apanhei, soube entrar no meu processo de autoconhecimento, e descobri que até das experiências difíceis eu posso tirar belas lições, que modificaram efetivamente, vale destacar, minha vida.
Porém, independentemente da experiência de cada um, o que quero ressaltar aqui é a necessidade de se respeitar o outro, as escolhas do outro, a identidade cultural do outro. O outro não é menos sábio que um: só ele sabe, na essência de seu ser, como buscar a sua verdade própria. Nesse caso, julgar o outro vai conta as leis de todas as religiões cristãs e não-cristãs, pelo estudo que tenho feito delas. Assim, vamos buscar nao cair em contradição com nossas próprias crenças, buscando entender que o outro não é você: mas, se houver compreensão mútua, todos podem ser um só, em união.
Comentário por Letícia — julho 25, 2008 @ 12:27 pm
Preciso muito saber onde é a uniao do vegetal aqui em GOIANIA!! Não conheço ninguem que possa me falar…por favor me ajudem..!!! Obrigado!
Comentário por Murilo — agosto 16, 2008 @ 11:03 pm
existe o site oficial da união do vegetal; lá tem contato de alguns membros e quem tiver interesse de coração em começar a conhecer, receberá a devida orientação. logo na primeira página já tem um endereço de contato em brasília. http://www.udv.org.br/portugues/entrada.html
Comentário por athaualpha yupanki — outubro 8, 2008 @ 3:38 pm
Elizanita Albuquerque
Se o sangue de jesus que vc se refere é o vinho que o padre toma na missa vc pode ter certeza que este sangue está envenenado.
Voce fica triste por seus familiares estarem envolvidos na “seita” por egoísmo e ignorância, pois se eles estivessem sem religião alguma sem rumo na vida isso sim seria algo pra se ficar triste.
E pessoas como voce que se baseiam na biblia como filosofia de vida são responsáveis por toda essa desigualdade social e hipocrisia que gera frutos como Estupradores, Assassinos, Sequestradores….. porque na bíblia diz que perdoar é divino, afinal, quem deixa de cometer “pecados” se depois vai ser perdoado mesmo?
beijão linda! abra seus horizontes
Comentário por Nunzio — novembro 6, 2008 @ 10:47 am
APOIO A TODOS QUE DEFENDEM O USO CONCIENTE DA AYHUASCA, E QUEM É CONTRA DEVERIA AO MENOS SE DAR A CHANCE DE EXPERIMENTAR, SÓ ASSIM PODERÃO ACABAR COM SEUS PRECONCEITOS E APRENDER MUITAS COISAS SOBRE O MUNDO E SOBRE SI MESMO!
Comentário por Dayse — novembro 12, 2008 @ 11:22 am
Cada um na sua n~e meu povo. Aqui soh vi depoimento de convertidos religiosos ignorantes controlados e por ai vai…….e intolerantes acima de tudo. Entao, pra quem nao aceita que exista ilmuminacao alem de pagar o disimo, um abraco, pq voces estao por fora. Melhor assim mesmo, nao tenho que topar com esse tipo de bitola ambulante.
Comentário por Eduardo — novembro 27, 2008 @ 4:46 pm
As Flores,Árvores,Plantas,animais …
São tão boniitas
e uma coisa que eu não gosto como várias pessoas tambem não gostam é quando o homem começa a matar os aniimais da floresta Amazônica,quando coloca fogo nas plantas,quando corta as árvores,eles matam a nossa natureza isso é muito ruim para nós os seres humanos então temos que dar um jeito de parar de matar a natureza,cada um fazendo a sua parte a natureza fica bem feliz !
Beijos até mais povoo brasileiro \o/
Comentário por Karen — novembro 30, 2008 @ 9:57 pm
Quando quis beber o vegetal fiz uma profunda pesquisa sobre o vegetal e a verdaeira UDV( duas teses de doutarado, três dissertações de mestrado e unúmeros artigos científicos e cheguei a conclusão que o vegetal só fazia bem a saúde e vinha promovenso melhora na vida das pessoas. Hoje faz dois que sou sócio da UDV e minha vida e de minha familia melhorou consideravelmente. A UDV antes de ser uma religião é a universidade da vida. Pessoas que criticam a maioria é porque nunca beberam ou não deram sequencia a primeira vez. Outra o vegetal também não é para todos… leiam
Comentário por Carlos magno — dezembro 4, 2008 @ 1:34 pm
Fiquei muito feliz ao tomar conhecimento dessa matéria. Isso vem mostrar que, apesar de tudo, está ocorrendo uma crescente conscientização da humanidade, mas não só pelo fato do reconhecimento e valorização da nossa cultura Pré-Colombiana (o chá é comungado desde antes da Era Cristã), mas pelo respeito à sabedoria ancestral dos povos indígenas, antigos e legítimos donos das Américas. Além disso, pelo reconhecimento a tudo de belo, positivo e saudável que essa bendita bebida traz ao ser humano.
Deveriam ser mais divulgados os benefícios que o chá, comprovadamente proporciona, através do tratamento que o médico francês, Dr. Jacques Mabit, faz no Centro Takiwasi (Tarapoto – Peru), reconhecido pelo Governo Peruano como órgão de excelência no tratamento de toxicômanos de todo mundo.
Mas, deveria também, ser mais divulgada nas reportagens que são feitas sobre o tema, a total ausência de malefício dessa bebida. Para tanto, podemos usar como principal base o excelente livro organizado pelos antropólogos Beatriz Labate e Wladimyr Araújo, intitulado “O Uso Ritual da Ayahuasca”. Neste excelente estudo são postos, de forma séria e imparcial, diversos estudos científicos realizados no mundo, com nomes e referências das pesquisas. Isso, por si só, é mais que suficiente para fazer com que sejam desconsideradas as opiniões proferidas por pessoas totalmente destituídas de conhecimento sobre o assunto. Caso não seja o bastante, recomendo uma visita ao site do Dr. Régis Allain Barbier, médico e pesquisador do chá há mais de vinte anos: http://www.panhuasca.org.br. Tudo isso sem mencionar o fato de que, em 2006, após anos de estudos sobre o chá e descobrir que ele não traz malefícios à saúde, a Suprema Corte dos Estados Unidos liberou o seu uso naquele país em cerimônia religiosa.
Podemos ter a certeza, também, da condição do chá não ser droga porque não vamos ver nunca traficantes “comercializando” a bebida, pois as drogas fazem com que as pessoas fujam da realidade. O chá deixa, quem o usa, TOTALMENTE inserido na realidade, fazendo com que a pessoa conheça e reconheça seus erros, suas angústias, seus medos e, ao mesmo tempo, faz ver a quem o comunga que essa pessoa constitui uma importante peça do universo e o universo está dentro de si mesmo… Mostrando assim, a oportunidade de transmentalizar seu viver habitual equivocado e abrir novas oportunidades mostrando que a retificação de seus erros é atitude fundamental para o (re)começo de uma nova vida.
Quem usa drogas não quer ver e enfrentar os problemas. Quem tem coragem para fazer uso do chá, tem coragem para modificar sua vida para melhor, pois estará totalmente ciente da realidade de sua vida e da necessidade de mudança para melhor.
Tomei conhecimento da existência do chá em 1996, mas só bebi pela primeira vez em 2001. Passei cinco anos tentando recolher informações e conhecer pessoas diversas que já passaram pela experiência, pois precisava saber o que era tudo isso antes de decidir ingerir algo que nunca tinha ouvido falar – nesse período a internet não estava muito difundida no Brasil, as informações eram escassas.
Hoje, oito anos depois, sinto o privilégio de comungar essa bebida sacramental que me levou a um nível de bem-estar e de saúde mental jamais pensado por mim.
Conheci a UDV e o Santo Daime; aprendi a respeitar e reconhecer o profundo valor das doutrinas dessas religiões e seus respectivos fundadores: os Mestres Gabriel e Irineu, como homens que deixaram um fascinante legado para a contribuição na ascensão da espiritualidade do ser humano. Para mim, antes de conhecer o chá, Jesus Cristo e outros avatares eram apenas bons homens e seus ensinos eram apenas belas histórias. Depois, em comunhão com essa sagrada bebida, descobri um universo de aprendizado e reconheci essas filosofias como o mais belo, perfeito e necessário modelo de conduta ética, moral e espiritual em que me esforço para tornar-me um ser humano melhor e digno do maior presente que recebi: a Vida!
Comentário por Alexandre Azevedo — janeiro 14, 2009 @ 9:56 pm
gostaria de saber onde posso comprar o chá hoasca sem ter que participar de cultos religiosos.
Comentário por Maria Nascimento — fevereiro 8, 2009 @ 4:44 pm
Minha amiga Maria do Nascimento, recomendo que vc procure um centro, de preferência tradicional (UDV ou Daime) pra conhecer a ayahuasca…Se vc não compartilhar crenças, mesmo assim, provavelmente estará num ambiente mais confiável. O Chá não é água com açúcar, é um poderoso auxílio espiritual pra quem sabe utilizar. Outra coisa, experiências mal conduzidas com ayahuasca, muitas vezes são muito difíceis e pouco vantajosas…Tem muitos charlatões por aí fazendo comércio com o chá e muita gente que quer só ter um “barato”…Outra coisa, se alguém lhe vender ayahuasca pela internet, sem nem lhe conhecer, isso já diz que é uma pessoa pouco confiável e que não tem uma vivência espiritual verdadeira e muito menos respeito com o sacramento espiritual que é o chá ayahuasca…Abraço, Afonso.
Comentário por Afonso — fevereiro 13, 2009 @ 1:23 pm
que Deus despeje em mim o dobro a que desejo aos meus inimigos
…………………..LUZ ….(palavras do MESTRE)
com mais clareza na conciencia nao teriamos tantos depoimentos demonstranto a ignorancia do conhecimento..(esse conhecimento vem atravez da Luz(SUPERIOR))
o veiculo que encontrei como acelerador de uma concentracao mental mais firme , esta sendo o Cha que Comungo na U.D.V
grato
Marcelo Chebar
LPA
Comentário por marcelo — março 2, 2009 @ 2:39 am
meu irmão participava de reuniões num importante centro aqui em porto alegre e com o consumo regular dessa porcaria ele desenvolveu problemas psicologicos (foi avaliado por médicos) não sou eu somente q estou desabafando e acho q todos devem se informar antes de fazer uso, agora estamos correndo atras de um tratamento pois ele ficou psicotico e desenvolveu depressão.
Comentário por andre — março 3, 2009 @ 3:22 pm
Reconhecimento como patrimonio cultural pelo governo brasileiro, já vem tarde. É reconhecimento das tradicições culturais milenares e seus conhecimentos a serviço da vida, da harmonia e do equilibrio humano e ecossistêmico.
Vamos acelerar, o tempo é agora, basta a gente querer.
Viva o Rei e a Rainha da floresta divinal.
Mobilização já!!!!!
Comentário por carlos avila — março 4, 2009 @ 7:46 pm
Muitas coisas são confundidas em nosso mundo. E ainda não temos, coletivamente, condições de avaliar o real significado daquilo que existe. Minha experiência pessoal remete à possibilidade de conexão com a espiritualidade e isso já é motivo para validá-la. O mundo paralelo é recheado de elementos sutis que tanto trazem crescimento espiritual como também mais ilusão aos seres que incursionam por lá. É proporcional ao grau evolutivo de cada um! A mente tem o poder de se dirigir para o “alto” ou para “baixo” independente do uso de qualquer substância. A ayahuasca é um potencializador mental natural. Confio nele. Porém devo cuidar antes de meu padrão mental. Isso sim: pode me elevar ou pode me enterrar.
Comentário por Wagner Carvalho — abril 8, 2009 @ 8:44 am
Frequento a udv á 8 anos eu e minha familia graças a deus, atravez deste chá sagrado eu consegui transformar minha vida para melhor, hoje não bebo bebida alcoolica, não fumo, não pratico adulterio, tenho mais paciencia com meus irmãos. fico triste em ler acusações sem saberem o que é este chá realmente.
Muintas pessoas que viviam drogadas hoje são pessoas honestas, como conseguiram? Atraves do chá e seus ensinamentos.A udv é o melhor lugar para quem quer melhorar e o pior lugar para quem não quer melhorar.
Este irmão que quer comprar o chá da hoasca, é melhor procurar uma unidade da udv e participar da sessão.
Desejo luz paz amor para todos.
Comentário por carlos alberto dos santos — abril 21, 2009 @ 5:56 pm
Longe de querer polemizar, pois “a mente é o cárcere do ignorante e o coração é o refúgio do sábio”, muito foi dito acima e cada tem suas razões. Quem critica um uso consagrado há milênios pelos indígenas que viviam em comunhão com a natureza, consigo próprios e com Deus, deve ter lá seus motivos.
Seria leviandade julgar um assunto (ou alguém) sem conhecê-lo em profundidade.
Se minha modesta opinião pode acrescentar algo ao debate, posso afirmar que, por insistência de uma amigo de longa data, culto e sóbrio, tomei o chá.
O ambiente, sério e amigável, me surpreendeu. Pensava, erroneamente, que fosse uma sessão meio desorganizada ao estilo hippie.
Afirmo com toda sinceridade que minha vida mudou depois disso. Minha maneira de encarar a existência, as relações com os outros e com o mundo. Tudo. É indescritível. Só experimentando para saber.
É o o léxico chama de INEFÁVEL. Inclusive, tive um insight que me ajudou a afastar-me de alguns hábitos nocivos à saúde que mantinha há muitos anos.
Quanto aqueles que reclamaram de uma experiência ruim, só posso dizer que o principal efeito do chá é nos colocar em contato direto com nosso mundo interior. Sem querer criticar, afinal meu objetivo é contribuir na discussão, como disse acima. Nesse caso, talvez, a pessoa não tivesse consciência dos próprios conflitos internos, em um nível profundo. Do próprio EGO, enfim.
Paz a todos
Comentário por Jorge — julho 7, 2009 @ 1:39 pm